24 de julho de 2014

PENSAMENTO DO DIA

Estamos a ler. Eu, um livro velho com uma história nova, ela, um livro novo com uma história velha.



22 de julho de 2014

ROADTRIP, DIA 5 | Não continua amanhã! Perguntas Frequentes












Apesar de ontem nos termos deitado tarde, hoje foi dia de levantar cedo: último dia de viagem. Foi
preciso organizar bagagens e ganhar coragem para enfrentar a chuva, ameaçada pelo boletim metereológico e visível em todas as nuvens que sobrevoavam por ali. E estamos em Julho!
A ideia era sair cedo e fugir à descarga de água, por isso até traçamos uma rota alternativa, anti-nuvem atrevida. Objectivo: 800Km de uma vez.
O sítio mais bonito em que passamos, que terá já perdido parte da sua beleza porque a auto-estrada passa mesmo no meio, foi Caldas de Luna. Montanhas geladas com lagos e uma manada de cavalos a compor a moldura.
A partir daí foi somar quilómetros com muita vontade de chegar a casa. Quase nem olhei para a paisagem. Ao chegar a Portugal senti o sol incomparavelmente mais quente que nas zonas por onde passeamos antes, e como dei a dica do protector solar mas me esqueci de o usar, apanhei um escaldão no nariz, que ficou tipo pimento.
Depois da fronteira começamos a ver muitos carros de matrícula francesa, suíça e luxemburguesa. Com a aproximação de Agosto é evidente que os nossos emigrantes estão a chegar aos magotes e cheios de pressa para abraçar a família.
Numa bomba de gasolina, onde entramos para abastecer o depósito, a funcionária estava a complicar a vida a um freguês, aos gritos com ele e a tratá-lo abaixo de cão. Nesse momento pensei "estamos mesmo em Portugal e quase a chegar a casa, iuupi!!". E estávamos.

FAQ (ou perguntas frequentes):

Custa muito fazer estes quilómetros todos de mota? 
Como é que tu, que nem sequer tens 1,60m conseguiste aguentar a sova?
Sim, custa, o melhor é dividir estiradas grandes por vários dias. Consegui aguentar a sova porque não há outra alternativa. Quando já estamos na mota temos que chegar e pronto, por isso penso que é uma questão psicológica. À partida, o corpo humano aguenta mais do que aquilo que esperamos, por exemplo, depois de ter um bebé, uma coisa deste tipo é peanuts =)

Usaste toda a tralha que levaste na mala?
Sim, usei praticamente toda a tralha, excepto um vestido, porque logicamente não se anda de mota de vestido e para sair da estalagem tínhamos que andar de mota sempre. No entanto voltaria a levá-lo porque uma miúda que se preze está preparada para todas as ocasiões.

Se pudesses mudar o conteúdo da bagagem, fá-lo-ias?
Sim, levava tudo o que levei e levava ainda mais sandes de atum. Acrescentava também uma mala para ter espaço para trazer coisas de lá. Tipo um nenuco para a minha bebé.

Porque é que as motociclistas que vemos nos anúncios têm sempre muito mais pinta do que as da vida real?
Porque elas nunca estão equipadas como deve ser. Estão sempre de blusa de alças ou de vestidos flutuantes e com o cabelo impecável, mas na prática isso não pode acontecer. Para andar na vida real temos que ter um blusão com protecções - que dá um aspecto de Powerangers e prende os movimentos -, luvas grossas - normalmente pouco delicadas -, capacete e botas compactas  - look Robocop total.
É verdade que se vêem no Verão pessoas de calções de ganga quando andam de moto, mas se por azar caírem (temos sempre que pôr essa malfadada hipótese), ficam com as pernas em fanicos. Foi com esta expressão que o Manel me convenceu a andar sempre totalmente protegida (e conseguiu). No leque de escolhas de equipamento existem coisas mais bonitas e mais feias, mas de uma maneira ou de outra o equipamento é essencial.

Se não se pode conversar, ouvir rádio, comer, beber, fumar na mota, o que é que se faz durante uma viagem tão grande?
Pensa-se. Pensa-se na vida toda. Na família, nos amigos, pensa-se nos que já partiram, nos momentos em que fomos felizes, nos erros que cometemos, no que é que vamos melhorar, pensa-se nos projectos de vida, no que nos atormenta e como vamos resolver, no que vamos construir, no animal de estimação, na casa, desorganizada, pensa-se quem vamos abraçar, pensa-se nas coisas que conseguimos fazer, pensa-se nos sonhos, pensa-se no tempo...
É isso. É como um momento de isolamento espiritual que demora tanto quanto o tempo da nossa viagem. As costas doem, mas vale a pena. E o Voltaren ajuda a curar. O Voltaren cura tudo.

21 de julho de 2014

ROADTRIP, DIA 4 | Um dia à chuva é da praxe






Hoje foi dia passeio de motos organizado pelo festival Motorbeach. Havia muita coisa em agenda para ver e um dos pontos de maior interesse para mim era a visita aos Picos da Europa. Chegados ao recinto encontramos toda a gente já reunida e apesar de o dia ter começado com um sol radiante, algumas nuvens começaram também a reunir-se em cima das nossas cabeças.
Nunca tinha estado num evento deste tipo, e naturalmente há sempre imensos machos latinos. No meio de todos eles, acontece de vez em quando uma ave rara começar a fazer aceleramentos com a mota parada, que em linguagem masculina significa qualquer coisa do tipo "olhem bem para mim, tenho carradas de testosterona", mas que na verdade só significa que ele tem um cérebro mais pequeno que as outras pessoas e precisa mesmo de ser o centro das atenções. Aliás, não são apenas as mulheres que são vaidosas, nestes eventos, que tendem a ter mais concentração de rapazes, há imensos pavões.
O passeio aconteceu a toda a brida e só abrandamos a subir a montanha, aos esses. Os Picos são muito bonitos, com lagos no meio das montanhas e vacas por todo o lado, mas têm qualquer coisa turística que tira um bocadinho de personalidade ao sítio.
À medida que o tempo passou, a carga de nuvens foi-se adensando e no regresso viemos a ser perseguidos pelo aguaceiro, que nos apanhou mesmo antes de chegarmos à sidreria. Depois de comer regressámos à estalagem e ficamos debaixo de um alpendre, cada um sentado na sua cadeira, a dizer disparates e a ver desabar uma verdadeira tempestade. Os trovões ribombavam nas paredes das montanhas e provocavam um eco ensurdecedor. Presos pela chuvada e sem fatos de chuva, não tivemos outra hipótese senão ficar ali a ver os raios, à espera de uma aberta.
À hora de jantar voltamos ao recinto do festival e deixamos escapar a hora da refeição, que nos custou uma volta à chuva por vários restaurantes já sem serviço. O resultado foi ficar outra vez sem jantar, e já sem sandes de atum, tivemos que pedir à senhora da estalagem que nos desenrascasse umas torradas. A senhora foi uma querida e acabámos a comer ovos rotos à 1h da manhã.
Apesar da simpatia, e apesar de adorar ovos rotos (que aliás já tinha comido ao almoço), não gostei muito da comida desta zona de Espanha. Põem óleo até no peixe grelhado e não serviram um único legume.

Dica para raparigas motociclistas: uma bolsa de cintura dá montes de jeito. Cabe lá tudo o que é importante, e cada vez que a mota pára não temos que abrir as bagagens.

Continua amanhã.

20 de julho de 2014

ROADTRIP, DIA 3 | Praia, motos e surf a metros da montanha




Já fiz as pazes com o sítio que nos calhou em sorte. Os 20 minutos de curvas e contracurvas entre prados e falésias continua a chatear-me, mas provavelmente é o acesso difícil que mantém os lugares originais, porque estão longe das redes telefónicas,  das redes wi-fi, longe dos carros e longe do progresso. Se não fosse isso, se calhar nesta altura a montanha já teria um néon a dizer "armazém chinês".
Hoje foi dia de Motorbeach, um encontro de bikers, surfistas, transformadores de motos e shapers de pranchas. O ambiente é muito dinâmico, e para além da exposição de motos e tendas com diferentes negócios, vimos na praia uma competição de surf em pranchas longboard. Os surfistas andam sobre a prancha e fazem truques, como por exemplo o pino. Também houve quem baixasse os calções em andamento.
Coisa mais engraçada: espanhóis de Vigo ou Andaluzia, aproximam-se de nós e perguntam de que cidade portuguesa somos. Espanhóis das Astúrias perguntam se somos croatas, ou russos. Temos uma língua que não é para todos.
Por aqui, para minha alegria, a bebida oficial é sidra. Gosto muito, mas nas Astúrias há regras para a beber: de um trago, sem pousar o copo na mesa. Se não se conseguir, o que sobra deita-se fora. E assim proliferam poças de sidra pelo chão, em redor dos turistas. Foi por isso que alguém aqui sonhou que nas Astúrias chove sidra, e fica-se bêbedo só de andar de moto com a boca aberta.

Dica para miúdas motociclistas: sempre que queremos ter um ar mais glamoroso do que só calças de ganga cheias de mosquitos, botas cheias de terra e casaco do chinês, não há como um batom, que não ocupa espaço na mala. O meu é vermelho.

Continua amanhã.


19 de julho de 2014

ROADTRIP, DIA 2 | Afinal já cá estou





De manhã o céu estava incrivelmente cinzento e rapidamente concluímos que íamos precisar de roupa mais quente. Com sorte não teríamos que comprar oleados. Único sitio nas redondezas: um chinês chamado Panorama Incrível...acho que era isto. Entrei, e depois de procurar muito, decidi comprar 2 fatos de treino, para ficar só com os casacos, visto as calças nem sequer caberem nas malas. Gastei 38€. Furiosa. Arrancámos em direcção a Espanha muito mais quentinhos e na primeira curva apareceu um outlet gigante, com todas as lojas da Inditex, com casacos a 3€. Adiante, passados 50km o frio desapareceu por completo, o que tornou a minha compra desafortunada ainda mais ridícula.
A paragem seguinte foi a praia de Luarca, onde comemos umas tapas inesquecíveis. Apesar do encanto da vila, a praia é a mais bizarra que já visitei. Estrada no meio, mar de um lado, falésia e carros estacionados do outro. E as pessoas deitam-se por ali, entre as viaturas, na pouca relva que há. Neste momento pensamos que as praias portuguesas são um luxo bem escondido.
Para resumir o post, não vá ele tornar-se enfadonho, fizemos muitos km para chegar às Astúrias. Seguidos. E na hora de descansar, o hotel, marcado por internet, não aparecia.
Pensávamos que era a 2km da praia, mas estavamos muito longe da verdade. Com o gps ligado, percorremos um sem fim de estrada íngreme e aos ss, entre ravinas e neblina, e o sítio era um enigma.
Cansados, com fome, de noite e estávamos no fim do mundo. Só se ouviam corvos e badalos de vacas, mas a julgar pelo cenário, rapidamente iam aparecer outros animais, tipo lobos. E ursos.
Passados uns minutos confusos e um pouco angustiantes, lá percebemos que não ia haver problema, a nossa casa estava mesmo ali, no fim do mundo, só que um bocadinho escondida. Rodeada pela muralha de Winterfell. E não havia jantar. Foi aí que me valeram as minhas sandes de atum e ovo. Hasta mañana (ufa).

Dica útil para raparigas motociclistas: digam o que disserem, 
levem as vossas sandes para todo o lado.

Continua amanhã.

18 de julho de 2014

ROADTRIP DIA 1 | Eu não vou

 

Em 2011 fiz a minha primeira viagem de moto, à Bretanha. No fim, depois de 12 dias de muitas coisas boas e muito cansaço, jurei para nunca mais. Bati o pé, desta vez não vou e não vou. Hoje, dei o dito por não dito, e cá estou eu de capacete, blusão, e os meus pertences comprimidos num espaço surreal.
Dilema nro 1: bagagem. Manel, veterano das viagens em duas rodas, ora bem, 1 dia, 2 dias, 4, 5 dias, 4 camisolas, 4 meias, 4 boxers, calças vão vestidas, escova dos dentes, estou pronto. Rita. Ora bem... 4 camisolas, 4 meias, roupa interior, pijama, chinelos, lençóis de campismo, barras de cereais, bolachinhas, cantil de água, sandes de atum, chocolate snickers, biquini, toalhas, cremes vários, maquilhagem, Brufen, Voltaren, shampoo, amaciador, óleo hidratante, toalhetes, gel para a trança, escova e flores para o cabelo, carteira suplente, pulseira e brincos extra...enfim, coisas essenciais ao bem estar de qualquer pessoa. A história acabou com a seguinte exclamação (indignada): Ritaa, a mala não fecha! Não faz mal, guardamos no espaço livre dele, o que não cabe no espaço ultra atafulhado dela.
E prosseguimos viagem em direcção a Valença, só 500km, correu muito bem, valha-me santo Voltaren. Infelizmente, devido à decisão de levar um micro top de Verão, houve quem rapasse um pouco de frio no Porto, mas nada que uma miúda não aguente. E chegamos a Valença do Minho!

Dica útil para miúdas motociclistas: creme de protecção solar de factor elevado, senão fica-se com bronze em forma de capacete.

Continua amanhã.

16 de julho de 2014

DESENHAR A ALMA LUSITANA


O projecto é português mas vive na terra dos relógios e do chocolate. A criadora da Alma Lusitana, apareceu com as ideias todas organizadas, sabia o que queria, desde a forma até à cor e o logotipo nasceu assim. Quis tentar passar para um logo a alma lusitana e deu-me um grande gozo desenhá-lo porque a sensação foi que se desenhou a ele próprio. 
Esta Alma Lusitana tem a ver com art's&crafts e criatividade, mas também tem a ver com saudade e com portugueses à volta do mundo. É bom saber que há mulheres que arregaçam as mangas e transformam os seus sonhos em coisas reais, são exemplos a seguir. Acho que isso é ter alma lusitana.

PERSONALIDADE ÀS PINTAS




A Zola correu tanto no parque, que as sandálias lhe fizeram uma pequena bolha no micro dedo mindinho do pé. Missão: encontrar umas novas sandálias, de tiras, nos saldos. Só aqui eu já estava a especificar demasiado o meu pedido e ainda não sabia. Quando ontem entrei nas lojas estava já tudo mais que escolhido. Não havia tiras, não havia borracha, não havia números, não havia modelos, não havia nada. Na H&M só havia ténis! Na Zara disseram-me "tinhamos umas amarelinhas…mas já não há nada." Só umas? Amarelinhas? Nesta casa não se gasta nada amarelinho, ou é amarelão ou não dá!
Como a época de saldos só abriu oficialmente hoje, tive que concluir que as promoções deram cabo dos saldos. Onde é que estão os saldos de antigamente? Nem consegui comprar nada para mim.
Bom, depois de caminhar feita otária de grande-superfície-comercial em grande-superfície-comercial decidi ir à Benetton, última chafarica antes de apanhar transporte para casa, e o que é que encontrei? Tchanam, os últimos sapatinhos de bebé na prateleira! Brancos! Estilo boneca antiga e de pano. E eram o número! Nem pensei duas vezes e trouxe-os para casa. Depois achei-os muito imaculados e decidi imprimir ali um bocadinho de personalidade Maria Rita, já está: pintas cor-de-rosa choque, a condizer com as birras.

15 de julho de 2014

Anne Taintor, Inc Design by Laura Crookston

A TODA A VELOCIDADE E EM DUAS RODAS


Nas últimas semanas a vida aconteceu e deu algumas voltas. De forma resumida, para além de todos os outros projectos giros que tenho feito e que se mantém, estou de volta às revistas e de volta às motos. As revistas são um trabalho mais continuado, mas estavam em stand by há algum tempo e agora voltaram. Estou na expectativa. Já trabalhei em revistas de muitos tipos diferentes, desde a National Geographic até revistas super institucionais, passei pelas de moda e lifestyle, trabalhei um bocadinho para a revista da Barbie (era o máximo) e no jornal i, que não é uma revista mas foi dos mais divertidos de fazer. Agora chegou a época das revistas dedicadas às duas rodas. Na prática, sou mesmo boa nas manobras em 8 rodas (patins, claro), mas como estou sempre disposta a novas aventuras abri espaço na agenda. E para condimentar mais ainda, o projecto começa no terreno. 
A tentar ser fiel à dica: quase prefiro morrer todos os dias do que viver uma vida monótona. 
Cartas na mesa, novidades em breve.

12 de julho de 2014

UM PROJECTO DO AVESSO

Tenho estado tão atarefada que nem tenho tido tempo de fazer o meu post sagrado, mas vou aproveitar agora uma sesta Zolaica para me gabar narcisicamente deste logotipo que fiz há umas semanas. Está giro ou não está giro? (Todos os comentários que surgirem a dizer que não está, serão disfarçada e meritoriamente eliminados). E ainda tenho mais cartas na manga, porque a seguir a este fiz mais um, que me deixou igualmente orgulhosa, mas isso fica para outro dia (temos que distribuir bem os trunfos). 
Do Avesso é um projecto ainda meio escondido, as mentoras já anunciaram, ("Quem gosta de jardineiras, macacões e outros que tais ponha a mão no ar! Se pensa que é só para os filhos....acompanhe-nos e seja o primeiro a saber!"), mas ainda não revelaram a mercadoria, por isso fica só o logotipo da mãe coruja e do filho corujinha, pendurado às avessas, que já contam metade da história. Et voilá, com esta abandono o computador por hoje (assim espero).

8 de julho de 2014

A REBENTAR PELAS COSTURAS

Hoje cheguei a casa cansadíssima. Super mãe a perder as forças, a bufar por todos os lados, depois de empurrar um carrinho mais de 40 minutos na calçada portuguesa, subir vários andares sem elevador com os meus 11kg de bebé morcela às costas e ainda voltar a descer e subir desta vez com o carrinho às costas, depois de 4 noites sem dormir… caí no sofá. Mas totalmente atropelada por um camião. Não consegui acompanhar brincadeira nenhuma, nem imitar animais, nem fazer torres de cubos, nem encaixar peças, nada de nada!  Mas os bebés são auto-suficientes. De repente, na minha dormência mental, ouvi sons abafados e em esforço que diziam "uuuupa, uuuupa" e quando cheguei ao corredor a Zola estava a transportar em peso um berbequim maior do que as pernas dela. Ouviu um raspanete, já com esforço da minha parte.
Deus, se tu existes mesmo, por favor dá-me pelo menos a mesma energia que ela tem. Pelo menos isso, camarada! Está bem? Prometo que tomo as vitaminas, mas tens que colaborar, bolas!

(estes posts já andam raros, agora sem fotos…isto vai de mal a pior)

1 de julho de 2014

DESTRALHAR A MENTE E A VIDA EM LISTAS





A ideia é ter tudo na vida organizado desta maneira e assim conseguir fazer coisas sem perder um mês à procura de um alicate, ou de uma borracha. Todas as imagens sacadas deste blog: 
Os mais picuinhas vão adorar, eu adoro.

Ultimamente tenho pensado muito em tempo versus produtividade. Tudo porque os meus dias de 24h parecem ter apenas 5 ou 6 horas, não sobra tempo para nada e as ideias que tenho para fazer alguns projectos nunca chegam a concretizar-se.
Ainda estou a aprender a gerir o meu tempo depois de ter tido um bebé e aquelas horas livres que ficavam para mim desapareceram por completo, mas eu continuo a querer fazer projectos e não posso desistir deles de maneira nenhuma. Postas as coisas desta forma vejo-me obrigada a abraçar um novo desafio, que é manter a minha mente criativa e ao mesmo tempo explorar uma faceta metódica que me ajude a premir o gatilho.
Já percebi que o problema aqui é a falta de tempo portanto tenho que criar esquemas que me ajudem a optimizá-lo. Tempo são diamantes de 3,40 quilates. A manhã de segunda-feira, dia de regressar aos trabalhos depois das férias, foi dedicado a um workshop de organização. Aprendi muitas coisas, mas também estou a perceber que se quiser cumprir todas as tarefas e ainda escrever posts no blog / ler um livro / costurar / desenhar, tenho que ficar acordada até mais tarde.
Então, o que é que fiz concretamente? Listas, listas e mais listas. Listas que me ajudem a fazer tudo sem perder tempo. Por exemplo:
  1. Lista de tarefas diárias (aqui repete-se muito a palavra destralhar)
  2. Lista semanal de limpeza
  3. Lista digital de compras
  4. Rotina Matinal
  5. Rotina Nocturna
  6. Plano Casa
A lista de tarefas diárias é o que tenho que fazer todos os dias para a casa estar sempre organizada e não tropeçar em brinquedos, e a acrescentar a isto ainda há todas as actividades da agenda. Ao que parece, "destralhar" é a palavra chave das pessoas organizadoras. Tirar tudo o que não é preciso, viver com menos é um lema tão sagrado como as vacas na Índia. 
A rotina matinal são uma série de tarefas repetitivas para não me esquecer de nada e o dia ser um sucesso e a rotina nocturna a mesma coisa (inclui cenas do tipo "escolher roupa para vestir amanhã" e "organizar a carteira"). Isto serve para evitar sair de casa sem telemóvel ou sem chave de casa como já me aconteceu antes. 
O plano casa é mais complexo porque tem a ver com a mudança de casa e se não me forçar a resolver situações, vou viver três anos com um caixote a servir de mesinha de cabeceira. 

Bonito, não é? Agora digam lá que isto não é boring? É claro que é! Como é que uma pessoa criativa como eu vai aguentar todos estes métodos? Não sei, não sei! Mas a caravana está em movimento e agora estou metida em tabelas de organização até ao pescoço e o objectivo é só um: conseguir mais tempo livre para fazer os meus projectos. E vou fazê-los nem que não durma definitivamente. Para sempre.