22 de agosto de 2016

ILUSTRAÇÕES PARA O DIÁRIO DE NOTÍCIAS


Last but not least! Aqui está a terceira de três. Fiquei contente com o resultado final deste trio de Agosto. Para ler o artigo relacionado podem clicar na legenda da ilustração. Só não digo para comprarem o jornal porque saiu na edição de ontem. 

17 de agosto de 2016

ILUSTRAÇÕES NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS

Palavras com amigos

A camisa fica vestida

O New York Times tem uma crónica semanal, especialmente popular, que fala de amor. E o Diário de Notícias publica todas as semanas essa crónica. Este mês tive o prazer de fazer algumas collages para ilustrar essas palavras e fiquei muito contente porque o projecto me deu imenso gozo. Esta foi a primeira técnica que usei quando comecei a fazer ilustrações, por curiosidade pura, e este Verão deu para matar saudades com um excelente objectivo. Tinha prometido publicá-las aqui a cores porque uma delas saiu a preto e branco na edição impressa.
A última sairá no próximo Domingo. Podem ver fotos das edições impressas no meu instagram e ler as crónicas no DN online. Até já! 


30 de junho de 2016

29 de junho de 2016

POSTER DO JAZZ i PARKEN


O festival de jazz Jazz i Parken, na Suécia, está prestes a começar, e pelo segundo ano consecutivo fiz o poster (acima) para o evento, a convite da organização, que é portuguesa de gema. 
O factor língua traz uma faceta muito engraçada a este trabalho, porque tenho que usar os tradutores online continuamente, sob pena de interpretar mal a informação. É claro que comunicar a mensagem com clareza é essencial num poster, portanto tenho que estar super atenta para não meter os pés pelas mãos. A sensação é que se continuar a fazer este trabalho (que seria um prazer), daqui a uns anos já devo conseguir dizer algumas coisas em sueco. Mas antes disso, o que eu queria mesmo era ir assistir pessoalmente ao festival de jazz no parque. Se quiserem aproveitar a deixa para ir a terras do norte, já têm uma desculpa válida. Em baixo está a versão do ano passado (Jazz i Parken 2015).



27 de junho de 2016

UMA CAIXA PORTUGUESA - com certeza


Super contente porque "Uma Caixa Portuguesa - com Certeza" foi finalmente apresentada ao mundo.  Há uns meses atrás a 100 ML contactou-me para apresentar a ideia, e foi sentados à mesa do café que numa conversa de 20 ou 30 minutos, delineámos o que seria esta caixa, qual o conceito, o aspecto final que pretendíamos.  Hoje, aqui está ela, na palma das minhas mãos. É com grande orgulho que publico as fotos do resultado final do projecto, que com as minhas ilustrações leva tanto de mim. São este tipo de trabalhos e parcerias, cheias de liberdade criativa, que trazem à tona o que de melhor há em nós, e é por isso que me trazem também este sentimento bom de realização pessoal.

 "Uma Caixa Portuguesa - com Certeza" é uma caixa cheia de glamour português, porque é 100% nacional. A começar na ideia, passando pelas ilustrações e acabando no recheio: sabonetes Castelbel, água perfumada da Aldeia da Roupa Branca, caixa em faiança e fósforos do Por Ti Perco a Cabeça, são apenas algumas das coisas que contém.    


A apresentação foi em Alfama, na Amarelo 28, onde fomos recebidos (como sempre, aliás) de forma muito carinhosa. Há nossa espera estavam dois guitarristas com guitarras portuguesas e um grande ramo de flores silvestres, muito parecidas com os meus desenhos, da Kokliko.



Aqui está um dos esboços iniciais, a lápis, com algumas das minhas flores preferidas da caixa portuguesa.


O interior da caixa, que cheira mesmo muito bem.


Os dois guitarristas que estavam na Amarelo 28 e que encheram o ar de sons portugueses (note-se que nada foi deixado ao acaso).



E a fechar, a parte de trás da caixa. Tive o privilégio de ser contemplada com uma, e o que vou fazer a seguir é usar tudo o que está lá dentro da melhor maneira possível. Depois disso vou guardá-la para encher com outras relíquias: fotos, postais ou uma colecção de papéis bonitos é o mais provável. Ou mesmo com os meus desenhos. Não podia estar mais feliz por ter participado nesta iniciativa e quero agradecer muito o convite à 100 ML. Também me alegra a ideia de que quem receber esta caixa vai ficar com um sorriso na cara. Por tudo isso e muito mais, cada segundo a desenhar estas ilustrações foi um prazer.

26 de junho de 2016

LISBON MOTORCYCLE FILM FEST + O MEU CASCO












Fotos do meu amigo PAC

Este fim-de-semana foi muito especial porque decorreu o Lisbon Motorcycle Film Fest, uma iniciativa inovadora neste país à beira-mar plantado, que tive o prazer de ver nascer (mesmo germinar) e crescer, até se tornar real.  Participei com a equipa do festival a ajudar no que foi preciso e aproveitei para ver a exposição e alguns filmes. Dos que vi, que não foram todos, adorei o South to Sian (fotografia no seu melhor e paisagens mágicas perdidas no meio da Indonésia. Uma viagem de dois sortudos que paravam para mergulhar em tudo o que era onda e a andar de mota em cima de vulcões), e o Greasy Hands Preachers (sobre construtores de motos, alguns verdadeiros alucinados, que constroem à unha, máquinas de velocidade que são autênticas esculturas. Pode-se dizer que a construção de motos e a arte andam aqui de mãos dadas). Das curtas vi apenas a Nossa Senhora das Corridas, sobre as corridas de motos nas festas de Lousada. Basicamente é um documentário sobre a corrida nas festas da Senhora da Aparecida, que se faz a alta velocidade por entre andores, ruelas estreitas e centenas de pessoas a assistir, sem uma única barreira de protecção. Adrenalina à portuguesa. É um pequeno filme de mais ou menos 30 minutos que mostra o Portugal genuíno no seu melhor. 
Adorei a energia do festival e espero que a organização tenha vontade de continuar o projecto para o ano.

O meu casco
Uma das coisas boas deste festival foi que tive o prazer de ser convidada para participar na mostra de capacetes organizada pela Nexx - o X-Studio. O X-Studio convidou uma série de artistas muito diferentes (desde construtores de motos, a designers, artistas de lettering, etc.) para personalizarem um casco em branco. Adorei a ideia e disse logo que sim. Comecei a preparar o capacete em Abril ou Maio, já não me recordo bem. 

Parte I: testes
Fiz um brainstorming em família e apontei muitas ideias diferentes num papel. Mesmo as mais estapafúrdias. Confesso que o capacete final não foi o resultado da primeira tentativa. Primeiro decidi experimentar uma pintura muito à frente, que envolveu tinas cheias de água em dias de chuva. Foi muito divertido, gastei imenso dinheiro em materiais e dei bastante trabalho à minha mãe, que me ajudou muito, mas infelizmente o resultado não me encheu as medidas.

Parte II: voltar à estaca zero
Depois do fiasco tive que limpar tudo. Com diluente. Desde as unhas até aos cotovelos, passando pelo capacete e materiais envolvidos. A tinta não saiu da parte de dentro. Comecei a ficar nervosa - não podia estragar tudo, só tinha um casco, era uma única oportunidade. Recomecei de novo e voltei à lista de ideias. Desta feita decidi forrar o capacete com botões. Percorri a pé todas as retrosarias que conhecia, armazéns e lojas, para tentar encontrar os botões ideais ao melhor preço, mas eles não apareciam. Faltavam quatro semanas para enviar o capacete para a fábrica, para ser montado, e eu ainda não tinha encontrado o material perfeito.

Parte III: Gold Rush
Depois de muitas voltas, numa aldeia remota, perto da minha terra, descobri mais ou menos o que precisava e comprei 700 Kg de botões da avó. Com uma paciência de monge tibetano fui testando o encaixe dos botões um a um, para não deixar espaços brancos e fixei-os à base do capacete. Depois disso, o capacete, que estava planeado ser amarelo, laranja, vermelho e azul, passou a ser dourado. Portanto até nisso fui fiel ao projecto inicial.  

A primeira foto é do capacete já montado, na exposição, e as outras duas foram tiradas antes de ir para a fábrica. 
Quando cheguei ao Cinema S. Jorge e vi os trabalhos feitos pelos outros participantes fiquei agradavelmente surpreendida pelas ideias que lá estavam expostas e apeteceu-me trazer aquilo tudo para casa.

Depois de ter levado uma ensaboadela de filmes sobre motos, motociclistas e construtores, e ter ouvido muitas histórias sobre cultura motociclística, fiquei também com muita vontade de ter uma moto minha, para poder andar em liberdade com o vento a bater na cara, que é o que todos os motociclistas dizem ser a melhor parte da história. Mas dava jeito ser mais alta para ter uma moto grande e chegar com os pés ao chão. Espero que gostem do meu capacete, que se chama Gold Rush!
(É que fazê-lo foi mesmo uma corrida.)




22 de junho de 2016

PICO PICO

À mesa:
- Gostas de pico, mamã? (e aponta para o frasco do piri-piri).
- Sim, um bocadinho.
-O papá gosta muito de pico. (silêncio)
Uma vez, quando eu era bebé bebi muito pico, muito pico e fiquei cheia de comichão.

(Punk Zola, a aldrabar-me o melhor que pode desde 2013)

21 de junho de 2016

COMPRAS ONLINE


A minha colecção de lápis, canetas, esferográficas, pincéis, borrachas, tesouras e tesourinhas está cada vez maior. Ganhei o hábito de levar sempre algum material e caderno de desenho atrás, quando saio de casa, mas a bolsa já pesa 5Kg de maneira que deixou de ser transportável. Quando vi as bolsas grandes da Sushie para pôr os tablets, imaginei logo uma daquelas para usar como estojo e a Susana tratou de projectar e transformar as ideias em realidade - agora tenho um estojo personalizado com um padrão psicadélico. E tenho a sensação de estojo novo, igual à que sentia na escola primária, há 20 e tal anos atrás.

20 de junho de 2016

3 EM 1: CORRER, FOTOGRAFAR, MEDITAR



Custa-me horrores levantar o rabo da cama e correr, mas esta visão de uma espécie de Éden faz tudo valer a pena. Penso que a única razão para ir correr é fazer em simultâneo uma maratona fotográfica, em que vou registando diariamente as plantas que me agradam, as que acabaram de desabrochar, as que têm folhas novas ou deram flores, as que deixam passar os raios de sol por entre os troncos, e assim vou dando mais um passo e mais outro até completar 15 minutos de corrida meditativa.
Acabei de inventar um desporto. Não só é saudável física e psicologicamente, como também inclui um estudo profundo na área da biologia e prática de fotografia. Vou registar a patente.


17 de junho de 2016

EU FIZ A CARA, ELA FEZ O CABELO


E distribuiu os autocolantes, claro. Fui informada que a menina está a comer morango e bolo e a beber sumo de fruta. Não está o máximo? Este cabelo está maravilhoso.

14 de junho de 2016

MAMÃ OUVE

- Mamã, o copo é transfanête, o vidro é transfanête e a janela é transfanête.
- Diz comigo: trans(...)
- (...)fanête.

- Mamã, as ovelhas dão melo.

(a dizer frases sem nexo, só para me encher os ouvidos, mas com um objectivo muito concreto - que eu lhe dê um computador)
- Mamã, eu não sei onde está o meu nariz, a minha boca, os meus olhos. Eu preciso de um computador. Mamã, o copo vai para cima para baixo, o candeeiro cai, eu preciso de um computador.
Não sei quando é que as bonecas foram dormir, eu toquei uma música no ukelele, eu preciso de um computador.

-Muitas lelicidades, muitos anos de vida.

-Mamã, ela dizeu que eu não posso sentar ali.

-Mamã, desenhei uma pizza a cair.
(Suponho que isto seja uma pizza a cair do prato, porque momentos antes tinha-lhe atribuído a tarefa de segurar no prato da pizza antes de entrar no forno. Ela não se acusou mas sentiu a pressão. E a obra nasceu.)


13 de junho de 2016


Horrível é matar. Estou farta destas merdas, o que aconteceu em Orlando dá-me vómitos.
(Ilustração de Marta Altés)

BLANKETS


Este é um dos melhores livros de banda desenhada que li nos últimos tempos. Emprestou-mo uma amiga, e apesar de ter ganho vários prémios, entre os quais o Pulitzer, nunca tinha ouvido falar dele. Conta a história de vida do autor, que narra na primeira pessoa e ilustra. Deste género só li o Persepolis (que adorei ainda mais) de Marjane Satrapi, mas ambos valem a pena.
Se estiverem indecisos na livraria, fica a dica, porque é uma excelente aposta para as férias.

10 de junho de 2016

3 FOTOS DO FERIADO




A primeira foto retrata o meu (sem dúvida) maior êxito na área da jardinagem. Ou da plantação. É um pequeno canteiro que tenho na varanda, cheio de suculentas. Acho que nunca vi isto tão viçoso, por isso há esperança.
A segunda foto é a minha segunda tentativa de granola caseira, tirada antes de ir ao forno. Desta vez fiz com nozes e arandos. Ficou mesmo bom.
A terceira foto é do coreto do Jardim da Estrela. É magnífico. Especialmente quando o céu está azul. Bom feriado!


9 de junho de 2016

AVISO


Esta semana tomei uma decisão. Quem vem aqui de vez em quando ler, deve saber que este ano já ponderei dar uma pausa a este projecto mais do que uma vez. Principalmente quando a Punk Zola não nos deixava dormir e a nossa sanidade mental andava pelas ruas da amargura.

Decidi sempre que não o iria fazer. Acarinho muito este blog, comecei-o em 2012, já lá vão uns anos, e a ideia de o encerrar causa-me calafrios na espinha. Contudo, devido ao meu ritmo de vida, não sou uma blogger assídua, às vezes estou semanas inteiras sem vir aqui. E não sou o tipo de pessoa que vem encher isto com coisas que não interessam só para ter o blog activo. Às vezes não tenho mesmo nada que interesse para dizer, acreditem, e nessas alturas mais vale estar em silêncio.

É claro que um projecto deste género exige tempo, e para as coisas serem bem feitas é preciso dedicação, ter imagens bonitas, ter ideias. À medida que o tempo passou o Mexicola Girl foi ocupando um lugar no meu coração e quero acreditar que tem alguns seguidores, não muitos, mas os que tem são fiéis. Vou continuá-lo com o mesmo carinho, mas a partir desta semana vou deixar de partilhar os links no Facebook, porque a página de Facebook não me deixa feliz. Parece que estou a tentar transformar o blog numa coisa que ele não é. Não vou eliminar a página na rede para já, mas vou suspendê-la. Por essa razão, quem quiser continuar a dar aqui um saltinho, é mais que bem-vindo. Guardem o blog nos vossos favoritos, ou na lista de leitura, (também tenho uma ligação automática ao Twitter), e visitem sempre que vos apetecer. Isto vai continuar a rodar! Um grande bem-haja e usem muito protector solar!

POSTERS INQUIETOS



De vez em quando, nestas lides da vida blogueira, conhecemos pessoas muito interessantes. Ainda durante os meses frios, conheci dois leitores do Mexicola Girl que me pediram um projecto especial: posters com excertos de poemas de José Mario Branco. 
Era impossível dizer que não a uma ideia tão diferente. Por vezes é com este tipo de trabalhos, mais íntimos e pessoais, que há oportunidade de explorar áreas mais criativas, técnicas que gostaria de testar mas ficam na gaveta, devido ao cariz institucional que anda a par com grande parte dos trabalhos de design. Foi assim que pus mãos à obra (com muita motivação e satisfação) num dos projectos mais artísticos dos últimos meses, e até tive oportunidade de desenhar a letra num deles. A ideia era livre, descontraída e sem regras, e aqui está o trabalho final, com uma paleta em tons pastel muito sóbria, que espero que transmita muita serenidade ao espaço para onde foram morar. Um grande obrigada!

7 de junho de 2016

KITSCH QB


Acabei de ofender o deus da moda =) Ahahah, mas não me consegui controlar. Sim, mandei vir. Estava mesmo a precisar de um fato de banho só que bati com os olhos nisto e pronto, o objectivo inicial ficou pelo caminho. Resta saber se me vai dar um ar tão feliz como o da modelo, espero que tenha propriedades especiais. 
Na verdade, o que eu queria mesmo era o de baixo, mas estava esgotado. Agora estou ansiosa que chegue o correio para ver se o tiro não me sai pela culatra. Aposto que vou ser a mais feia da praia.