15 de agosto de 2013

FESTIVAIS BUÉ

Foto sugerida por Manel Portugal aka Bones

Este Verão há uma coisa que me está a tirar do sério: os festivais de música e o público quinceañero. Os miúdos vão aos festivais com os amigos para se divertirem, até aqui tudo bem, mas daí a nem sequer saberem quais são as bandas que estão a ver, já é outra história. No final dos concertos os repórteres passeiam entre a audiência e tentam ter um feedback do público, mas quando perguntam se gostaram do concerto a única resposta que se ouve é "EEEEEEH, mãe estou aqui, YEAAAH viva a bubida" e coisas do género. Aqueles miúdos nem sabem quem é que acabou de tocar, não sabem se foi a Barbra Streisand, o Michael Bolton, o Michael Jordan ou o Pete Townshend, e isto faz-me uma certa confusão.   Quando eu tinha quinze anos e queria ver um concerto eu sabia exactamente ao que ia, sabia qual era a banda, sabia o provável alinhamento do concerto, sabia as letras das músicas, sabia quem é que na banda namorava com quem e quem é que estava chateado com quem, sabia o nome dos músicos e que instrumentos tocavam, sabia quantas guitarras tinham, era uma questão de culto, e tudo aquilo me dava verdadeiro prazer. Agora o público dos festivais compra o bilhete para entornar bujas e curtir, sinceramente eu não entendo, para isso façam festas na garagem da avó. Isto tudo só leva a uma descida de qualidade dos festivais porque o promotor pensa assim: "Ora bem, para estes gajos é igual contratar uma banda de milhares ou contratar um DJeizeco por meia dúzia de tostões portanto...vamos produzir cash!". Santa ignorância. Enerva-me. Mas a sério.

13 de agosto de 2013

WE GO HAWAIIAN


Alguns minutos livres no meio deste turbilhão de noites sem dormir, trabalho, sopas no verão e demasiado tempo em casa. Houve muita coisa que mudou em pouco tempo, nem para bem, nem para mal, simplesmente etapas que acabam e novas que começam.  Entretanto já começo a ressacar praia e a acusar cansaço, porque isto de trabalhar e ao mesmo tempo dar atenção a um bebé tem muito que se lhe diga. Principalmente quando o mundo inteiro está de férias (mesmo que seja na Quarteira) e os facebooks inundados de fotos de pessoas a mergulhar num sítio qualquer. Aqui só se mergulha na sopa da Zola e no indesign, mas ainda assim não me posso queixar. Nesta foto estamos as duas a olhar para o horizonte e a projectar o nosso futuro. Agora vemos uma mancha branca, mas com o passar dos dias os contornos das coisas boas vão começar a ficar mais nítidos, e depois a imagem vai ficar linda, tipo postal, e com sharp do photoshop. Alea jacta est.

11 de agosto de 2013

BABY WISH LIST







A Zolita começou a comer sopa de batata e cenoura há 2 dias, o que significaaaaa: sestas grannnndeees! Iupii! Assim, apesar de estar numa semana em que o trabalho me absorve todos os minutos (e neurónios), tive tempo de espreitar outros blogs =). Encontrei coisas súper chulas para bebé. Leggings que esbanjam estilo e ainda a guaxini, que me conquistou com o olhar estrábico.


Há coisas que mudam mesmo com a idade. Fiz 2 tabuleiros de scones para o pequeno-almoço. Sinto-me velhinha.
E tudo aponta para que vou ser uma excelente avó.

4 de agosto de 2013

Hoje, ainda mais cansada. Esta noite a Zolita acordou às 4h30 e decidiu que era hora de actividades em conjunto. Nunca saberei se é uma dor, um sonho mau ou um capricho, mas a única forma de passar é fazer um ou dois quilómetros na sala com ela ao colo, até adormecer. A natureza poderia ter sido mais eficaz e ter munido as mães de ainda mais energia extra. Confesso que não compreendo como é que dantes havia famílias que tinham 8 ou 12 filhos, é um mistério para mim. Se calhar era só porque não havia pílula contraceptiva. Esta noite a minha cabeça pensava nesta problemática enquanto embalava a Zolita e questionava-me como é que as mulheres conseguiam. Como é que conseguiam tantas vezes sem ajuda, sem epidural, sem esterilizadores, sem bebegel, sem toalhetes, sem fraldas descartáveis, sem marsúpios, sem Zaras e H&M's cheias de roupa para bebés, e na maioria dos casos com maridos que não ajudavam em nada (temos que ser realistas, se hoje os pais participam em tudo no que diz respeito aos bebés, porque querem e porque gostam, dantes essa actividade era coisa de mulheres)... continua a ser um enigma. Adiante, hoje estou cansada e tenho trabalho mas a Zolita já me compensou de manhã, porque tentou......assobiar! É isso mesmo. Os bebés fazem estas coisas surpreendentes e compensam tudo. (Como é óbvio ela tentou assobiar mas não saiu som nenhum. Foi hilariante.)

3 de agosto de 2013

ESTÁS AQUI tão perto














Nós queremos ir à Austrália, os australianos querem vir cá. Estas fotos, tiradas no Alentejo, são de uma advogada australiana (que se tornou fotógrafa) chamada Vanessa Jackman. As imagens são lindas de morrer e dão vontade de fechar os olhos e ser transportado para ali e ficar lá uns 10 dias com tudo pago.   Até dispenso a piscina, podem ser só os carreiros de terra e o silêncio. Pelo que li no blog dela, ela também adorou a experiência (como não?!). 
Ah, preciso de fazer um post scriptum: (não gostei da cabeça do touro na parede)

Neste blog não há unhas arranjadas, não há cabelos pintados e perfeitos, não há roupa nova de Verão, não há fotos de pés na areia, não há caipirinhas nem mariscadas, não há pôres do sol nem saídas à noite para sítios muita cool. Há olheiras, há um plano de abdominais que não estou a conseguir cumprir porque estou sempre cansada, e há uma mousse com chantilly que cometi a loucura de fazer há umas horas (pelo menos isso). E há um bebé (yeah!!). Estou um bocado cansada, ainda não percebi o que é que estou aqui a fazer. Amanhã vou acabar com a rotina.

2 de agosto de 2013

LIVE TO RIDE






Gosto do projecto da Lanakila MacNaughton, chama-se "The real women who ride" e é sobre mulheres que nasceram para estar ao volante de uma mota. Eu não sou propriamente uma mulher dessas, mas sempre gostei de algumas motas, e de ver as pessoas a andar nelas. Tenho o privilégio de andar na mota do Manel de vez em quando (com ele a conduzir, porque não tenho carta) e depois de ele insistir algumas vezes até fui à Bretanha sobre duas rodas. Não é lá muito fácil e até posso dizer que quando cheguei disse logo "Nunca mais me convences a meter-me noutra destas!" (apanhámos muita chuva, o corpo fica todo dormente, rapa-se frio, rapa-se calor, parece que nunca mais se chega a lado nenhum, o peso do blusão, do capacete, a trança sempre presa no velcro), mas agora recordo a viagem com nostalgia, e tenho que dizer que é uma experiência que toda a gente devia fazer pelo menos uma vez na vida. Passamos por sítios aos quais nunca iríamos se viajássemos de avião, sentimos o vento na cara, o cheiro do mar, da montanha, enfim, obviamente que ir ao volante deve ter 1000 vezes mais piada, mas ser o pendura do condutor dos nossos sonhos é uma coisa muita boa. Memórias mais imediatas dessa viagem: os crepes de trigo sarraceno, a cidra, os mexilhões com batatas fritas, o rabo molhado da chuva, as aldeias do Asterix, a floresta, o arco-íris, querer trazer souvenirs na mala e não poder porque as malas são muito pequenas, as praias do sul de França, as outras praias, a chuva, a chuva, a chuva, a chuva, a bandeira portuguesa na mota, muito kinky, um homem português de Trás os Montes que encontrámos no meio do nada, o Monte Saint Michel maravilhoso, os alinhamentos de pedras em Carnac...Qualquer dia tenho que pôr aqui as fotos das paisagens. Acho que estou com saudades de férias! Férias em qualquer lado.