26 de setembro de 2016

UM DOS MELHORES LIVROS QUE OFERECI





Sigo o ilustrador Benji Davies há algum tempo nas redes sociais e o trabalho dele transmite-me dois sentimentos: encanto e inveja. Tenho que admitir. 
Na semana passada fui à livraria comprar um livro de ilustração para mim, mas como não havia aquele que procurava, saí com "A Baleia" debaixo do braço, e foi talvez uma das prendas mais bonitas que ofereci à punk Zola. Quando o li na diagonal, ainda dentro da livraria, fiquei emocionada e, quando cheguei a casa disse à minha filha: "Tenho aqui uma prenda para ti, mas é metade minha e metade tua, uma coisa nossa."

Começa com uma frase que não faz parte da história: 
" A maravilha do mundo, 
A beleza e a força, 
As formas das coisas, 
As suas cores, luzes e sombras,
Tudo isto eu vi.
Vê tu também, enquanto há vida."

(lágrima no canto do olho.)

20 de setembro de 2016

AS MINHAS 11 ILUSTRAÇÕES PREFERIDAS PARA A AMÃEZÓNIA

Não consigo estar muito tempo sem pensar ou falar de ilustração. O projecto Amãezónia começou em Março de 2016, há 7 meses. O ritmo de produção de ilustração para este site é tão intenso que tive dúvidas se conseguiria dar uma resposta à altura. Descobri que é sobretudo uma questão de simplificar e também de ganhar calo claro, a prática diária transformou muito as minhas técnicas. No início demorava muito tempo a terminar um único desenho, agora já estou um bocadinho mais rápida. De vez em quando dou uma vista de olhos ao Pinterest da Amãezónia e fico orgulhosa por ver a galeria crescer cada vez mais por isso decidi partilhar aqui as minhas 11 ilustrações preferidas. Não são necessariamente os meus posts favoritos e não são obrigatoriamente os que me deram mais gozo desenhar, são só simplesmente algumas das minhas ilustrações favoritas. Se se sentirem entusiasmados cliquem nos links e leiam. Como as leitoras costumam dizer, são boas doses de realidade.
























19 de setembro de 2016

A FAZER ALGUMAS MUDANÇAS (E A REDUZIR A TRALHA)


Tenho andado incomodada com as más notícias sobre o ambiente por isso este Verão decidi minimizar a minha pegada ecológica. A começar por coisas simples do dia-a-dia. E descobri que tenho tudo por fazer. Para meu terror, cá em casa,  o saco da reciclagem do plástico é o primeiro a ficar cheio.

Lembro-me de ter ficado indignada quando começaram a vender os sacos de plástico nos supermercados, porque achei que só queriam sacar mais uns euros do nosso bolso. Hoje acho que foi uma decisão maravilhosa e penso que deviam fazer mais coisas deste género. Com os sacos pequenos, por exemplo. Não para parar, mas pelo menos para abrandar o ritmo de contaminação do mundo com a porra dos sacos.

Pus-me a pensar na quantidade de vezes que vamos ao supermercado. Compramos maçãs e trazemos um saco transparente. Compramos bananas e trazemos outro saco transparente. E mais um para cada legume que compramos. Multiplicado várias vezes por semana, vezes todas as famílias. O ritmo a que acumulamos os sacos em casa é alucinante. Percebi que tenho um armário só com sacos. Se estiverem sujos vão logo para o lixo. E depois do lixo?  São comidos pelas baleias. Não faço ideia de como as empresas que tratam os resíduos darão conta de tantos sacos, garrafas, garrafinhas e companhia ilimitada. Neste momento até acho que prefiro não saber.

Comecei por fazer algumas mudanças em casa.

Aqui estou eu e a Punk Zola à vinda da padaria. Já tinha este saco, que escolhi para ser o meu saco de pão, tem uma pintura do meu amigo Mário Lopes, que é escultor. Estou a tentar ir sempre à padaria e comprar pão sem saco de plástico mas há dias em que não consigo.

Os sacos para ir ao supermercado são agora de pano.  Comprei os meus na Sushie. Os sacos de plástico para a fruta são sempre os mesmos. Em vez de trazer novos sacos cada vez que vou comprar fruta e vegetais, levo os mesmos que usei na ida anterior. Isto implica levar o saco de pano sempre cheio de sacos de plástico pequenos, é verdade. Mas consigo usar os mesmos meses a fio e assim reduzir muito a quantidade de sacos que gasto. Das primeiras vezes que fiz isto senti-me mesmo bem. Mesmo sendo uma em milhões.

Outra coisa que me incomoda é que não há espinafres, agriões, coentros, salsa ou alho francês que  não venha embrulhado num pedacinho de plástico. Não percebo porque é que não se limitam a fazer um ramo e a pendurar-lhe uma etiqueta de cartão. Tudo tem plástico.

Entretanto comecei também a reciclar os copos de iogurte. Costumava atirá-los para o lixo, mas agora lavo-os e coloco-os na reciclagem. Quase não compro embalagens de sumo - tudo feito em casa. E decidi que quando comprar polpas de tomate e coisas do género, será sempre em garrafas de vidro. Igualmente acabei com o consumo de leguminosas enlatadas (menos no campismo). É tudo cozido em casa: grão, feijão preto, feijão vermelho, etc. E isto pode comprar-se a granel. Em relação ao pão, que no supermercado vem num plástico, vou mudar o hábito e comprar sempre na padaria. Já tenho um saco de pano, como se fazia antes, para pôr o meu pão. E estas são as primeiras mudanças. Já usava um jarro para filtrar água e por isso os garrafões não existem por aqui há algum tempo.

Antes das férias encontrei um site que me pôs a pensar, é o projecto da senhora Bea Johnson, chamado Zero Waste Home. Ela conseguiu uma coisa espectacular, para a qual é preciso uma transformação total de vida e mentalidade: conseguiu que o lixo de um ano (dela e da família) coubesse num frasco de vidro. Não estou preparada para tanto, mas o site é muito interessante e tem dicas infinitas. Não há desculpas para continuar a invadir o mundo com merdas. O projecto Um ano sem lixo também é interessante.

O próximo passo vai ser contactar a minha junta de freguesia para saber se há compostor de resíduos e comprar mais coisas a granel. Ainda por cima acabei de saber que na Miosótis vendem detergente de loiça e de roupa também a granel.  Se conseguir isto fico satisfeita, se conseguir convencer uma só pessoa que seja a pensar neste assunto, fico mesmo contente.

Entretanto acabei agora mesmo de ler uma boa notícia.

Depois de publicar este post recebi logo mais sugestões da Ágata, que é especialista no assunto:

Escovas Babu em bambu e mais amigas do ambiente (fiquei entusiasmada)
Um mercado que desconhecia para ir fazer compras em vez das grandes superfícies (e sem sacos). Na Lx Factory.
Barras de sabonete e champô existem aqui. Não se esqueçam do sodium laureth sulfate, sabonete é muito melhor que o gel de banho e não tem daquelas embalagens enormes!
Pineapple Life, com muitas dicas para ter um estilo de vida mais saudável.
E para terminar um artigo que ela escreveu para o GPS (Sábado) sobre fabrico de cosmética.
(Obrigada Ágata!)

16 de setembro de 2016

BLOGS QUE EU ♥

Blogs novos para explorar (com tempo)! É uma micro lista de blogs que me pareceram interessantes e que retirei dos vencedores dos Bloglovin' Awards para guardar aqui.

Travel Write Draw
Tem muita ilustração e fala também de viagens. Ganhou o prémio de Best Design Blog.

Love Taza
Ganhou o prémio de melhor blog de família. Já o tinha sugerido no Amãezónia como um bom blog para explorar na rentrée e tchanam, foi premiado. O mais atraente são as fotografias. O ano passado esta categoria foi para um blog que se chama Rommy and the Bonnies que também gostei de conhecer na altura.

Half Baked Harvest
Fotos de comida ao estilo da cozinha das nossas avózinhas e o que parecem ser receitas deliciosas. Tem muitos doces e receitas vegetarianas - pontos extra. Ganhou o prémio de melhor blog de comida. Nham nham.

Taste the Style
Este blog fala sobretudo de lifestyle mas parece ter uma secção boa de cultura. Nas Pessoas tem uma categoria que me agradou bastante que são as Boss Babes, fala de mulheres interessantes de várias áreas.

Está aqui a lista toda, com todas as categorias de beleza, moda, fotografia, viagens, etc, mas não tenho a certeza se quem não está registado no Bloglovin' consegue ver.



15 de setembro de 2016


Com muita vontade de experimentar isto. Encontrei aqui, no blog da Tanesha Awasthi, que não conhecia. 

14 de setembro de 2016

REMODELAÇÃO MEXICANA







Este Verão achei que a minha sala precisava de um facelift. ☺  
Tinha umas almofadas com um tecido encontrado no sótão da minha mãe que davam um ar muito pesado, mas depois de uma ida a Madrid ela ofereceu-me um tecido lindo de morrer da Frida Kahlo, com melancias e flores, que diz Viva la Vida. Não tinha conhecimento disto, mas existe mesmo uma obra da Frida Kahlo com melancias, e numa das melancias está escrito Viva La Vida. 
Algures num dos posts já tinha publicado uma foto de um pequeno móvel que encontrámos no passeio. Era tão bonito que foi impossível resistir-lhe, mas como tinha algumas manchas decidi pintá-lo. A ideia era ser verde azeitona, mas depois de 4 ou 5 demãos o original saiu diferente do esperado. E agora móvel amarelo e almofada mexicana convivem no mesmo sítio e está tudo muito mais divertido. 
Só gastei uma lata de tinta Cin + linha para a almofada + algumas horas e bastante paciência.

13 de setembro de 2016

MAIS 18 FOTOS DAS MINHAS FÉRIAS HIPPIES (II)

Este post é a segunda parte das minhas férias hippies (a acampar) em fotos (parte I aqui). Ao observá-las enquanto faço este post, lembro-me mais uma vez que vivemos num país privilegiado e que por norma subvalorizamos. Dou por mim muitas vezes a desejar férias noutros sítios do mundo, quando há tanto potencial a quilómetros da porta de casa. Durante a viagem pensei que vai ser preciso sabedoria para preservar as coisas assim bonitas e genuínas, como elas são, à medida que o tempo passa.

Apesar de durante as férias me ter mantido ligada à rede, houve um esforço para nos desligarmos dos gadgets. Um deles ficou ligado e outro ficou offline. Também fugimos da piscina do parque, do restaurante e da zona comercial que vendia revistas, livros e brinquedos. Com menos estímulos foi mais fácil dar um mergulho no descanso e viver bem com pouco dinheiro (que era o objectivo máximo).





O parque estava sossegado e pacífico mas o percurso até à praia era demasiado íngreme. Sem querer fizemos muito exercício e ainda meditámos, porque era difícil falar enquanto se subia ou descia. Especialmente quando tínhamos que carregar a punk Zola além do saco, chapéu, etc. (que era sempre).



Num dos dias passeámos por outras paragens e como bons roadtrippers comemos sandes feitas na hora, na parte de trás do carro. Entre nós e a praia não havia vidro nem esplanadas, era assim, como nos anúncios antigos de Nescafé, mas sem carocha. Depois seguimos viagem. Eu fiz uma sesta no percurso, com o vento quente a bater-me na cara.


Os pés da punk Zola pareciam os pés de uma ciganita. Queria andar sempre descalça no parque (quando se esquecia que havia aranhiços e grilos), mesmo por cima das carumas dos pinheiros, e como havia muito pó, ao fim do dia eram vários tons de negro e castanho. Numa das noites um grilo teimoso fez uma sinfonia ao pé da tenda e mal nos deixou dormir. Depois de o termos localizado com uma lanterna e levado para longe ele regressou e não deu hipótese nenhuma. Para este tipo de aventuras é essencial levar um anti-mosquitos, porque ao pôr-do-sol é sabido que devoram pessoas vivas. Felizmente antes de ir comprei um da Chicco para a família toda e resultou muito bem. Tudo isto me dá vontade de rir porque sei que há pessoas que não suportam a ideia de dormir rodeadas de insectos. Volta-se sempre para casa com uma ou outra picadela.


Havia feiras em vários sítios e estas toalhas eram o último grito da moda.



#needahaircut





Víamos o pôr-do-sol da tenda todos os dias.





E nem queríamos acreditar quando chegou a hora de regressar a casa. Passou demasiado rápido. 
Em relação a custos nem é preciso calcular de forma muito rigorosa. Para 7 dias gastei pouco menos de 100€ em mercearias, comprámos algum equipamento, como o camping gás, uma lanterna e um colchão insuflável, que não faço ideia quanto custaram, o parque foi menos de 120€. Basta juntar despesas de deslocação. É impossível gastar menos que isto em 7 dias, só mesmo fazendo campismo selvagem. Só que não há nada como um banho quente todos os dias. 

Resumindo, tivemos umas férias espartanas mas muito próximas da natureza, a alimentação foi simples mas sempre com fruta e legumes incluídos, não vimos televisão, ouvimos rádio ou lemos jornais, mas ouvíamos música. E estas fotos (do Manel) não têm preço. 
Soube bem divagar. A ideia é que poderíamos ter continuado sem o conforto de um sofá ou de viver num centro urbano durante mais tempo. Fazendo um balanço percebemos que deu para limpar a cabeça, sair da rotina, fugir da cidade e, cereja no topo do bolo aka factor inesperado: ser um bocadinho hippie. Decidimos que não voltaremos a estar tanto tempo sem rambling on.





12 de setembro de 2016

INFOGRAFIAS PARA O OBSERVADOR








Hoje saiu uma infografia minha no jornal Observador. É sobre saladas saudáveis. Normalmente trabalho mais com ilustração, fazer esta infografia foi um trabalho completamente diferente porque este tipo de desenho tem que estar limpinho, simples e esquematizado.
Está tudo aqui.