31 de dezembro de 2014

2015 ESTÁ AÍ


Não me vou estender muito com palavras, estes dias são mais para reflectir do que para discursar. Ou simplesmente não fazer nada e aproveitar o sol. Por isso escolhi esta fotografia cheia de boas vibrações. Bom ano novo malta! Melhor ainda:
!BOM ANO NOVO! (agora sim. Pronto, já não quero nada com 2014, agora é só 2015.)

30 de dezembro de 2014

MAIS UM TÓPICO PARA A ANTI-LISTA

Ontem, à hora de jantar, saímos para comer um crepe. Eram cerca de 21h30. Escolhi entre duas mesas livres, a que estava ao pé da janela. Ainda tínhamos sidra no copo, e chá na chávena, quando olhei pela janela e vi um carro mal estacionado, com uma mesa ao pé da bagageira. De repente começam a juntar-se pessoas à volta da mesa e até mandei uma laracha e disse ao Manel "olha estão ali a vender droga". Eu vejo muito mal, mas ele, como vê muito bem, disse-me que aquilo era a distribuição de sopa dos pobres. Choquei de frente com a realidade. Estavam daqueles "10ºC but it feels like 2ºC", e naquele momento pareceram-me -20ºC na rua. Olhei mais uma ou duas vezes pela janela, deu-me uma dor no coração e tivemos que sair do restaurante porque não aguentei mais. Já é a segunda vez na vida que me acontece uma coisa assim. Da primeira comecei a chorar, no meio de uma cerimónia, e ontem tive que fazer um esforço para mastigar e engolir aquela bola de palha seca.

Tópico 15. da anti-lista (que é o post exactamente abaixo deste) - de repente, todos os seres humanos deveriam ter direito a condições mínimas de existência. E palmas para quem estava lá a fazer aquele trabalho e a acompanhar aquelas pessoas.

Bom dia mundo! Uff, sou tão fraquinha para ti.

28 de dezembro de 2014

2015: A LISTA ROBIM (ou a anti-lista)


Dentro da minha cabeça há algumas coisas para alcançar em 2015. Há sempre coisas para alcançar no ano novo, aquelas de que nos esquecemos facilmente ao longo dos primeiros dois meses. Os clichês.
"Andar mais sorridente", "lembrar-me que a vida são dois dias", "não me chatear com ninharias", etc., ainda se esfumam mais rápido do que "ir ao ginásio três vezes por semana" e "fazer a cama todas as manhãs".

Por causa disso, este fim de ano decidi fazer as coisas de outra maneira. Tenho apenas dois ou três objectivos concretos, que partilharei um destes dias, e tenho uma lista de coisas que gostava, não de alcançar, mas que acontecessem simplesmente sozinhas. É desejar muito, mas sonhar ainda não paga imposto, por isso vou aproveitar enquanto posso. Não é para ter piada. Mesmo. São assuntos sérios e na maioria das vezes delicados. Nesta lista estão coisas que às vezes me ocorrem e que no meu íntimo eu sei que iriam equilibrar o mundo, por isso decidi publicá-las no blog.
Vejamos, desejos da Mexicola para 2015.

  1. que todos os condutores imbecis acordem no dia 1 de Janeiro com os pneus do carro furados e com a cabeça do motor carbonizada;
  2. que os pedófilos deste mundo sejam surpreendidos um dia com a salsicha às rodelas e a deitar muito sangue;
  3. que as pessoas que promovem o tráfico humano façam uma viagem de barco e fiquem perdidos à deriva no mar, sem pão nem água, até chegarem a uma ilha deserta-não-tropical e descubram que lá também não há nada que os ajude;
  4. que os homens que praticam violência doméstica sejam subitamente atingidos com o cabo de uma vassoura no olho, de preferência enquanto estão na praia, muito descontraídos;
  5. que ao pessoal que faz riscos com spray nas paredes do património aí por todo o lado, lhes dê um bug informático nas latas e fiquem com a tinta transparente. Depois disso acontecer durante 6 meses, que tenham direito a workshops de street arte conscienciosa;
  6. que aos decapitadores de inocentes lhes seja recortada a cabeça enquanto estão no barbeiro e descubram que têm que viver sem ela até ao fim das suas vidas;
  7. que durante a noite aconteça uma transacção bancária mundial secreta que passe todo o dinheiro das contas offshore para contas de acção social e antes que alguém tenha sequer tempo para se manifestar, saia nas manchetes dos jornais que um vírus de benevolência e solidariedade atingiu os ricos do planeta, que por sua vez abrirão as portas das suas mansões para servir lagosta com maionese a quem lá quiser ir durante um mês;
  8. que as pessoas que promovem a tortura cortem os dedos todos de uma mão sem querer, enquanto cortam uma fatia de pão de sementes;
  9. que aos miúdos que praticam bullying nas escolas lhes dê um ataque de lêndeas e piolhos fluorescentes, que todos possam ver, muito difíceis de remover e que dêem muita comichão, e que isso os faça pensar nos seus disparates;
  10. que aos países que pensam que têm ascendente sobre os outros lhes aconteça uma praga de traças na documentação ministerial e que torne irreversível a consulta de dados importantíssimos na área dos segredos militares;
  11. que nos EUA, a todas as armas lhes dê um enguiço e só disparem ursinhos de goma (sim, até na guerra);
  12. que os violadores descubram que têm o pirilau invertido mesmo no momento antes de (isso);
  13. que às pessoas que estão sempre rabugentas, queixosas, maldispostas, negativas, lhes dê um ataque súbito de cócegas quando estão na fila das finanças (isto também me pode acontecer a mim);
  14. que a autoridade tributária nacional receba com frequências emails cheios de subtis ameaças simpáticas (à semelhança dos que costumam enviar aos contribuintes) e que de repente, para quem os redige, o assento da cadeira se transforme naquelas bases cheias de picos onde os faquir caminham. Para quem estabelece as taxas e taxinhas pode ser uma coisa mais intensa, sei lá...Que cada vez que pensam no assunto fiquem com aftas na garganta durante um mês e desistam de trabalhar na área das tributações. E que o mal seja tão geral, que ao fim de uns tempos ninguém nesta terra queira fazer aquele trabalho;
Confesso que isto é um exercício criativo que dá satisfação fazer. Admito que possa ainda ser elevado a outra categoria, mas não tenho tempo. Se calhar depois de acontecerem estas coisas o mundo ia ficar pior, não sei, já ouvi muitas vezes dizer "cuidado com o que desejas". O que vale é que isto é só um blog. A mensagem é inofensiva e só quer transmitir "ser melhor pessoa em 2015". Estou incluída, como é lógico, não sou nenhuma santa. Mas sou quase.

Quem quiser adicionar items à minha lista sinta-se completamente à vontade para usar a caixa de comentários.

HOJE É DIA DE: BOYHOOD


Finalmenteee! Vou ver o Boyhood. As expectativas estão elevadíssimas. Gosto muito de cinema, mas devido às circunstâncias da vida, dos salários e dos tempos que correm, tive que me afastar das projecções (no computador não é a mesma coisa). Continuo a gostar de cinema, mas assim, ao longe, é mais fácil aceitar que não posso ir a todas as estreias que gosto. Acontece que me fui afastando cada vez mais e hoje é raro ir ao cinema, é raro saber das novidades e é raro comprar um bilhete. Tenho ido duas vezes por ano: no meu aniversário e no Natal. Mas vejo o Cinetendinha de vez em quando e antes do Boyhood chegar já estava ansiosa para ir ver. Tudo porque o filme foi rodado durante 12 anos com os mesmos actores e isso é uma coisa inédita. Já sei que o filme é bom, as críticas são nota vinte, vai ser difícil sair de lá desapontada. Para um filme destes no fim do ano, vale a pena esperar o ano inteiro. No caso de sair defraudada venho reclamar aqui.


25 de dezembro de 2014

3 BLOGS I ♥ (ANTES QUE TERMINE 2014)

Estes são tão bons que merecem ser abraçados em 2015. Para guardar nos favoritos.


A Moderna del Pueblo, de óculos de sol até nas situações mais inesperadas,
é boa para os dias cinzentos, porque tem um humor inteligente
e os desenhos são cómicos.  Bom para quem gosta de bonecada (como eu).
Esta imagem ilustra perfeitamente os dias pós-consoada, por isso é que a escolhi.


Não sei dizer o nome deste blog, é só isto: BLDGWLF . Suponho que seja "qualquer coisa" Wolf. Independentemente disso, que não interessa nada, é o meu blog de ilustração preferido. A selecção de ilustradores que aparecem é de luxo, as imagens são grandes e enchem os olhos e a alma. De fazer inveja.


Para quem gosta de arte, o But Does it Float vale todos os minutos perdidos. Isto é uma coisa muito difícil de conseguir, mas este é um blog que descansa a cabeça. Olhamos para as imagens e para as fotos e quase nos esquecemos do mundo real, ficamos ali num estado meio flutuante. Spa online.

24 de dezembro de 2014

ROLETA RUSSA NATALÍCIA

Não sei se me junte ao grupo "os-histéricos-do-Natal-e compras-e-amizade-e-família-e-tudo-e-tudo-uma-vez-por-ano"
ou se me junte ao grupo "os-rabugentos-do-Natal-é-tudo-um-exagero-consumismo-manobra-de-marketing-vão-bugiar-odeio-postais". Estou indecisa.
(Mas boas festas à mesma, não retiro nada do que disse antes.)

Porque é que não vim aqui durante uma semana

Porque tinha trabalho em atraso;
Porque tinha as compras de Natal em atraso;
Porque tinha os embrulhos atrasados;
Vivo em atraso. É isto.

15 de dezembro de 2014

PASTÉIS DE TUDO


No Domingo, antes da noite fatídica, até estava motivada para recuperar da semana (que já por si tinha sido monstruosa), e fiz uns pastéis vegetarianos para a Zolita levar para a escola. Eram de batata e caril, mas chamei-lhes pastéis de tudo porque levavam cenoura, espinafres, leite de côco e sementes de chia. Não sobrou muito para a prova, mas não deu para perceber se ela gostava ou não porque agora está armada em trinca-espinhas e come pouco. Além disso tenta vomitar de propósito. Pode ser qualquer coisa. Mesmo que tenha sido feita pelo Ferran Adrià. Cá em casa à quinta-feira é sempre take away do Ferran Adrià. Vou dormir.

Concertos nocturnos da punk Zola (bilhetes à venda no Ticketline)



Esta ilustração explica o meu humor hoje

Tudo começou quando ontem, melhor, tudo começou em Março de 2013, há quase 21 meses atrás. Mas "ontem" é importante para explicar os acontecimentos. Ontem a Zolita dormiu 14 horas. Fomos umas 5 vezes à cama, mas ela ficou lá essas horas todas. À tarde dormiu 3 horas de sesta. "Esteve doente e precisa de recuperar", pensei eu na minha maldita ingenuidade.
Esta noite, eram cerca de 4h da madrugada, quando começamos a ouvir palmas, à semelhança de um concerto de música cigana que tínhamos visto no Mezzo, durante a tarde. Vinham do quarto da punk Zola. No alinhamento do concerto veio a Linda Falua a plenos pulmões e num crescendo de voz que demonstrava cada vez mais confiança nos seus dotes musicais. Passaram-se cerca de 15 minutos neste forró nocturno e durante esse tempo todo eu soube que a história não ia acabar bem.
A seguir à Linda Falua ouvimos "mamãaaa, cocooooó". Eu pensei "Nossa senhora de Guadalupe, não, não, não, porquê?!". Foi lá o pai. Era bluff. É sempre bluff. Quando percebeu que ia voltar para a cama começou o interminável berreiro das 4h30. Nesta altura ainda nos tentámos impor, naquela posição de pais estóicos que não vão à cama. Aguentámos 30 minutos, mas ela aguentou mais.
Levantei-me a praguejar, vesti umas calças de pijama de Verão e decidi enfrentar a fera no local do crime. Sentei-me no chão ao pé do berço e com muita paciência fui-lhe dizendo que tinha que dormir. Ela simplesmente não tinha sono, porque tinha dormido demais. Há aqueles bebés para quem esse conceito, dormir demais, não existe, mas nesta casa, para mal dos nossos pecados, sim. Aos 33 anos eu já sei que vou para o céu.
Nisto, ela começou a dar várias justificações para estar acordada, uma delas eram os dentes. Na verdade estão-lhe a nascer todos os molares do mundo em simultâneo, mas no seio desta família, sabe-se que essa não é a explicação para o fenómeno all night party baby.
Depois de 10 minutos ali sentada, eu comecei a deixar de sentir os dedos dos pés. Logo a seguir a ciática começou a atacar, e passados 15 minutos eu já tinha a certeza que estavam -14ºC e iria provavelmente ser encontrada hoje de manhã debaixo de um montículo de neve, inanimada.
A dada altura percebi que o amiguinho de peluche era mais para dar umas arrochadas raivosas do que para servir de conforto, só o via voar no berço em todas as direcções tal era a ira por ter que ficar deitada.
Não sei quanto tempo passou, mas foi muito, uns 40 minutos. A respiração dela começou finalmente a ficar mais pesada. Nesta fase é um jogo de nervos. Um passo em falso e eu sei que posso deitar tudo a perder. Um estalido no soalho, um movimento antes do tempo, um avião que passa no momento errado, qualquer coisa é uma boa razão para recomeçar o processo.
No fim do penoso espectáculo os aplausos são para a mamã, ela está a dormir. Faço a vénia ao público para agradecer as salvas de palmas imaginárias mas estou tão rígida do frio que vou a fazer a vénia até à cama, porque não me consigo mexer.
Doiam-me os músculos todos, mas quando entrei na cama e fiquei com a cabeça debaixo dos três cobertores, percebi que os olhos não se iam fechar. Comecei a ouvir os carros das primeiras pessoas que vão para o trabalho, a ver a claridade a aparecer devagar, a ouvir dois ou três pássaros resistentes às manhãs congeladas...amaldiçoei o Inverno. Tinha que amaldiçoar alguma coisa.

13 de dezembro de 2014

AINDA EM MODO "VELHO DO RESTELO"

Ainda por cima, quando estamos isolados em casa ao estilo "aconteceu um cataclismo e não se pode sair", vamos para o facebook na sesta dos miúdos, numa tentativa de humilde distracção, e chocamos de frente com o Dezembro dos outros.
O Dezembro animadíssimo dos blogs, as parties do pessoal, as idas aqui e ali (viagens mesmo), as compras, os spas, os preparativos da época natalícia, os lanches de bolos com chá a fumegar, as fotos dos eventos cheios de glamour e sucesso e glitter. O que vale é que tenho aqui o Manel para me tranquilizar e chamar à razão. "Calma, isso é tudo mentira, essas fotos são todas falsas."
Raios #&%::!*%#! Eu também preciso de sair! Preciso urgentemente de ir comprar perucas com a minha amiga Ana.


NADA DIVERTIDO


Hoje lembrei-me daquela música dos Dire Straits, so far away from me, so far I just can't see, you're so far away from me. Assim está o Natal para mim. Prendas compradas - 0 Árvores, decorações, musgo, etc. e tal - 0 Listas de presentes - 0. Vontade de ir a lojas ou a centros comerciais - 0. Ainda assim, vi esta imagem no blog A Beautifull Mess, com dicas giras para fazer embrulhos e decorações e senti-me 4% inspirada, o que é muito pouco para o nível destas ideias. Depois vi fotografias de pessoas-estrangeiras-sem-meias-e-de-t-shirt-nas-suas-casas quentes-de-inverno e tive que desligar, foi demais para mim. Quando é que portugueses vão ter casas quentes na estação fria? Quandoooo?

Pronto já tive o meu momento do dia de dizer mal da vida. Isto está-se a passar porque estou trancada em casa há uma semana com a punk Zola. Ela tem febre, está cheia de pieira e não consegue respirar. O cenário tem sido pouco mais que máscaras de Ventilan, termómetros, Benurons, comida pré cozinhada e coisas assim. E nem por isso ela está menos punk, porque pede para ir para a escola todos os dias e grita: "Booooora mamã!". Eu sim, estou cada vez menos punk. Preciso tanto de ar puro.


INDEED


10 de dezembro de 2014

O NATAL POR AQUI

Imagem roubada aqui.

Este ano estou com sentimentos inspirados no Legendary Tiger Man. Do tipo fuck christmas I've got the blues. 
Sim, a conta bancária também está blue. A minha filha está doente. Não durmo. Damn December.


8 de dezembro de 2014

ELA QUER DIZER...

...canoa, mas diz panona.
Manga, mas diz manha.
Quer dizer livro, mas sai lido.
Quer dizer ufa!, mas diz fufa.
Cada vez melhor. =)

5 de dezembro de 2014

Tão destabilizada por ter que pagar impostos inesperados (e inexplicáveis) que não me consigo concentrar
para trabalhar e lhes poder pagar. Amigos, isto é um ciclo vicioso.

VOCÊS SÃO CADA VEZ MAIS


Bom dia César! Aquele abraço!


Bom dia Jâ! Aquele abraço!


Bom dia malta! (não tive tempo de tirar fotografia aos pacotes todos) Aquele abraço para vocês também!

4 de dezembro de 2014

DIA DE MAR


Ora bem, hoje foi dia de aula de surf. Definitivamente, ou a minha assiduidade aumenta ou então aprendo a surfar lá para 2034. Vejamos a tabela de números:
> take off's da prancha - 5
> quedas da prancha - 17
> enrolamento nas ondas - 24
> vezes que pus realmente os pés na prancha - 2 (e foi só a ponta do dedo grande, durante 3 seg.)

Juro que ia continuar afincadamente a remar contra as ondas e avançar um metro a cada 5 minutos, mas houve um momento charneira que me impediu de continuar a lutar no sentido da vitória, que foi quando a prancha me escorregou da barriga, voou em todas as direcções e aterrou de quilha em cheio no meu tornozelo, enquanto eu tentava perceber onde é que estava a tona de água. Saí do mar a coxear e a sentir-me muito fraquinha e pateta, depois disso ainda me senti tonta e em seguida decidi tirar o fato e ir beber café antes de voltar ao trabalho. Quando estava no carro vi um senhor, alemão, com várias escoriações. Tinha a cara tipo bolo. Bolo-rei. Pareceu-me que tinha levado com as quilhas todas na cara. Fiquei contente de só ter um calcanhar de Aquiles negro (felizmente estava de botas, senão tinha ficado sem tornozelo) e tentei indicar, sem êxito, um posto de primeiros socorros. Depois fiquei a pensar que tenho muito treino pela frente e o melhor é começar a ir de armadura. Surf não é para leigos. Ufa.

3 de dezembro de 2014

MERCADINHO DA BIRRA

Birras de arestas finas e cortantes para dar e vender, quem quer? Ao pequeno-almoço, ao lanche e ao jantar. À hora do banho e à hora de vestir o pijama. Para lavar os dentes, para se sentar na banheira e para despir o casaco. Há de todas as cores e intensidades, freguesa, é aproveitar esta oportunidade, que birras frescas destas, não há todos os dias no mercado. Ainda por cima o Natal está à porta!
Hoje choquei de frente com a realidade. Eu e a Calamity Jane do drama caseiro partilhamos casa. Olaré.


ACTUALIZAÇÕES DA VIDA E PAREDE DE FOTOS



Post confuso mas necessário. Mea culpa por não vir aqui há uma semana, mas às vezes é preciso viver primeiro e escrever depois - foi o caso. Também é esta a razão pela qual este blog nunca terá mais que três leitores. Podia auto-corromper-me e actualizar isto todos dias com fotos de diferentes outfits ou "as compras que fiz hoje", mas é melhor não ir por aí.
Coisas que aconteceram:
a) a joaninha, como sempre, lá trouxe a sua sorte em forma de aprovação de um trabalho pendente. Mas desta vez o final da história não é só feliz: para eu receber a rajada de sorte, a pequena teve que ser sacrificada - passados dois dias da sessão de fotos em que brilhou, encontrei-a brutalmente esborrachada na sala de estar, provavelmente pela bota da punk Zola. Nem devia escrever isto aqui mas foi o que aconteceu, tristemente.
b) esta semana acordei com um terçolho numa vista, razão mais que suficiente para ficar mal-disposta
c) a punk Zola tem 4 dentes a nascer e portanto quem dormir nesta casa recebe uma coima de Deus
d) o espírito natalício não apareceu até agora - começo a suspeitar que este ano foi dar uma curva para outras bandas
e) para terminar, uma coisa boa: preguei as molduras e telas quase todas, a casa já se aproxima mais de um lar. A culpa é da Filipa. Fui a casa dela e apesar de se ter mudado há um mês já tinha tudo nos sítios. Reparei no grande feito ao que ela me respondeu "pois é, sabes que por experiência própria, se não colocarmos as coisas nos sítios assim que chegamos à casa nova, há caixotes que nunca se chegam a abrir". É verdade. Ficam eternamente fechados. Começamos a passar por eles no corredor e a ignorá-los, a fingir que pertencem ali, a não sentir falta do que lá está dentro, que nem sabemos bem o que é (pode ser uma bomba-relógio, uma couve ou um desumidificador) enfim, pouco importa, até que começamos a varrer e a aspirar à volta do caixote e nada acontece, fica ali cristalizado para todo o sempre até ser descoberto 3500 anos depois por uma equipa de arqueólogos da National Geographic. Muita filosofia para caixotes fechados. A verdade é que quando ela disse isso visualizei os meus caixotes de molduras ainda fechados, deu-me um calafrio na espinha e vim a correr para casa pregar tudo o que faltava na parede. Já estou aqui há meio ano caramba, não se admite. A parede mais gira é a da sala, com fotos de família feliz. Fica também uma das minhas fotos preferidas da parede, eu e a punk Zola, ainda careca mas já despenteada. Somos as duas assim, despenteadas. E gostamos. =D


26 de novembro de 2014

A NOVA INQUILINA

Joaninha a viver na orquídea à janela

Há uns anos atrás, numa certa tarde de Verão, resolvi testar o poder da minha mente (parece estúpido mas é mesmo verdade, eu faço estas coisas), então, impus à minha mente um tempo limite e pensei numa coisa que fosse difícil ver numa cidade grande, como Barcelona, que era onde estava a viver na altura. A primeira coisa que me passou pela cabeça foi ver uma joaninha. Já não via uma há muito tempo, e numa cidade com muito tráfego e fumo de carros achei que era um desafio à altura. Os meus dias passavam a um ritmo normal e pouco tempo depois, estava eu sentada na Rambla da Catalunha a beber café com uma amiga quando aterra na mesa a rodopiar em grande estilo um insecto branco. Quando sacudiu a poeira das asas e se recompôs da queda pude ver que era uma joaninha. Não percebo muito de joaninhas, mas ou era bebé ou era albina, não sei. Sei de certeza absoluta que era uma joaninha. A amiga que estava comigo estava a par do teste e deu um salto da cadeira: "Una mariquiiiitaaaa! Que buena suerte". A partir desse dia fico sempre muito contente quando vejo uma joaninha. Hoje, com este dilúvio inacreditável, encontrei este exemplar na cozinha e tirei-lhe uma foto, vem aí qualquer coisa boa. 

25 de novembro de 2014

AS MIÚDAS PODEM TUDO

Umas semanas depois de andar a insistir com o homem cá de casa para por os quadros na parede, decidi não esperar mais e como uma mulher com iniciativa que acho que sou, decidi agarrar no martelo e começar a distribuir arte pelas paredes a meu bel prazer. Contudo, a soberba subiu-me à cabeça e achei que podia ainda mais: colocar uma prateleira grande na arrecadação. Pus as mãos à obra e furei a parede com o berbequim, a dois metros do chão. Depois pus as buchas. Depois tive que agarrar na prateleira em peso (em cima de um escadote) e equilibrar uma ponta com o ombro enquanto punha o primeiro parafuso na ponta oposta. Quando tentei aplicar o segundo parafuso, percebi que a posição da bucha não batia certo com o orifício destinado ao parafuso... aquelas coisas, depois a prateleira começou a ficar muito pesada para mim, depois o terceiro parafuso também não batia bem, a parede estava torta... resultado, a prateleira ficou fixa com um parafuso (o primeiro) e quatro pregos, e agora para entrar na arrecadação é preciso ir de capacete, porque se a prateleira cai dá  totalmente cabo de nós (isto para simplicar uma descrição que podia ser muito mórbida).
No fundo, no fundo, eu sei que o Manel me vai incitar a retirar a prateleira da parede porque aquilo é um perigo eminente, mas ainda assim experimentei guardar lá em cima umas raquetes e uns patins, para ver se aguentava. E aguenta mais ou menos. Já passaram 30 minutos e ainda não caiu.

No fim de tudo tenho que admitir que:
apesar da minha vontade, não tive muito jeito para fazer a obra;
quatro braços podem ser mais eficientes do que só dois;
fiquei com um pulso aberto;
doem-me muito as costas:
acho que tenho um torcicolo;
Continuo a acreditar que uma miúda com um bocado mais de força que eu, que sou uma formiga, consegue por uma prateleira sozinha (e muito mais do que isso).


19 de novembro de 2014

CHÁ MEL COMPRIMIDOS CHÁ MEL COMPRIMIDOS...

A Zolita dormiu três dias seguidos, por isso eu decidi que podia finalmente ficar doente. Febre e tudo. Passo a vida a ouvir dizer que o corpo só se vai a baixo quando pode. Check.

18 de novembro de 2014

O QUE ANDAM POR AÍ A DIZER

A frase é sempre documentada com a localização, a hora a que foi ouvida e explica a situação.

Divirto-me muito com esta página. La gente anda diciendo é um "arquivo online" de frases que se ouvem na rua, em Espanha. Como as que ouvimos no metro, ou na caixa de supermercado, e depois vamos a correr contar para casa, porque nos fizeram rir, ou porque nos deixaram indignados, ou estupefactos. A frase de hoje deu-me esperança na humanidade.

13 de novembro de 2014

DICIONÁRIO DA ZOLA

Um papagaio que se expressa em castelhano:

Sapato - pápu
Bomboca - bomboca
Queijo - câju
Banhufa - nhufa
Sentar - sentarê
Luz - luuuuu
Bolacha - chácha
Manel - Lélel (olha a bola Lélel)
Maria Rita - Quitita / Maria Tita
Pintar - pintarê
Escola - cóla
Quentinha - quentinha

FERRUGEM NA ORDEM DO DIA



Achei isto fofinho.

 Na água não havia espaço nem para mais um surfista.


Ontem o sol deu ar da sua graça e por isso foi dia de aproveitar esses raios sublimes à hora de almoço. Patins, música, está tudo. Comecei aqui a dar os primeiros sinais de profunda falta de treino físico. Esqueci-me das palmilhas de enchimento, em vez de uma mochila para pôr as botas levei um saco de desporto (depois tive que patinar com ele na mão), e não verifiquei o estado das rodas, de maneira que tive que patinar com a direcção totalmente desalinhada (um dos patins ia sempre para dentro quando rolava). Ou seja, valeu a tentativa, finalmente estreei os patins após 7 meses (e isto pode parecer mentira mas não há tempo/energia para mais) mas percebi que tenho ferrugem até ao tutano. Depois de 2 anos sem patinar senti que já não tinha o mesmo à vontade, ia muito mais devagar e tive mesmo medo de cair. Cair de patins é normalmente ridículo. Mas se a queda for aparatosa ainda é mais ridículo e se estivermos sozinhos podemos triplicar o nível de vergonha, porque não está lá ninguém para se rir connosco e ficamos ali estatelados no chão, abandonados à humilhação pública. Nem sequer estou a incluir as quedas perigosas, só as patéticas em que ninguém se magoa.
Posto isto é bom que o sol apareça com frequência para poder praticar. Enquanto andei por ali vi apenas um patinador de rodas em linha (estes patins de 4 rodas estão fora de moda há décadas mas eu adoro-os) ao passo que a água fervilhava de surfistas. Promessa para mim própria: é obrigatório voltar a pôr as rodas no chão.


12 de novembro de 2014

O CAMINHO



É por aqui: velha e louca. Identifiquei-me a 100%. Também nunca sei as horas, aliás nunca sei de nada e estou cada vez pior. Hoje levantei-me com horríveis bicos de papagaio e um ouvido a explodir.


10 de novembro de 2014

Noite efervescente: noite em que nos levantamos tanta vez para confortar o nosso bebé que de manhã, quando acordamos, sentimos bolhinhas a rebentar nos olhos e no cérebro. Arde muito e temos que trabalhar à mesma.

7 de novembro de 2014

COMPRAS SUPERSÓNICAS




Ontem estava a ver o blog It's Monday but it's OK, que sigo regularmente (vale a pena o clic), e conheci estas pantufas francesas, com uma imagem muito familiar (parece que já vi isto antes em qualquer lado, provavelmente em revistas). Como não posso ver nada giro fiquei logo rendida, a achar que precisava muito de vários pares. Mas quando vi o preço, infelizmente, percebi logo que afinal não precisava de nada. Foi muito rápido.


LEITE QUE VALE A PENA



 Esta miúda fez-me lembrar a mim quando tinha 11 anos


Não gosto de leite, mas a Milk é uma das melhores revistas sobre miúdos que tenho visto. Conteúdos, fotos, design, tudo em bom. Antes 1 Milk que 7 Tv Guias. Só é pena não ser portuguesa.


6 de novembro de 2014

INFERNO GOURMET SPECIAL


Fizemos bôla. De tofu fumado, queijo fumado, courgete e sementes de chia. Funciona como aquele alimento especial dos elfos, comemos uma fatia e ficamos sem fome o dia todo.

5 de novembro de 2014

JARDIM DE INVERNO INSPIRADO NO VERÃO



Já estáaaaa! Fiz o meu jardim de Inverno que lembra o calor do Verão (para quem não tem muito tempo livre isto acaba por ser um grande feito). Percebi que sou péssima a tirar fotos a jardins porque fiz muitas tentativas e nenhuma imagem conseguiu reproduzir fielmente a magia que o jardim transmite. Para além das suculentas tem fósseis, cristais, pequenos ouriços e conchas do mar da Galiza que o meu irmão apanhou na praia. Fiquei muito satisfeita porque nunca tinha feito uma coisa deste género sozinha e descobri que é muito tranquilizante. Podia encher a casa com estes jardins. Acho que vou comprar toneladas de suculentas e tornar-me a cliente número um do meu irmão. Para além de que é uma óptima ideia para o Natal: espalhem o verde e não a tralha. Ainda por cima isto é mais barato que comprar coisas no chinês que tresandam a naftalina e a plástico reles.

ÉPOCA DA BIRRA OFICIALMENTE ABERTA

Espero que seja uma época curta.
Ontem tivemos uma briga séria (calma mas muito intensa). A punk Zola não quis a sopa e por isso trouxe-lhe logo o prato do segundo, que era um arroz de salmão maravilhoso. Decidi deixá-la sozinha para se concentrar melhor, porque de vez em quando prefere comer quando ninguém está a olhar, mas passados alguns minutos começou a chorar mais e mais alto. Quando cheguei ela tinha feito malabarismo com o prato e o arroz estava todo espalhado no chão. Eu mentalizei "hakuna matata" e saí da sala sem dizer nada, o que a fez gritar ainda mais. Limpei o estardalhaço todo enquanto ela chorava e no fim disse-lhe só (com o ar mais severo possível) "O jantar acabou. Não há fruta." E pronto, acabou assim a birra. Do dia. Hoje houve outra vez na creche, para comer um folhado de beterraba e maçã que eu tinha estado a cozinhar ontem até à uma da manhã. Aceitam-se dicas infalíveis.

4 de novembro de 2014

A PROPÓSITO DE SEMANAS QUE PICAM

Às vezes dou por mim, (secretamente) a desejar encontrar outros pais de filhos que não dormem de noite. Porque sei que só pessoas com o mesmo nível de privação de sono irão entender perfeitamente as minhas queixas e dormência mental. Sei disto porque antes de me ter acontecido a mim, se ouvisse alguém a dizer "aiiiii é tãaaaaao difícil, não consigo descansar" entrava-me por um ouvido e saia-me pelo outro. É a pura verdade, tenho que admitir.

3 de novembro de 2014

DESCULPAS ESFARRAPADAS




Tenho estado sem alento, é por isso que nem ouso fazer postas no blog. Este blog é um sítio com atitude, e nos últimos tempos o estado de espírito da autora não confere, ou seja não bate a bota com a perdigota. Acho que é da estação fria, que começa a dar ar da sua pouca graça. Nós ficamos mais pálidos, usamos roupas com mais borbotos, as nossas casas ficam mais cinzentas, os nossos pés mais gelados, os nossos músculos mais rígidos, o cesto da roupa está sempre cheio e a roupa nunca seca bem, enfim, é um rol de queixume que nunca mais acaba. E isso é chato. Mas é preciso contrariar, por isso faço um esforço para dar as boas vindas ao Outono e aceitar que os chuviscos já estão a bater ao de leve na janela. E para acompanhar ponho estas fotos do último fim de tarde que ainda cheirou a Verão-salmão (se bem que eu já estava a tiritar um bocadinho). Agora tenho que mentalizar castanhas assadas, pantufas em vez de havaianas, chás e ginjinhas em vez de sumos de frutas...essas coisas do frio.
Entretanto, hoje aconteceu uma coisa boa. Há uns dias a Leididi convidou-me para desenhar um header para o mega blog dela e finalmente saiu. Foi muito fixe porque é dos meus blogs favoritos.


22 de outubro de 2014

(SURF)VIVAL

Nesta foto, Maria Rita atenta às condições do mar

Mais uma aula de surf. O mar estava a puxar muito, a prancha estava muito pesada, as ondas estavam muito fortes, o meu cabelo estava todo emaranhado e em cima dos olhos, o leash da prancha estava sempre enrolado nos meus pés e fez-me tropeçar várias vezes, a água estava cheia de alforrecas gelatinosas a roçarem-me na pele, caí várias vezes e fui atropelada pela prancha outras tantas, bebi vários litros de água e passei mais tempo a remar contra a corrente que ia em direcção às rochas do que em cima da prancha a praticar o equilíbrio. Mesmo assim valeu a pena. (E quando saí, encontrei dois euros na areia que deram para pagar o estacionamento.) Haja perseverança e aprendo a surfar lá para 2025.

AFINAL QUEM É QUE MANDA AQUI?

Entrada do parque. A minha filha, com as suas bochechas gordinhas e cor de rosa, com os seus caracóis largos desorganizados no ar, do alto dos seus frescos 19 meses, levantou a sua perninha redonda, bateu com o pé e disse "Não! Não, não, não." E eu pensei "então...mas o passeio que vai salvar o dia só está a começar...". Eu estava frita e não sabia e o passeio não teve nada de milagroso.

21 de outubro de 2014

A TENTAR VARRER O MELHOR QUE SEI

Não tenho vindo ao blog escrever as coisas que me passam pela cabeça, o que me dá assim uma sensação de vazio, parece que falta qualquer coisa. Mas quando não temos nada para dizer mais vale estarmos em silêncio, é uma coisa que se aprende ao longo da vida. Não é que esteja de papo para o ar com o cérebro de férias, por acaso tenho trabalhado bastante, mas só hoje é que vi um bom motivo para regressar aqui, e o motivo é o resultado desse trabalho, claro =).
Esta manhã vi este artigo sobre sobre fazermos aquilo que gostamos e houve duas ou três frases que me chamaram a atenção, uma delas foi esta:

“If it falls your lot to be a street sweeper, go out and sweep streets like Michelangelo painted pictures. Sweep streets like Handel and Beethoven composed music. Sweep streets like Shakespeare wrote poetry. Sweep streets so well that all the hosts of heaven and earth will have to pause and say, here lived a great street sweeper who swept his job well.” 
– Martin Luther King, Jr.

Houve uma altura em que pensava muitas vezes "porque é que estou a fazer isto, porque é que não sou antes manicure, e fico a fazer nails num corner?". Isto acontecia porque achava que com uma profissão desse género teria menos problemas e provavelmente ganharia mais, mas agora estou numa fase em que me sinto satisfeita por fazer o que faço e até tenho pena de não ter mais tempo para dedicar ao trabalho.





Esta é a REV #23, com uma capa escolhida por votação pelos leitores

Não é o caso, mas se esta revista tivesse textos terríveis, ela continuaria a valer só pelas fotografias. Sou altamente suspeita, mas é verdade, e as verdades têm que ser ditas. Metade do gozo que tiro com este projecto tem a ver com poder trabalhar com estas imagens. Porque já trabalhei com coisas bem piores e tenho que valorizar. Agora, se eu estou a varrer as ruas tão bem como Miguel Ângelo pintava... é um tema muito delicado.

Ah! E este mês até escrevi uma crónica!

12 de outubro de 2014

MALALA E KAILASH


Este ano o prémio Nobel da paz não podia ter sido mais bem atribuído. A Malala e a Kailash, ambos defensores dos direitos das crianças, pela educação e pela liberdade. Há seres humanos notáveis, e de certa forma esta atribuição ridiculariza um pouco o Nobel entregue ao Obama.
Há uns largos meses,  logo após a notícia de ter sido baleada na cabeça, o meu pai retratou-a nesta pintura, com uma das técnicas que eu mais gosto, e foi através desta tela que eu soube o que se tinha passado. Agora ela é Nobel juntamente com Kailash. Pai, falta o retrato dele.