26 de junho de 2014

ZOLITA ORGANIZA S.A.

A coruja das neves organizada no saco do super mercado

Acabaram-se as férias! Oh nãaaaao! Parece que nem chegaram a acontecer. Foram tão discretas, tão suaves, tão silenciosas…mesmo maravilhosas. A Zola dormiu quase todas as noites 12 horas, que sonho! Dormiu uma sesta de quatro, atenção quatro (vou repetir outra vez QUATRO) horas! Tão fenomenal! Nunca tinha feito esta façanha desde que nasceu. Nunca! E já tem 15 meses! Entretanto não me posso animar por aí além, voltamos a casa e ela voltou a ter insónias. Termino aqui este assunto, foi alegria temporária.
Quando chegamos a casa percebi rapidamente que as férias foram dias de evolução e mudança. A Zolita transformou-se na verdadeira pirata exploradora e já nada é tão simples como antigamente. Vejamos, durante 10 minutos em que tentei (sem muito êxito) arrumar malas das férias, ela conseguiu executar as seguintes tarefas (ao contrário de mim, de forma exímia):
  • espalhar um saco de batatas pela casa fora, e coroar algumas plantas com batatas
  • ficar em pé em cima de uma cadeira (ela, que mal anda)
  • enfiar a mão na sanita, que estava cheia de lixívia
  • tentar brincar com uma gilete (conseguiu durante 1 segundo)
  • ficar em pé em cima da porta da máquina de lavar loiça
  • espalhar roupa suja
  • organizar as compras
Neste momento desisti. Desisti de tentar limpar-arrumar-organizar-lavar e de estar sempre a dizer não. Fui brincar.
Percebi finalmente que está oficialmente aberta a empresa Zolita Organiza S.A., se alguém precisar de limpezas ou organizações contacte através do blog, eficiência garantida e muita rapidez de serviços.

22 de junho de 2014

PRECISO DISTO PARA VER BEM O VERÃO


São estes óculos da Urban Outfitters. Raios, lá terei que contribuir para o consumismo desenfreado dos tempos que correm. Porque não preciso deles, aí é que está o dilema… Vou adiar a compra, pode ser que passe o impulso. Provavelmente até me ficam mal. Veremos.


O MELHOR MAIOR DIA DO ANO






As flores são do avô 

Verão,
muito honestamente, sê bem-vindo. Podes ficar o tempo que quiseres. Temos cama e roupa lavada, felizmente mar e areia abundam por estas terras, sandes de atum e ovo cozido são as que quiseres, sente-te à vontade para te servires das cervejas a estalar que estão no frigorífico e se quiseres usa as minhas havaianas. É tudo o que posso disponibilizar, mas decerto todos os tugas terão qualquer coisa para te convencer a ficar ❤ E se ganharmos mais uns joguitos na copa do mundo a festa é garantida. Conto contigo amigo, não me desiludas.

Tua sempre amiga e fã, R. (aka Mexicola Girl)

21 de junho de 2014

TOP NOT

Nota mental, para estar TOP este Verão, faça o seguinte:
  • inspire-se nos padrões tropicais 
  • adquira pelo menos um biquini de 200€
  • nem pensar em sair à rua sem manicure, pedicure, cabelo pintado, sobrancelhas impec e depilação mega-top-bestial
  • use vestidos nas festas do barco e clutch de 2.300€ ao pôr do sol (???) 
  • vá ao cinema e absorva imensa cultura como por exemplo música electrónica do tipo remix-mix-mix e leia os best-sellers, saiba na ponta da língua a vida das top-models mais influentes 
  • corte nos quilos (corte, corte, corte. Corte nos doces, nos cafés, nos sumos, na farinha, nos fumados, no álcool, nos adoçantes, iniba o apetite da melhor maneira que conseguir - olhe, beba só água, é mais fácil.)
  • faça yoga, faça pilates, faça exfoliação, aplique drenantes naturais, beba mais água, use champô reparador, hidrate e repare a pele do rosto (atenção ao contorno dos olhos, precisa de mais 12 produtos diferentes), hidrate os pés duas vezes por dia, adira ao detox de frutas e legumes
  • utilize um look etno-urbano, desportivo, afro-beat, savana, hipster, vintage, arty, glamour, summer-rock, boémia festivaleira (melhor ainda, use tudo, seja criativa)
  • repimpe a sua casa com os melhores decoradores
  • faça férias nos melhores resorts internacionais
  • visite os melhores spots e faça compras a valer com as suas amigas (e compre o que a actriz da telenovela das 20h comprou para ela)
Ler literatura de verão e ser alvo de uma lavagem cerebral tóxica… o público das revistas também vive nos subúrbios, também vive nas aldeias, também recebe só o salário mínimo, também trabalha nas fábricas. Enfim, são pessoas reais, não são estrelas de Hollywood.

RESPIRAR FUNDO


20 de junho de 2014

É FRUTA OU CHOCOLATE?



Sandálias Mini Melissa maravilhosas, directamente do Brasil. 
Estamos a usar agora tia Lu! E adoramos a prenda 

Quando a Zola tinha 6 meses estivemos alguns dias na praia. Foi fácil. Muito fácil, canja de galinha. Agora atingimos novos níveis de dificuldade, vejamos como exemplo, um dia livre. 

Vamos à praia, "boa"?! Boa! Hora para levantar, alvorada, claro. Tomar o pequeno almoço e juntar o que é mesmo necessário para a praia, quanto menos tralha melhor. Muito bem, mochila 1, para os pais: 2 toalhas, creme protector, livro, máquina fotográfica, chaves de casa, telemóvel, carteira e óculos de sol. Excelente, conseguimos reduzir bastante. Agora mochila 2 para a Zola: toalha, creme protector, balde, pá e ancinho, chupeta, fralda, toalhetes e troca-fraldas. Já está. Não, não está, decerto não julgaste que ias tão leve… lanche (iogurtes, bananas, biberão de água), sacos de lixo, roupa para depois do banho, chapéu e óculos de sol, tenda de praia. 

Perfeito, agora sim, carregar tudo no carro e acrescentar chapéus de sol, sacos de surf e a prancha. Maravilha, são 10h, já não falta muito para a hora do calor. Rumar rapidamente em direcção à praia, estamos perto do segundo desafio, praias fora da civilização têm o seu preço, claro. Não se pense que é só estacionar e pôr os pés à beira-mar. 

Muito bem, vamos ao que tem que ser, tirar tudo do carro, o pai leva uns 13kg de bebé, mochila e prancha, a mãe leva mochila, sacos de surf, tenda e chapéu de sol. Parece tudo perfeito. Começar a caminhada no meio das pedras, fácil, é a descer, atravessar o areal ainda com pedras, mais difícil, mais calor, ufa, agora é o momento em que começa tudo a escorregar, escorrega a prancha, espera, ajuda aqui, só um segundo, o chapéu de sol está a cair, a miúda está a dar pontapés, o chapéu saiu-lhe da cabeça, está-me tudo a cair. Finalmente chegamos, 10h30, depois de cair tudo, a suar em bica. Estamos cansados. Queremos estender a toalha e ficar na areia como lagartos. 

Mas ela não quer ficar na areia como um lagarto. Ela quer fato de banho. Ela quer fralda impermeável. Ela quer ver os cães e os gatos da praia. Ela quer andar na areia quente e ver o mar, ela quer acabar com a areia da praia porque quer devorar o máximo de grãos que pode. Depois quer banho e lanche, e depois passou o tempo e chegou a hora do calor. Fazer rewind, desfazer a tenda, arrumar o chapéu de sol, pôr tudo nas malas, espera, nem deu para usar a prancha, que desperdício energético, olha deixa lá, agora é a subir. E pronto. À tarde há mais. É descanso puro. São dores nas costas. É fruta ou chocolate? (É fruta Carmencita, é fruta da boa.)

MIÚDAS RODAS E ONDAS * wheels & waves chics


Et voilá! Mais um ano de Wheels and Waves ao qual faltei. Ainda não foi desta. Vale-me ser namorada de um motociclista/surfista/genial fotógrafo, para poder ver as imagens em primeiríssima mão. E devo dizer que é com muito gozo que vejo algumas miúdas ao despique em corridas de motas contra os rapazes. Eu não seria capaz, estaria condenada ao trambolho logo na primeira curva e a ficar sem pele nas pernas e nos cotovelos, por isso tiro-lhe o chapéu. Ela ficou em terceiro, note-se. E este blog valoriza muito estas coisas. Este blog também valoriza o vídeo e as fotos que o Manel Portugal fez, lógico.







8 de junho de 2014

O ATAQUE DAS BATEDEIRAS


ou a compensação do regresso das noites mal dormidas. Ou diga sim à gordura localizada. Sem tentar justificar mais nada a mim própria, porque mereço raios! Bolo de banana com carradas de chantilly.

6 de junho de 2014

ZOLA-1 GULA-0


Hoje vi pela primeira vez na vida alguém a comunicar intensamente com uma taça de amendoins. A Zolita tinha proibição parental (neste caso da parte do pai, porque se fosse da parte da mãe rapidamente a teria descartado) de tocar numa taça pequenina de amendoins que estava na mesa de café da sala. Ela sorriu para a taça, debruçou-se sobre a taça, falou para a taça, apontou para a taça, deu gargalhadas com a taça, espetou a cabeça lá dentro… Os amendoins responderam-lhe mais do que uma vez, ela sentou-se ao lado da taça e continuou naquele diálogo durante muito tempo acabando literalmente a babar-se para cima dos frutos secos, o que inviabilizou completamente o seu consumo por parte de quem quer que fosse nesta casa. A Zolita não tocou (pelo menos com as mãos) nem comeu os amendoins salgados (claro), nós também não, mas aqueles foram seguramente os acepipes mais felizes de sempre no planeta Terra. Foi um momento encantador.


4 de junho de 2014

SURF'S UP: A ROOKIE GOOFY ENTROU NO GELO


Finalmente estreei o fato de surf! É quentinho. A água estava geladinha, mãos e pés ficaram roxos de tanto frio, mas claro que a minha primeira aula (de uma enorme série de aulas que aí vem) valeu muito a pena. A primeira vez que surfei, há uns quatro ou cinco anos atrás, consegui ficar três segundos em pé na prancha. Na segunda vez, numas férias há dois anos, limitei-me a esbanjar charme e estilo enquanto engolia litros de água salgada, e hoje, hoje foi diferente. Porque hoje foi a primeira aula de muitas. Agora não posso parar. Ainda por cima tenho um fato só meu. Hoje remei muito, a bandeira estava amarela, a água estava forte e fria, e percebi porque é que o surf é tão bom para aniquilar o stress: enquanto estamos na água, a levar com ondas na cabeça, a nossa única preocupação é continuar a respirar, manter o nariz fora de água, evitar que a prancha nos caia na tola, entre outras coisas que significam sobrevivência. Conseguir sair dali inteiro passados 30 ou 40 minutos deve ser o grande objectivo quando somos rookies (agora é isso que eu sou, uma rookie goofy - não só sou novata no surf, como também ponho o pé direito na parte da frente da prancha. Quem põe o pé esquerdo à frente é regular... preciso de um dicionário de surfista porque a quantidade de termos ultrapassa a minha capacidade). Para além de continuar a respirar também me interessa conseguir subir para a prancha e ficar lá em pé enquanto ela desliza nas ondas, claro, mas primeiro que tudo vou limitar-me ao básico: remar, remar, remar, cair, voltar a remar, sempre assim. Wish me luck*

3 de junho de 2014

Hoje perdi 3Kg a ver a Guerra dos Tronos. Ufff.

FUI ÀS COMPRAS OUTRA VEZ



Finalmente consegui ir à feira do livro (e já atrasada). Tal como há dois anos (o ano passado não fui porque tinha um bebé de 4 meses e estava demasiado ocupada com toalhetes) o compromisso foi não gastar mais de 5€ por livro. E não comprar mais de dois. Se há feira do livro é para aproveitar as pechinchas. O objectivo era, não sei porque carga de água, mas meti isto na cabeça, comprar o Crime e Castigo. Este ano tinha que ser. Mas ao fim de percorrer um ziguezague de três corredores à procura de uma edição barata, percebi que muita gente tinha tido a mesma ideia, e a resposta foi sempre a mesma: "Havia um, mas já vendi". Resultado, tive quer ser mais flexível e trouxe a Lolita de Vladimir Nabokov e a Cidade e as Serras do Eça. Por 3 e 5 euros fiz a festa. Agora o mais difícil, haja tempo para ler.

QUERO ISTO


Mas nem sei de que marca é. 

BLOGS I ♥






Acontece-me de vez em quando enfadar-me com os blogs tugas. Há alguns que leio sempre e que fazem parte da lista de leitura diária, mas muitas vezes, nas pesquisas por novos blogs interessantes levo grandes baldes de água fria na cabecinha. Há gente venenosa em todo o lado, de maneiras que há blogs tão azedos, mas tão azedos, e tão destrutivos, que quando os lemos até ficamos nauseados. Estragam o dia, deixa de ser um prazer e torna-se uma coisa assim, parecida com beber um copo de leite estragado. (Que nojo, eu nem gosto de leite). Em tempos até escrevi aqui qualquer coisa sobre estar na moda ter um blog de miúda ruim (miúda e miúdo, que isto dá para todos os lados), e enquanto é novidade, ler umas piadas acutilantes até tem graça, mas a história repete-se de site em site e de repente toda a gente tem um blog ácido e igual aos outros. É por isso que de vez em quando tenho que me refugiar nos blogs estrangeiros. Não é que eu só queira ler sobre borboletas e passarinhos a cantar pousados nas nuvens, com arco-íris de fundo e duendes a tocar harpa, também gosto de ler opiniões fortes (e prefiro), mas quando as coisas se tornam muito vulgares sou como o Andy Warhol: " I never read, I just look at pictures". E não é que há fotos mesmo boas? Este blog, que por acaso até tem um passarinho no header, e se chama Oh the lovely things, não podia ser mais fofinho e é do melhor para apaziguar o espírito. Está na minha lista de ♥♥♥. Ainda por cima tem uma galeria Do It Yourself para quem gosta de meter as mãos na massa e fazer coisas. Pró boa disposição. E agora vou para Marvila, para a fila da loja do cidadão, perder mais um dia a tentar actualizar moradas. 


2 de junho de 2014

CASA DA ZOLA








Para exorcizar as questões de Belzebu relacionadas com o cartão do cidadão fui rever as fotos de ontem. O Dia da Criança foi reservado para arquitectura e construcção. O edifício foi projectado e erguido apenas num dia (com muito suor) e baptizado de Casa da Zola. Materiais: caixa de cartão grande, x-ato, esponja e tintas. O preço total da brincadeira foi só o das tintas, ficou muito barato e compensou a altos níveis. A proprietária da casa participou nas pinturas e começou logo por arejar a casa, fazer limpezas profundas e sacudir todos os edredons. Ainda leu lá dentro e brincou aos cubos. O rebuliço com a casa nova foi de tal maneira intenso que dormiu a noite toda, até às 9h30 da manhã. Abençoado sejas cartão canelado (afinal nem todos os cartões são maus).

A TRANSITORIEDADE NA REPÚBLICA DAS BANANAS

Depois da saga na Loja do Cidadão, com 100 pessoas à minha frente, decidi optar por um agendamento. Primeiro passo, encontrar as instrucções nos sites labirínticos do Portal do Cidadão. Ao fim de 10 minutos encontrei o número de telefone para proceder à marcação do agendamento, liguei e a senhora-automática-das-mensagens disse-me que a linha estava muito cheia e se quisesse poderia aguardar 15 minutos ao telefone ou tentar mais tarde. Decidi tentar mais tarde e continuei a investigar alternativas: email. Enviei um email a agendar a marcação, com tudo direitinho e em 2 minutos recebi uma resposta que começa assim "Os pedidos de agendamento por email atingiram um volume de tal maneira elevado que, transitoriamente, estes serviços não conseguem assegurar a resposta com a celeridade desejada." Portanto decidi tentar novamente o telemóvel, e agora estou a ouvir música clássica. O problema disto tudo é que preciso de dar continuidade ao processo o mais rapidamente possível, porque a verdadeira necessidade é conseguir um dístico de morador para o automóvel. Enquanto isso vamos levando multas da Emel… Espectacular, não é?