27 de fevereiro de 2014

HELLO CALIFORNIA













Às vezes aqui em casa sonhamos em fazer uma viagem à California, visitar S. Francisco e passear pela costa até à fronteira do México. Clichê? Talvez…mas basta ver estas fotografias e estar em Portugal em Fevereiro para querer ir já. Imediatamente, sem malas, sem nada. As fotos não podiam ser mais encantadoras, tiradas nos anos 70 em Venice Beach, são só praia, sol, surf e pessoas a esbanjar estilo. Muito à frente. Gostaria de ter fotos da praia tiradas em Portugal na mesma década, seria uma comparação única. 
Não consegui perceber o autor desta galeria, mas os originais estão aqui. A minha preferida é (claro) a rollerskate rental. 


25 de fevereiro de 2014

WHERE IS MY MIND?


Completamente concentrada em sardinhas. Não consigo pensar em mais nada. Estou determinada a ganhar um lugar no pódio da Egeac este ano e doem-me muito os olhos de estar em frente ao ecrã, mas estou a divertir-me big time.


23 de fevereiro de 2014

E AGORA VOU DORMIR

Na noite passada tive pela primeira vez a experiência de ter uma filha, mas voltar a dormir sozinha em casa, como se não tivesse filha nenhuma. É uma coisa um bocado complexa, porque procuramos a sensação de descanso que tínhamos antes de ter filhos, só que de repente percebemos que essa opção já não existe disponível no nosso menu de sensações possíveis.
É complicado. O problema é que mesmo não tendo bebé nenhum em casa, a impressão que temos é que há que continuar a cuidar dele, portanto Mesmo sem despertador, e MESMO com a manhã toda para dormir, o meu senso de mãe on and on, acordou-me mais do que uma vez durante a noite. Mais irónico: sábado, em vez de aproveitarmos a noite que nem uns rebeldes, viemos dormir para casa a correr. Tenho quase a certeza que isto é uma patologia parental qualquer.
O resultado da minha noite "sem filha por uma noite" foi que fiquei ainda com mais sono do que se ela tivesse dormido cá. Giro.
(e só mais uma coisa: ela agora está a fazer bullying comigo e chora de 2 em 2 minutos para eu ir lá pôr a chucha, de propósito)

PROJECTO VESTIDO | TUDO MUITA DEVAGARINHO


Hoje não houve escolha, ou publicava estas fotos manhosas ou não tinha post no blog. 

Este fds os meus pais trouxeram-me material e ainda tive umas dicas sobre como tirar os moldes naquela confusão bestial de linhas picotadas e tracejadas. Essa parte já está e também já escolhi o tecido, é este: japonês e cor de cerejas (para contrastar com a minha palidez sardenta).
Quando vivia em Barcelona passava a vida enfiada numa loja japonesa que havia num daqueles bairros de ruelas escuras, e na altura uma boa parte do salário da proprietária chovia directamente da minha conta - gastei lá mais do que devia em tecidos e curiosidades nipónicas. Antes de regressar de vez tive a boa ideia de investir em alguns metros de sedas para-se-um-dia me apetecesse fazer roupa. E pronto, fui desencantar isto na última gaveta poeirenta da arrecadação. Na revista de onde tirei os moldes há uma nota que avisa as pessoas armadas em modistas para não usarem tecidos muito bons nas primeiras experiências, mas não é do meu estilo perder tempo a costurar com serapilheira. Já fiz algumas coisitas, embora nada tão complexo como este vestido liso…se as coisas começarem a ficar fora de controlo tenho duas hipóteses: uma é ir a Barcelona comprar mais tecido, outra é ir a casa da minha avó para ela me salvar a peça.

21 de fevereiro de 2014

HOJE FOI DIA


de clafoutis de maçã. Com fruta biológica, do quintal do meu avô. Também fiz lasagna de courgete e beringela, mas a mim só me interessam os doces.

Nota importante: esta receita saiu muita mal. Apesar de a original ser espectacular, a minha resultou mole e sem sabor nenhum. Um desencanto completo. Entretanto já me redimi com uma tarte de limão que desapareceu tão depressa que nem houve tempo para a bimba da foto.

20 de fevereiro de 2014

O programa de abdominais "extermina-barriga-de-grávida" começou ontem com uma sessão de 40 minutos. Hoje os trabalhos prosseguem. Já vejo o six-pack ao fundo do túnel.


19 de fevereiro de 2014

AGULHAS A POSTOS | OBSTÁCULO I


Já comecei a tentativa inédita de fazer um vestido em auto-orientação e este é o primeiro obstáculo (já estou à espera de mais). Tenho 4 folhas destas cheias de um lado e de outro e tenho que encontrar o molde. Não percebo como é que a minha avó sempre conseguiu fazer isto tão bem...Preciso de um curso. Falta-me tudo, por isso tenho que comprar papel vegetal, linha e agulha de alinhavar e giz...Também tenho que escolher o tecido. Só estas coisas custam mais que o vestido já feito. Ao mesmo tempo tenho o meu trabalho todo para fazer e ainda quero concorrer às sardinhas.

18 de fevereiro de 2014

AGULHAS A POSTOS






Não, não me vou tatuar. Estou à procura de um vestido há uns 4 meses. Mas não aparece nada que eu goste. Já trouxe inclusive uns modelos da H&M mas fui devolver tudo. Sim, picuinhas. Sempre gostei deste estilo bailarina-punk-desalinhada-mas-com-brilho, e vestidos deste género são obrigatórios com botas das que estão lá em cima. Se eu ando sempre assim vestida? Obviamente a resposta é não, porque não há budget, mas se houvesse, andaria com toda a certeza. Concentrada nesta futilidade, dou por mim em busca do vestido-graal que não aparece, pela internet fora. Gasta-se muito tempo precioso, hoje finalmente encontrei estes. Não os amo perdidamente, mas compunham-me o roupeiro. Ainda assim, fora do orçamento.  Desta feita passou-me uma ideia pela cabeça: produzir o meu próprio vestido. Não tenho skills de modista, mas há sempre uma primeira vez para tudo. Ontem limpei o atelier e coloquei a máquina de costura a jeito. Encontrei uma pilha de Burdas dos anos 80 que eram da minha mãe, cheias de pó, e depois de me rir um bocado à custa dos modelos vaporosos típicos daquela bela época, lá encontrei uma coisa recta, que talvez seja capaz de costurar. (A modelo era (espanto) a Camila Pitanga - revista brazuca).
Vou tentar. Provavelmente vai sair-me mais cara a experiência do que comprar um vestido já feito na Zara, mas agora já é tarde, estou obstinada com a ideia. Vai sair a ferros. Fotos em breve, espero. Mesmo que pareça um pano de cozinha.


♥ SUL


O passado fim de semana foi de descanso, longe de casa. E raios: soube tãaaao bem. Estava fresquinho, mas não choveu e o sol espreitou muitas vezes - um bálsamo para a alma. Fomos com amigos e lá reencontrámos mais amigos, praticamente gastámos os dias a monitorizar ondas de praia em praia. Ainda tive direito a uma noite de rambóia, sem Zolita. Quando cheguei a casa, às 4h30 da manhã, ela estava à minha espera, plenamente concentrada na sua missão de não me deixar pregar olho, e o dia seguinte, esse sim foi f. =) Mas nada que um robalo grelhado e uma coca-cola à beira-mar não curem. E não se pense que esta vida boémia é prata da casa, já não fazia uma noitada de vinho entornado há mais de um ano. (A vida das mães pode tornar-se bastante monástica.)


16 de fevereiro de 2014

Ai. Tenho tanta coisa para fazer. Acho que vou ver os episódios atrasados de Masterchef Austrália e comer caramelos do Lidl. E começo amanhã. É isso. Quando somos freelancers tem que haver disciplina.

13 de fevereiro de 2014

12 de fevereiro de 2014

QUEM É BAD ASS AQUI?





Estes dois têm sido um debate aceso cá em casa. Jack White e Alisson Mosshart. Ele, feio, pálido como um fantasma, com um estilo saído do baú do nosso trisavô, mas com um génio musical completamente adorado, subiu muito rápido na escala de mérito. Ultrapassou o Josh Homme, o Dan Auerbach e ocupou o primeiríssimo lugar na tabela caseira de Santos-o-Velho, com direito a honras de estado. (Aliás, o concerto do ano passado ainda é um assunto tabu, porque não conseguimos ir ver.) 
Ela, ainda não está decidido. É controversa. É um caso de amor ódio. É mais conhecida nos The Kills (onde toca com o marido da Kate Moss) do que pelo trabalho feito a par com o Jack, nos Dead Weather, mas eu não gosto nada dos The Kills. Como sempre o Jack White fez aquilo em que é perito: conseguiu sacar o melhor da miúda. A Alisson é bruta que se farta (tenho quase a certeza de que se ela lê-se isto eu levava uma tareia de meia-noite). É um diabrete em palco e tem fama de bully fora dele. Está claro que não me importava de cantar assim, põe outras bad girls a um canto nesse aspecto, (ao pé dela a Courtney Love canta como um ganso), mas só a energia da voz deixa logo tudo em pratos limpos. Não é preciso vê-la, basta ouvi-la para perceber que é uma trouble maker. Muito giro se for só cenário, mas aturar uma peça assim deve ser um bocado cansativo, é por isso que ainda não consegui perceber se gosto dela ou não. Obviamente que, como tem carisma até aos cotovelos, está sempre a ser requisitada pela indústria da moda para isto e para aquilo, é o perfeito ícone de rock & roll. Aqui está uma colaboração engraçada para a Vogue UK
Este vídeo é perfeito para perceber tudo, ela canta literalmente a espingardar. Adoro o cenário de faroeste moderno, cheio de pó e ervas, um misto de bairro da família Adams com subúrbios de Lisboa. É lindo.

11 de fevereiro de 2014

O QUE TENHO ANDADO A FAZER












Só uma coisita antes de ir trabalhar (enquanto os tugas todos vêm o derby), estas são algumas ilustrações que tenho feito: primeira colecção de Natal para o Por Ti Perco a Cabeça (da qual eu adoro a avó, inspirada na minha avó Linda mas sem caracóis) e o último desafio: dar vida aos fósforos apaixonados do logotipo da marca e criar ilustrações ardentes para o Dia dos Namorados. Inspirada no tema dos Doors, no tema da Peggy Lee, e nas colecções antigas da fosforeira sairam estas duas estilo vintage. Já sei que as de Natal esgotaram, é por isso que ando tão entusiasmada a trabalhar noite fora.


Uma sardinha com molho de tomate picante no pão - check
1 tacho de pipocas com caramelo - check
1 casaco quentinho côr de burro quando foge - check
Zola na cama a inspirar e expirar profundamente - check
Manel a ver o jogo - check

Errado, não vou ver um filme, vou trabalhar.

MATT PRESTON, YOU WOULD LOVE THESE



Receitas que vou ter que fazer:

Tarte de chocolate e caramelo.
Bolo de chocolate e Bailey's
Cheesecake de caramelo salgado

Está visto que estou com défice de chocolate e caramelo…se calhar um Mars resolvia isto…

PARA USAR COM BOTAS ♥


Teria que ser acima do joelho, mas não me importaria de o cortar… Da Tocca.

Blogs I ♥ (9)








Este blogue prendeu-me (quase 1h da manhã e ainda aqui). Os blogues conseguem manter-me em frente ao monitor mais horas do que eu gostaria. Acho que nunca serei uma "Facebook addict", uma "Instagram addict" ou uma "Twitter addict" - a minha praia são os blogues. Porque são pequenas revistas infinitas, ligadas umas às outras num fio enorme, e ainda por cima as que nos interessam estão normalmente ligadas a mais 700 que nos interessam ainda mais, e pronto, perde-se tempo infinito com esta brincadeira. Mas não faz mal, vou acreditar que isto é tempo de qualidade. Afinal procuro sempre blogues com temas que me interessam, que andam à volta da ilustração, fotografia, arts&crafts, comida bonita…coisas que me inspirem. Alguns destes mini sites são tão cuidados, tão delicados e feitos com tão bom gosto, que quase me levam a crer que a pessoa por detrás daquele monitor, (do lado de lá), não faz absolutamente mais nada na vida. Imagino a pessoa de pijama, enrolada num cobertor, de meias e óculos, a comer uma torrada e a beber canecas de café o dia todo, sem arredar pé dali, sem filhos e sem mais vida nenhuma. Questiono-me onde arranjam tempo para fazer tudo aquilo. Adiante, como ia dizendo, este link vale a pena, é de uma dupla de miúdas e fala sobre vários temas. Chama-se A Beautiful Mess e é uma boa fonte de inspiração. 

Coisas que eu li aqui:
Tutoriais de penteados (é kitsch mas é uma das coisas que eu gosto de encontrar, guilty pleasure)
5 dicas para pequenos negócios (eu não tenho um pequeno negócio, pelo menos ainda)
5 dicas para bloguers (só mesmo para quem é viciado)



10 de fevereiro de 2014

ARTY SATURDAY















No Sábado fui finalmente à Ilustrarte 2014 (só este ano percebi que é uma bienal de ilustração para a infância, o que muito me surpreendeu, porque sou uma pessoa muito adulta e sisuda e sempre me senti lá como peixe na àgua). É uma tarde bem passada, especialmente se for com miúdos (a Zola foi comigo mas estava chateada com os dentes), e ainda por cima não há desculpas: estacionamento e entrada gratuitos. As minhas fotografias estão pavorosas, é um facto, e com elas dificilmente conseguirei convencer alguém a ir, mas para mim vale sempre a pena, ainda que ache que a edição anterior foi melhor. Há uma coisa que se repete desde que vou à bienal: nunca gosto do vencedor. O gosto estético dos jurados colide com o meu em tudo. Não sei se deveria dizer isto aqui mas é a mais pura das verdades. Este ano gostei de vários ilustradores, havia alguns portugueses e um dos meus favoritos foi o João Vaz de Carvalho. Já conhecia o trabalho mas não o autor. Gostei de mais, mas como não durmo a minha memória está uma lástima e sou incapaz de enumerar nomes. Se o programa de fds for ficar em casa a ver imagens da tempestade na TVi, mais vale ir ao Museu da Electricidade. Para a próxima edição vou tentar participar.