31 de março de 2014

RETRATO MEU


Para variar, eu! Que quase nunca apareço. Euzinha fotografada pelo Manel. (Obrigada, és o maior =)

VER ATRAVÉS DOS MEUS OLHOS


Mexicola on instagram. Selfie não entra.


CONFISSÕES DE FIM DE SEMANA


O Flognarde de Morangos foi para o lixo. Demasiado amargo. Fiz o pudim de morangos, mas não solidificou, portanto também foi para o lixo e nem sequer teve direito a fotografia. Vinguei-me no doce de leite. Fomos duas vezes ao Mercado de Campo de Ourique, uma vez ao sol, outra vez à chuva (eu sei que já não se pode ouvir falar do tema, de tão badalado que está, mas ainda não tinha visitado). De resto a chuva não impediu nada de acontecer, e como toda a gente ficou fechada em casa ou foi ao centro comercial, tivemos a sorte de ter o Jardim da Estrela só para nós, completamente às moscas e sem fila para os baloiços. Ainda assim parece que não fiz nada de útil e que o tempo me escapa das mãos. Damn!

ZOMBIE STYLE


Durante a noite, quando a Zola chora do quarto dela eu levanto-me para a ajudar, e não preciso de acender as luzes. O meu cérebro já decorou o caminho, faço a gincana toda sem tropeçar em nada, contorno a cama, desvio-me dos sapatos que estão no chão a obstruir o caminho, abro as portadas, e sem bater contra o banco que está no quarto dela consigo chegar ao berço. No escuro consigo agarrar nela, colocá-la numa posição melhor, encontrar a chupeta perdida no meio do edredon e enfiar-lha na boca. Se for hora do biberão, faço o percurso noutra direcção, abro as portadas, passo pelo escritório sem tropeçar no equipamento que costuma estar no chão, desço o degrau, preparo tudo de forma automática, volto ao quarto, e sem acender as luzes dou-lhe o biberão. Quando o leite acaba, geralmente ela atira com o biberão para as grades da cama, porque fica chateada de ter chegado ao fim, e eu levanto-me novamente e vou lá pôr-lhe a chupeta. Esta noite fiz isso tudo, o  meu cérebro estava em excelente forma e cumpriu as tarefas de forma brilhante, mas no meio do percurso dei comigo a pensar se era noite de quarta-feira, ou se amanhã era sexta, ou quinta…em que raio de dia estava eu? Ah, noite de domingo para segunda, lusco-fusco. Nem sempre todas as ligações funcionam a 100%…

28 de março de 2014

TINHA MORANGOS E TINHA FRIO




então decidi fazer um Flognarde de Morangos, que me parece o mesmo que um clafoutis. Mas eu tenho tanto glamour, aliás quem me conhece sabe perfeitamente, que quando escolho uma sobremesa por acaso, acontece ela ter um nome assim. Infelizmente ficou um bocadinho queimada, qualquer das formas isso dá um ar ainda mais gourmet à receita. Resultado: fiz isto mas fiquei sem almoço, e tive que comer uma sandes de salame de tofu (que também é supéchique). Fora de brincadeiras, tirei esta receita deste blog, o No soup for you, que é um dos meus preferidos para me inspirar na cozinha, mas descobri que esta sobremesa é para pessoas não gulosas, por isso fiquei um-bocadinho-decepcionada-e-já-com-ideias-de-fazer-um-pudim-de-morangos-cheio-de-leite-condensado-para-compensar. Agora que resulta para enxotar o frio destes dias de Primavera fajuta, lá isso…os morangos quentinhos fazem bem o seu trabalho e ainda trazem imagens de tempo quente. Mas o pudim vai ter que sair…

14 de março de 2014

AMOR DE MÃE





Adoro o trabalho do artista Cheyenne Randall. Acima de tudo vale pela ideia: ele imagina que grandes ícones que todos conhecemos e admiramos viveram uma vida paralela e foram pessoas diferentes, neste caso mais radicais e mais tatuados. A lista que ele já tatuou é extensa, e para além da Twiggy, da Audrey, do Mick ou da Marilyn constam personalidades como Jackie Kennedy, Picasso, Einstein, James Dean, River Phoenix, Johnny Cash ou Grace Kelly. Quanto mais clássica a pessoa, mais inusitado é o resultado (e na minha opinião melhor). Os tempos são realmente muito evoluídos, com esta técnica uma pessoa já pode projectar as tattoos sem se arrepender depois. Apesar de tudo ainda há muita gente que não gosta e aos mais conservadores continuará a fazer impressão, mas na cultura dos tattoo lovers costuma dizer-se que quem faz uma nunca se fica só por aí e cada vez mais se vê pessoal com grandes tatuagens do pescoço aos pés. Isto já não é só Amor de Mãe e Angola 69. Eu gosto muito de tatuagens mas têm que ser bem feitas, o típico golfinho ou a rosa a saltar do decote dão-me pesadelos.

10 de março de 2014

Quase meia-noite. Se eu fosse uma miúda inteligente e com alguma capacidade de prever situações, já não estava aqui.
Irra Mexirrita…põe-te a andar.


VERY MESSY INDEED o__O


Hoje recebi a actualização de uma newsletter sobre bebés, que subscrevo desde que a Zola Maria nasceu. Dizia assim: "Parabéns, o seu bebé está quase a fazer um ano (confirma-se). Os próximos passos serão falar, socializar e muito mais independência. No entanto prepare-se, de mão dada com isto costumam aparecer as primeiras birras de carácter". E pumba, a noite passada não dormi. Birra enfatizada com gritos nocturnos, vizinhos acordados, um regalo para todos os sentidos às 4h da manhã. A newsletter afinal era mais do que uma simples mensagem, era um oráculo.
Ela foi à escola, nós ficámos zombies ao quadrado e o dia passou. Quando a fui buscar a professora deu-me alguns recados com ar divertido:"Hoje a Maria Rita fez uma birra porque quis comer duas papas. E também não gostou que outro menino tivesse tido o desplante de lanchar antes dela, portanto esteve a chorar, e outra mãe veio logo pegá-la ao colo para a socorrer". E mal eu poderia adivinhar a minha sorte para o resto do dia, mas assim continuou: fez birra para entrar no banho, birra para sair, birra para se vestir, birra para comer a sopa, birra para comer os maiores pedaços de manga, birra porque o pai estava a tocar harmónica, birra porque ele parou de tocar, e por aí fora até ir para a cama, onde está agora. Fiquei a pensar, será um problema de genes? Será que estou a ser muito branda? Eu sei que torci muitas vezes para que ela tivesse um carácter de guerreira mas não precisava de ser já… E ainda é só segunda-feira…que bom.

7 de março de 2014

SARDINA PILCHARDUS



Devo anunciar com orgulho, que são 00h20 do dia 7 e eu acabei de entregar à Egeac uma travessa com 3 sardinhas frescas, prontas a ganhar o concurso. As três. Este ano vou ganhar com as 3 propostas. Porque foram feitas com demasiada dedicação para ficar a ver navios. E com isto vou-me deitar muito orgulhosa, porque o prazo só acaba às 18h e não fiz nada em contra-relógio como é do meu apanágio. Depois de amanhã, ou ainda depois disso, talvez muito depois, quando tiver a certeza que ninguém vai plagiar as minhas sardinhas maravilhosas, publico-as aqui.

6 de março de 2014

TRISTE CARNAVAL NACIONAL

O Carnaval passou e nem falei dele. Passou-me pela cabeça, ainda entrei numa loja de disfarces, mas não aconteceu nada. O que para quem nasceu para as bandas de Leiria, Nazaré, Alcobaça, é no mínimo estranho, porque aí, para ser normal, tem que se ter pelo menos uma peruca na cabeça. E não há cá nada daquelas coisas de atirar ovos - toda a gente se diverte. O Carnaval já não é o que era, o cheiro a creme Nivea na cara para colar os brilhantes, as perucas feitas de lã e os disfarces com o que havia nos armários do sotão. Não entendo esta nova atitude de sair nos corsos carnavalescos para sambar com 4º graus centígrados e mostrar ao mundo os implantes mamários e a lipoaspiração. Gente, o samba é lindo no Rio de Janeiro, onde fazem 40ºC e as pessoas são genuínas. Aqui é o entrudo! En-tru-do! Cabeçudos, caretos, ensaiados. Irra, assassinam a tradição.


Maria Rita: a dormir à noite desde 4 de Março de 2014. Boa miúda!

PEDALAR




Acho muita piada a estas pequenas oficinas e lojas de bicicletas que de repente surgiram um pouco por toda a cidade de Lisboa.  Ontem fui à Recicla na 24 de Julho. Dá vontade de comprar todos os modelos vintage, mas para quem vive num 3º andar sem elevador não é uma coisa muito pratica, tenho que ser consciente.

5 de março de 2014

MOTEL MEXICOLA


Descobri um restaurante mexicano em Bali, note-se, em plena Indonésia, com o mesmo nome que o meu blog! Não podia ser mais espectacular: Motel Mexicola! Até tem um bocadinho a ver…no fundo, neste mundo acaba por estar tudo ligado. (Agora tenho a certeza absoluta de que se for a Bali vou jantar aqui e a refeição vai ser à borla).


4 de março de 2014

A MELHOR AVÓ É A NOSSA


Esta é uma senhora muito especial e uma das melhores pessoas que conheço - chamo-lhe Linda, apesar de não ser o nome dela. É a minha avó Linda. A melhor costureira que conheço, provavelmente uma das melhores cozinheiras e acima de tudo uma mulher de armas. Estas três qualidades aplicam-se às minhas duas avós por diferentes razões. Ambas nasceram atrás do sol posto, e se os tempos eram difíceis há 60 anos atrás, e a vida das mulheres muito diferente do que é agora, sem facilidades, sempre as vi de mangas arregaçadas. A minha avó Linda foi bem comportada a vida toda, como todas as mulheres de bem deviam ser. Sempre a conheci serena, séria, perfeccionista e pensativa. Paciente. Nunca parada. Trabalhava em casa e no campo, fazia pão, a máquina de costura cosia quilómetros de linha. Deixava-me participar em tudo com ela. Eu acreditava que até podia beber café em casa dela, coisa que mais ninguém me deixava fazer (bem enganada bebia cevada). Passei muitos fins de semana na casa dos meus avós, com o meu irmão, graças a isso sei o que é uma vaca, um coelho, e que os bifes não nascem no supermercado. Graças a isso sei o que é apanhar batatas à torra do sol, nozes, maçãs. Sei o que é beber leite de vaca...(até me dá arrepios) e sei como é que se faz queijo. A vida da minha avó era uma vida do campo, no campo e para o campo. Há poucos anos atrás a minha avó mostrou que apesar de tudo isto ela ainda podia surpreender: mudou a vida dela. Tinha já mais de 70 anos quando mudou tudo. Deixou a casa onde vivia com o meu avô e foi ser independente. Foi viver para uma vila ao pé do mar, deixou a horta, deixou o forno a lenha e deixou os animais. Levou a máquina de costura. Começou a frequentar a universidade sénior em aulas de psicologia, informática, começou a ir à piscina e à ginástica, e a fazer coisas que nunca teve oportunidade de fazer antes. Fez novas amigas. Gosto de a ver assim. Continua a ser perfeita na costura e em praticamente tudo o que faz. Para mim esta avó são dois braços abertos. Hoje faz anos. Parabéns avó, és a melhor!

Fula. Três horas ou quatro a fazer uma coisa fenomenal para a sardinha, mas o computador disse Não.
Perdi tudo e portanto vou para a cama. A pressão está a aumentar. Niiice.

3 de março de 2014

Hoje, se a Zolita conseguir descansar, é dia de sardinhas criativas. Já me estou a atrasar e ainda não fiz "a" sardinha. Aquela. A que vai ganhar.

PROJECTO VESTIDO | no dia em que mais se fala em vestidos no mundo





Decidi aproveitar a febre dos vestidos dos Óscares para elevar o meu "projecto vestido" à categoria de um modelo Armani Privé, um Prada ou um Alexander McQueen. Apesar de a tesoura cá de casa ser daquelas de recortar papel na escola, já tratei dos moldes. 
Depois de resolvido o quebra-cabeças as peças em tecido já cá cantam. Próxima fase e muito difícil: perceber como se pegam umas às outras. Aliás, quem olhar para o vestido percebe logo a dificuldade que isto seria para qualquer stylist de gabarito. O projecto vai a um ritmo lento porque sem sol os estímulos são poucos. Continuo vestida de lã dos pés à cabeça, qual Yeti das neves, e se continuo a comer doces a este ritmo vou ficar bem diferente da Camila Pitanga (é mesmo ela a modelo, com cara de 16 anos). 
Em relação aos Óscares e aos vestidos: eu ficava contente se tivesse conseguido ver pelo menos um dos filmes nomeados, mas como não deu, não vou passar sem comentar o raio dos vestidos (só para não parecer uma extraterrestre). Aqui está a minha opinião crua: as pessoas que seleccionam os melhores looks nas publicações de moda têem quase sempre mau gosto, e algumas das actrizes não podiam ser mais pindéricas. Pronto, já disse =). Eu tenho vestidos preferidos (já que não posso ter filmes), são esteeste, este, e este.

2 de março de 2014

JÁ ESTAMOS EM MARÇO

Anuncio (discretamente, mas tenho que marcar isto) que daqui a 14 dias faz um ano que deixei de dormir. YEAH!

DOMINGO LEMON ZEST





De volta ao mundo real. Foi dia de tarte de limão, a condizer com o fim de semana: doce e ácido.
Praticamente sem dormir, porque as favolas da Zola nunca mais rebentam e a pequena já não tem saco para as dores - chora tanto que dá dó. A solução está a ser um serão a três no sofá da sala: ela a dormir ao colo, e nós a zelar-lhe o sono, a torcer para que não acorde e a rezar a todos os santinhos pela sorte de cinco horas de descanso consecutivas. Não peço mais. Cinco horas seriam uma verdadeira benesse, já que não temos contado com mais de duas seguidas. 
Ontem durante a noite levantei-me sem exagero umas 24 vezes para lhe pôr a chucha, e na sexta, depois de uma noite idêntica tivemos que ir brincar às 7h da matina (eu zombie no sofá e ela a ver todas as revistas proibidas a seu bel-prazer porque eu não tinha força para dizer "Na-na-na-na-na!"). Paralelamente a tudo isto tivemos a sorte incrível de contrair uma virose (a três também), que nos deu a possibilidade única de fazer uma inesquecível dieta de arroz e chá. Tão bom. Mas estamos rijos. Nós aguentamos.


Knock on Zola's door