26 de novembro de 2014

A NOVA INQUILINA

Joaninha a viver na orquídea à janela

Há uns anos atrás, numa certa tarde de Verão, resolvi testar o poder da minha mente (parece estúpido mas é mesmo verdade, eu faço estas coisas), então, impus à minha mente um tempo limite e pensei numa coisa que fosse difícil ver numa cidade grande, como Barcelona, que era onde estava a viver na altura. A primeira coisa que me passou pela cabeça foi ver uma joaninha. Já não via uma há muito tempo, e numa cidade com muito tráfego e fumo de carros achei que era um desafio à altura. Os meus dias passavam a um ritmo normal e pouco tempo depois, estava eu sentada na Rambla da Catalunha a beber café com uma amiga quando aterra na mesa a rodopiar em grande estilo um insecto branco. Quando sacudiu a poeira das asas e se recompôs da queda pude ver que era uma joaninha. Não percebo muito de joaninhas, mas ou era bebé ou era albina, não sei. Sei de certeza absoluta que era uma joaninha. A amiga que estava comigo estava a par do teste e deu um salto da cadeira: "Una mariquiiiitaaaa! Que buena suerte". A partir desse dia fico sempre muito contente quando vejo uma joaninha. Hoje, com este dilúvio inacreditável, encontrei este exemplar na cozinha e tirei-lhe uma foto, vem aí qualquer coisa boa. 

25 de novembro de 2014

AS MIÚDAS PODEM TUDO

Umas semanas depois de andar a insistir com o homem cá de casa para por os quadros na parede, decidi não esperar mais e como uma mulher com iniciativa que acho que sou, decidi agarrar no martelo e começar a distribuir arte pelas paredes a meu bel prazer. Contudo, a soberba subiu-me à cabeça e achei que podia ainda mais: colocar uma prateleira grande na arrecadação. Pus as mãos à obra e furei a parede com o berbequim, a dois metros do chão. Depois pus as buchas. Depois tive que agarrar na prateleira em peso (em cima de um escadote) e equilibrar uma ponta com o ombro enquanto punha o primeiro parafuso na ponta oposta. Quando tentei aplicar o segundo parafuso, percebi que a posição da bucha não batia certo com o orifício destinado ao parafuso... aquelas coisas, depois a prateleira começou a ficar muito pesada para mim, depois o terceiro parafuso também não batia bem, a parede estava torta... resultado, a prateleira ficou fixa com um parafuso (o primeiro) e quatro pregos, e agora para entrar na arrecadação é preciso ir de capacete, porque se a prateleira cai dá  totalmente cabo de nós (isto para simplicar uma descrição que podia ser muito mórbida).
No fundo, no fundo, eu sei que o Manel me vai incitar a retirar a prateleira da parede porque aquilo é um perigo eminente, mas ainda assim experimentei guardar lá em cima umas raquetes e uns patins, para ver se aguentava. E aguenta mais ou menos. Já passaram 30 minutos e ainda não caiu.

No fim de tudo tenho que admitir que:
apesar da minha vontade, não tive muito jeito para fazer a obra;
quatro braços podem ser mais eficientes do que só dois;
fiquei com um pulso aberto;
doem-me muito as costas:
acho que tenho um torcicolo;
Continuo a acreditar que uma miúda com um bocado mais de força que eu, que sou uma formiga, consegue por uma prateleira sozinha (e muito mais do que isso).


19 de novembro de 2014

CHÁ MEL COMPRIMIDOS CHÁ MEL COMPRIMIDOS...

A Zolita dormiu três dias seguidos, por isso eu decidi que podia finalmente ficar doente. Febre e tudo. Passo a vida a ouvir dizer que o corpo só se vai a baixo quando pode. Check.

18 de novembro de 2014

O QUE ANDAM POR AÍ A DIZER

A frase é sempre documentada com a localização, a hora a que foi ouvida e explica a situação.

Divirto-me muito com esta página. La gente anda diciendo é um "arquivo online" de frases que se ouvem na rua, em Espanha. Como as que ouvimos no metro, ou na caixa de supermercado, e depois vamos a correr contar para casa, porque nos fizeram rir, ou porque nos deixaram indignados, ou estupefactos. A frase de hoje deu-me esperança na humanidade.

13 de novembro de 2014

DICIONÁRIO DA ZOLA

Um papagaio que se expressa em castelhano:

Sapato - pápu
Bomboca - bomboca
Queijo - câju
Banhufa - nhufa
Sentar - sentarê
Luz - luuuuu
Bolacha - chácha
Manel - Lélel (olha a bola Lélel)
Maria Rita - Quitita / Maria Tita
Pintar - pintarê
Escola - cóla
Quentinha - quentinha

FERRUGEM NA ORDEM DO DIA



Achei isto fofinho.

 Na água não havia espaço nem para mais um surfista.


Ontem o sol deu ar da sua graça e por isso foi dia de aproveitar esses raios sublimes à hora de almoço. Patins, música, está tudo. Comecei aqui a dar os primeiros sinais de profunda falta de treino físico. Esqueci-me das palmilhas de enchimento, em vez de uma mochila para pôr as botas levei um saco de desporto (depois tive que patinar com ele na mão), e não verifiquei o estado das rodas, de maneira que tive que patinar com a direcção totalmente desalinhada (um dos patins ia sempre para dentro quando rolava). Ou seja, valeu a tentativa, finalmente estreei os patins após 7 meses (e isto pode parecer mentira mas não há tempo/energia para mais) mas percebi que tenho ferrugem até ao tutano. Depois de 2 anos sem patinar senti que já não tinha o mesmo à vontade, ia muito mais devagar e tive mesmo medo de cair. Cair de patins é normalmente ridículo. Mas se a queda for aparatosa ainda é mais ridículo e se estivermos sozinhos podemos triplicar o nível de vergonha, porque não está lá ninguém para se rir connosco e ficamos ali estatelados no chão, abandonados à humilhação pública. Nem sequer estou a incluir as quedas perigosas, só as patéticas em que ninguém se magoa.
Posto isto é bom que o sol apareça com frequência para poder praticar. Enquanto andei por ali vi apenas um patinador de rodas em linha (estes patins de 4 rodas estão fora de moda há décadas mas eu adoro-os) ao passo que a água fervilhava de surfistas. Promessa para mim própria: é obrigatório voltar a pôr as rodas no chão.


12 de novembro de 2014

O CAMINHO



É por aqui: velha e louca. Identifiquei-me a 100%. Também nunca sei as horas, aliás nunca sei de nada e estou cada vez pior. Hoje levantei-me com horríveis bicos de papagaio e um ouvido a explodir.


10 de novembro de 2014

Noite efervescente: noite em que nos levantamos tanta vez para confortar o nosso bebé que de manhã, quando acordamos, sentimos bolhinhas a rebentar nos olhos e no cérebro. Arde muito e temos que trabalhar à mesma.

7 de novembro de 2014

COMPRAS SUPERSÓNICAS




Ontem estava a ver o blog It's Monday but it's OK, que sigo regularmente (vale a pena o clic), e conheci estas pantufas francesas, com uma imagem muito familiar (parece que já vi isto antes em qualquer lado, provavelmente em revistas). Como não posso ver nada giro fiquei logo rendida, a achar que precisava muito de vários pares. Mas quando vi o preço, infelizmente, percebi logo que afinal não precisava de nada. Foi muito rápido.


LEITE QUE VALE A PENA



 Esta miúda fez-me lembrar a mim quando tinha 11 anos


Não gosto de leite, mas a Milk é uma das melhores revistas sobre miúdos que tenho visto. Conteúdos, fotos, design, tudo em bom. Antes 1 Milk que 7 Tv Guias. Só é pena não ser portuguesa.


6 de novembro de 2014

INFERNO GOURMET SPECIAL


Fizemos bôla. De tofu fumado, queijo fumado, courgete e sementes de chia. Funciona como aquele alimento especial dos elfos, comemos uma fatia e ficamos sem fome o dia todo.

5 de novembro de 2014

JARDIM DE INVERNO INSPIRADO NO VERÃO



Já estáaaaa! Fiz o meu jardim de Inverno que lembra o calor do Verão (para quem não tem muito tempo livre isto acaba por ser um grande feito). Percebi que sou péssima a tirar fotos a jardins porque fiz muitas tentativas e nenhuma imagem conseguiu reproduzir fielmente a magia que o jardim transmite. Para além das suculentas tem fósseis, cristais, pequenos ouriços e conchas do mar da Galiza que o meu irmão apanhou na praia. Fiquei muito satisfeita porque nunca tinha feito uma coisa deste género sozinha e descobri que é muito tranquilizante. Podia encher a casa com estes jardins. Acho que vou comprar toneladas de suculentas e tornar-me a cliente número um do meu irmão. Para além de que é uma óptima ideia para o Natal: espalhem o verde e não a tralha. Ainda por cima isto é mais barato que comprar coisas no chinês que tresandam a naftalina e a plástico reles.

ÉPOCA DA BIRRA OFICIALMENTE ABERTA

Espero que seja uma época curta.
Ontem tivemos uma briga séria (calma mas muito intensa). A punk Zola não quis a sopa e por isso trouxe-lhe logo o prato do segundo, que era um arroz de salmão maravilhoso. Decidi deixá-la sozinha para se concentrar melhor, porque de vez em quando prefere comer quando ninguém está a olhar, mas passados alguns minutos começou a chorar mais e mais alto. Quando cheguei ela tinha feito malabarismo com o prato e o arroz estava todo espalhado no chão. Eu mentalizei "hakuna matata" e saí da sala sem dizer nada, o que a fez gritar ainda mais. Limpei o estardalhaço todo enquanto ela chorava e no fim disse-lhe só (com o ar mais severo possível) "O jantar acabou. Não há fruta." E pronto, acabou assim a birra. Do dia. Hoje houve outra vez na creche, para comer um folhado de beterraba e maçã que eu tinha estado a cozinhar ontem até à uma da manhã. Aceitam-se dicas infalíveis.

4 de novembro de 2014

A PROPÓSITO DE SEMANAS QUE PICAM

Às vezes dou por mim, (secretamente) a desejar encontrar outros pais de filhos que não dormem de noite. Porque sei que só pessoas com o mesmo nível de privação de sono irão entender perfeitamente as minhas queixas e dormência mental. Sei disto porque antes de me ter acontecido a mim, se ouvisse alguém a dizer "aiiiii é tãaaaaao difícil, não consigo descansar" entrava-me por um ouvido e saia-me pelo outro. É a pura verdade, tenho que admitir.

3 de novembro de 2014

DESCULPAS ESFARRAPADAS




Tenho estado sem alento, é por isso que nem ouso fazer postas no blog. Este blog é um sítio com atitude, e nos últimos tempos o estado de espírito da autora não confere, ou seja não bate a bota com a perdigota. Acho que é da estação fria, que começa a dar ar da sua pouca graça. Nós ficamos mais pálidos, usamos roupas com mais borbotos, as nossas casas ficam mais cinzentas, os nossos pés mais gelados, os nossos músculos mais rígidos, o cesto da roupa está sempre cheio e a roupa nunca seca bem, enfim, é um rol de queixume que nunca mais acaba. E isso é chato. Mas é preciso contrariar, por isso faço um esforço para dar as boas vindas ao Outono e aceitar que os chuviscos já estão a bater ao de leve na janela. E para acompanhar ponho estas fotos do último fim de tarde que ainda cheirou a Verão-salmão (se bem que eu já estava a tiritar um bocadinho). Agora tenho que mentalizar castanhas assadas, pantufas em vez de havaianas, chás e ginjinhas em vez de sumos de frutas...essas coisas do frio.
Entretanto, hoje aconteceu uma coisa boa. Há uns dias a Leididi convidou-me para desenhar um header para o mega blog dela e finalmente saiu. Foi muito fixe porque é dos meus blogs favoritos.