22 de outubro de 2014

(SURF)VIVAL

Nesta foto, Maria Rita atenta às condições do mar

Mais uma aula de surf. O mar estava a puxar muito, a prancha estava muito pesada, as ondas estavam muito fortes, o meu cabelo estava todo emaranhado e em cima dos olhos, o leash da prancha estava sempre enrolado nos meus pés e fez-me tropeçar várias vezes, a água estava cheia de alforrecas gelatinosas a roçarem-me na pele, caí várias vezes e fui atropelada pela prancha outras tantas, bebi vários litros de água e passei mais tempo a remar contra a corrente que ia em direcção às rochas do que em cima da prancha a praticar o equilíbrio. Mesmo assim valeu a pena. (E quando saí, encontrei dois euros na areia que deram para pagar o estacionamento.) Haja perseverança e aprendo a surfar lá para 2025.

AFINAL QUEM É QUE MANDA AQUI?

Entrada do parque. A minha filha, com as suas bochechas gordinhas e cor de rosa, com os seus caracóis largos desorganizados no ar, do alto dos seus frescos 19 meses, levantou a sua perninha redonda, bateu com o pé e disse "Não! Não, não, não." E eu pensei "então...mas o passeio que vai salvar o dia só está a começar...". Eu estava frita e não sabia e o passeio não teve nada de milagroso.

21 de outubro de 2014

A TENTAR VARRER O MELHOR QUE SEI

Não tenho vindo ao blog escrever as coisas que me passam pela cabeça, o que me dá assim uma sensação de vazio, parece que falta qualquer coisa. Mas quando não temos nada para dizer mais vale estarmos em silêncio, é uma coisa que se aprende ao longo da vida. Não é que esteja de papo para o ar com o cérebro de férias, por acaso tenho trabalhado bastante, mas só hoje é que vi um bom motivo para regressar aqui, e o motivo é o resultado desse trabalho, claro =).
Esta manhã vi este artigo sobre sobre fazermos aquilo que gostamos e houve duas ou três frases que me chamaram a atenção, uma delas foi esta:

“If it falls your lot to be a street sweeper, go out and sweep streets like Michelangelo painted pictures. Sweep streets like Handel and Beethoven composed music. Sweep streets like Shakespeare wrote poetry. Sweep streets so well that all the hosts of heaven and earth will have to pause and say, here lived a great street sweeper who swept his job well.” 
– Martin Luther King, Jr.

Houve uma altura em que pensava muitas vezes "porque é que estou a fazer isto, porque é que não sou antes manicure, e fico a fazer nails num corner?". Isto acontecia porque achava que com uma profissão desse género teria menos problemas e provavelmente ganharia mais, mas agora estou numa fase em que me sinto satisfeita por fazer o que faço e até tenho pena de não ter mais tempo para dedicar ao trabalho.





Esta é a REV #23, com uma capa escolhida por votação pelos leitores

Não é o caso, mas se esta revista tivesse textos terríveis, ela continuaria a valer só pelas fotografias. Sou altamente suspeita, mas é verdade, e as verdades têm que ser ditas. Metade do gozo que tiro com este projecto tem a ver com poder trabalhar com estas imagens. Porque já trabalhei com coisas bem piores e tenho que valorizar. Agora, se eu estou a varrer as ruas tão bem como Miguel Ângelo pintava... é um tema muito delicado.

Ah! E este mês até escrevi uma crónica!

12 de outubro de 2014

MALALA E KAILASH


Este ano o prémio Nobel da paz não podia ter sido mais bem atribuído. A Malala e a Kailash, ambos defensores dos direitos das crianças, pela educação e pela liberdade. Há seres humanos notáveis, e de certa forma esta atribuição ridiculariza um pouco o Nobel entregue ao Obama.
Há uns largos meses,  logo após a notícia de ter sido baleada na cabeça, o meu pai retratou-a nesta pintura, com uma das técnicas que eu mais gosto, e foi através desta tela que eu soube o que se tinha passado. Agora ela é Nobel juntamente com Kailash. Pai, falta o retrato dele.


NAS VOLTAS DA CHUVA


Um palhaço, mesmo ao lado da assembleia, convivendo de perto com outros palhaços, em tudo piores que ele.

10 de outubro de 2014

INVESTIMENTOS INCONTORNÁVEIS



No fim de semana passado enganei-me num percurso de carro e entrei sem querer numa scut. Hoje de manhã coube-me ir aos CTT pagar a passagem indesejada (um roubo absurdo, 1€ por 3km de via rápida), e aproveitei para levantar uma encomenda que fiz há uns dias. Veio mesmo a calhar, porque assim não fiquei a remoer na injustiça das scut e o meu dia começou mais prateado. Um colar da Kali's com a minha cara. Eu merecia, andava a portar-me extremamente bem (e ainda ando) e além disso tenho trabalhado com uma dedicação fora do normal. Ainda bem que tenho estas ideias porque o dia de ir aos correios buscar jóias de princesa das índias sabe mesmo bem.
  

9 de outubro de 2014

O QUE SOBROU DAS MINHAS MALAGUETAS


E é só... com pena minha. Para me redimir comecei o meu mini jardim de suculentas e cactos.


Não tenho tido tempo nenhum para vir aqui registar isto, mas: BOA MORRISSEY! (e eu não fui ao concerto!) Só que também deixei de comer carne quando vi os vídeos da produção industrial massiva de pintos sem bico.

3 de outubro de 2014

Subi a Calçada da Estrela a pé (pelo físico) e quando cheguei enfardei um queque recheado de doce de ovos (pelo espírito). Se os elétricos fossem mais assíduos teria evitado esta catástrofe calórica.
Pelo caminho cruzei-me com pessoas de calções, havaianas e t-shirt e com pessoas de collants pretos e mangas compridas.

2 de outubro de 2014

EU TAMBÉM, JACK


... com uma revista inteira para desenhar, não poderia pensar de outra forma. Wish me luck!

1 de outubro de 2014

QUINTAL EM CASA, OBRIGADA







Contente. Os meus pais trouxeram-me um bocadinho do quintal. Vinham com uma caixinha debaixo do braço, muito exótica, muito caseira, muito aromática e muito orgulhosa de si mesma. Aparecem aqui com novidades e às vezes nem tenho coragem de experimentar tudo, mas a Zola é sempre fã das frutinhas, mesmo as mais inesperadas. Tinha nozes, castanhas, mini-pêras, physalis, araçás,  mini-kiwi e maracujá. Ainda havia ramos de rúcula selvagem, hortelã-pimenta, cidreira e lúcia-lima para fazer chás. Uma caixa de morangos. Maçãs raineta e de outras variedades e pêros. Tudo caseiro e biológico. Trouxeram também uma nova malagueta porque a outra morreu numa semana (é verdade, vergonha. Desta vez foi excesso de zelo, afogou-se com tanta regadela). Agora mal posso esperar por ir à terra e trazer uma super encomenda de cactos e suculentas para fazer um jardim miniatura que me lembre o deserto, o calor de Verão. É verdade, não sou fã do frio. Dá-me ciática.

I'M HUNGRY LIKE THE WOLF


Galochas da Dr. Martens. É tudo o que preciso para esta estação.