31 de março de 2015

SHE'S A SUPER FREAK







Já não sei há quantos anos, provavelmente em 2006, há 9 anos, fui ver este filme ao cinema.
A minha mãe estava comigo, esteve em silêncio o filme todo e no fim disse-me "estás a ver, isto é para não pensares que é só A TUA família". Nunca mais me esqueci disto porque o Little Miss Sunshine é sobre uma família completamente disfuncional. No fundo acho que é sobre famílias reais, sobre não ter que seguir a manada, mas é muito mais que isso. É sobre ser ok ter uma barriga em forma de bola, ser ok tentar e falhar, ser ok não ter dinheiro nem sucesso, ser ok dançar de outra maneira. Hoje revi a película e desidratei de chorar a rir como se nunca a tivesse visto antes.  Há muitas partes inesquecíveis,  mas para mim o momento épico é quando a organizadora do concurso com ar incrédulo pergunta ao pai "What is your daughter doing?" e ele responde "She's kicking ass, that's what she's doing." É que é só isso que tem que ser feito.

Só uma nota final para preservar a dignidade da minha família: o registo pode ser às vezes estrambólico, mas não chega a este nível de intensidade =)



29 de março de 2015

FIM DE SEMANA EM SEGUNDOS + FAQ





Só as fotografias é que demoram dois segundos a tirar, e é porque são aldrabadas. Tudo o resto demora muito mais. Para ir directa ao assunto: reanimei um projecto em coma. 

Tudo recomeçou porque organizava o espaço de trabalho e ficava-me sempre um montinho de tecidos embrulhados numa prateleira a ganhar pó. Montinho esse que já tinha vindo da antiga casa. O início do projecto foi aqui: Agulhas a postosEm Fevereiro do ano passado. Mais aqui. E aqui. 

Nos links dá para ver que cortei o tecido e idealizei tudo para construir o vestido-quase-perfeito a custo-quase-zero, mas a história não chegou a acontecer. Há uma semana, quando voltei a agarrar na peça, rapidamente percebi que já não havia pica para o projecto começado, mas alguma coisa tinha que acontecer porque não ia atirar o tecido para o lixo e muito menos transformá-lo em panos de limpeza. O resultado é o que se vê nas fotos. 

O vestido aconteceu, mas não é para mim. A punk Zola saiu a ganhar (e eu ganhei experiência). Foi a primeira vez que fiz um vestido, claro que está cheio de erros e ainda lhe faltam as molas, mas passado um ano dou por concluído o projecto autodidacta e tenho vontade de melhorar as competências na área. O mais importante para mim é que não deixei o plano a meio, o que prova que estou a superar um defeito de carácter.

FAQ:

Então e o outro vestido, ainda mais giro que o primeiro?
Esse é obra da minha avó Linda, que continua a ser a super master do design de moda. Como é visível, nem a Coco Chanel, nem o Karl Lagerfeld lhe chegam aos calcanhares em matéria de acabamentos. Estive a observar bem e os pontos só se vêem à lupa, não sei como é que ela faz aquilo.

Quanto tempo demorou efectivamente esta brincadeira?
Sem contar com o ano 2014 inteirinho, demorou efectivamente 2 fins-de-semana.

Achas mesmo que compensa ou mais vale comprar feito na Zara?
Há duas respostas para esta questão: se dependesse do vestido que comecei-e-não-acabei para não andar nua na rua estava bem tramada e a resposta é não, não teria compensado. 
A outra resposta é sim, compensa, porque mesmo sabendo (que não gostavas, empenheeeei o meu anel - gozo, cheia de sono) que não está perfeito, no fim olhamos para a peça e pensamos DAMN, I´M GOOD supa dupa baby, consegui fazer aquilo sozinha! E só isso equivale a um diamante de 3 quilates para o ego. 

Estás a falar a sério?
Não, a sensação para o ego não é tão bombástica mas é boa o suficiente para continuar a fazer vestidos.


24 de março de 2015

EM ÚLTIMO NO RANKING DONA DE CASA

Anne Taintor

A lei de Murphy acontece quando em 360 dias do ano temos a casa mais ou menos organizada, e a vizinha rigorosa nos bate à porta precisamente num dos 5 dias em que temos o aparador da entrada soterrado em tralha. Depois ficamos ali à porta com o maior sorriso amarelo do universo, a dar desculpas esfarrapadas para a desarrumação e a tentar chamar a atenção para outras coisas.

Uns momentos antes a punk Zola apanhou-me distraída e assaltou-me a carteira. Quando cheguei à sala encontrei vários sapatos recheados com o conteúdo da mala: uns tinham batons e cartões dos transportes públicos, outros tinham lenços e chaves de casa, as pantufas tinham óculos de sol e outras porcarias quaisquer, enfim, havia combinações para todos os gostos. Só tive tempo de recolher tudo e fazer um monte em cima do aparador, que já tinha correspondência e uma taça de xarope de cenoura (fora o que lá está por defeito para efeitos decorativos, velas, jarrões com flores, etc, etc), portanto tudo concentrado num espaço de 1m por 35 cm. Foi passado pouco tempo que a vizinha bateu à porta e em 4 segundos formou uma opinião sobre o quão mimosa e aprimorada sou (entretanto já limpei tudo com óleo de cedro).



20 de março de 2015

E NO ENTANTO ELA MOVE-SE

Sem café, nada. Imagem daqui.

Hoje começa a Primavera, é dia de eclipse, as marés ficam mais altas, por isso de certeza que acontecem uma série de movimentos importantes no cosmos que afectam a lei natural das coisas no planeta azul.
Há muitas coisas que permanecem secretas na natureza e continuam sem explicação há milhares e milhares de anos. O porquê de alguns bebés não dormirem à noite é uma delas, e de certeza terá a sua relação com estes mistérios. A punk Zola já fez dois anos. Esta noite, entre as 2h e as 5h fomos ao quarto dela umas 4 ou 5 vezes. Sinceramente, pensei que já tínhamos ultrapassado este obstáculo, porque entre Janeiro e finais de Fevereiro começou a dormir noites inteiras (isto durou quase dois meses). Mas há uns 15 dias que voltou a ser quem era: uma autêntica sirene nocturna.
Tenho vindo a esticar a esperança, que é a última a desvanecer-se, que de um momento para o outro ela comece a dormir durante a noite, qual Cinderela encantada.

Já tive diferentes crenças. Primeira: quando passarem as cólicas isto muda, segunda: quando for para a creche isto muda, terceira: quando começar a beber biberão de leite isto muda, quarta: quando começar a andar  talvez isto mude, quinta: quando for para o quarto dela de certeza que muda, sexta: quando fizer dois anos não há hipótese, tem que mudar. E agora? Dois anos e afinal não mudou... talvez esteja na hora de apelar a outros deuses, de acender outras velas, sei lá.

As estratégias que testámos são muitas, nem vale a pena enumerar de tão chato que isto é, mas desde livros com dicas, a terapeutas, passando pela sabedoria popular e alguma criatividade, não há teorias não experimentadas nesta casa.

Enquanto isso eu vou fazendo coisas tão descabidas como arrumar loiça suja nos armários ou esquecer-me das chaves dentro de casa. Até já caí a levantar-me da cadeira, estatelei-me no chão, sem razão. As minhas defesas ficam tão em baixo de forma que apanho todo o tipo de alergias, eczemas, gripes, constipações, febres e agora também enxaquecas. A minha tolerância para as contrariedades decaíu uns 87% e o índice de irritação inflacionou a par do preço do crude. Ou seja, há dias em que estou de rastos porque não durmo, nem sei como é que consigo escrever textos tão compridos. As minhas amigas dizem que não sabem como é que aguentamos. A resposta é não aguentamos, ficamos cansados, temos que ceder, alterar a rotina, fazer sestas.

Apesar de tudo isto ela move-se. Não sei como, porque também não dorme. Acorda de manhã para ir para a escola, depois de uns minutos de ritual punk-birrento fica bem disposta, faz as actividades todas na creche, ainda se exercita no parque ao fim do dia, raramente fica doente, é incrível mas real, há ali energia. Se isto não é um mistério do cosmos, não sei o que é.
Filha, toda a fé flutuante que possa existir no cosmos, eu tenho-a em ti. Vais dormir, ai vais-vais.

19 de março de 2015

NO MÁXIMO


Esta é uma das minhas novas bandas preferidas. Apesar do desgosto que me dá o baterista de tocar sempre em cuecas, mas vá, eu consigo lidar com isso. É que isto põe-me um sorriso na cara, dá-me vontade de deixar o computador a trabalhar sozinho e começar a dançar no atelier, de tão bom que é. Preciso de um concerto urgentemente.

OS NOSSOS PAIS


Pai, esta foto é para ti. Sei que também a tens, mas hoje era o dia de sair do álbum de família. Já escrevi e apaguei o texto muitas vezes porque sei que gostas de discrição digital, por isso vou deixar a legenda do teu lado. Beijinhos e feliz dia, todos os dias.


VER / QUERER


Vi esta bracelete, uma Gum for Arm da Chewing Gum e fiquei a achar que devia ser minha. Não dá jeito para pegar miúdos ao colo a toda a hora, é um facto (tenho que pensar nisso tudo), mas pelo menos posso usá-la nas horas em que a punk Zola está na escola. Tem tudo a ver comigo, que adoro quinquilharias e toda a espécie de metais para adornar a pele. Não me importava que esta me fizesse uma marca de sol no Verão =).

18 de março de 2015

INFERNO GOURMET


Hoje ao almoço fiz a sugestão da revista Umbigo: ovos no forno com espinafres e cogumelos. Estava sem tempo, cheia de trabalho, aquilo apareceu no meu feed de Facebook, pareceu-me rápido, fácil e com boa pinta - era mesmo isso. A receita original está mais organizada na travessa, esta ficou mais Mexicola Girl way, e ainda troquei alguns ingredientes (não sou capaz de seguir receitas direitinhas): por razões de força maior substitui o queijo mozzarela por parmesão e ainda juntei à receita sementes de sésamo. Que dizer disto? Ficou bom, é saudável e fácil de fazer. Usei ovos caseiros e apeteceu-me acompanhar com batatas-fritas, mas não aconteceu XXX!


17 de março de 2015

DIFERENTES PASSOS DA LEITURA DE UM BLOG


Estes desenhos intrincados são daqui Alexander Aksinin

Às vezes penso sobre esta coisa de ter um blog, de escrever para aqui o que nos apetece.
Depois imaginar que alguém lê, pessoas que não nos conhecem (e provavelmente nunca vão conhecer).
Depois imaginar que essas pessoas imaginam quem somos. E não acertam. Ou fazem uma ideia totalmente errada.
Essas pessoas nunca chegarão a saber coisas reais de quem está atrás da cortina. Por exemplo aqui... não sabem que tenho uma pancada por blogues da África do Sul. Ou que nunca como o queijo que sai para fora do limite da torrada (agora já sabem). Essas coisas muito nossas.
É o quem é quem dos blogs.
A seguir inverte-se o jogo: quem escreve pergunta-se quem será o visitante. Quem vem aqui e comenta, ou quem vem aqui, lê em silêncio e vai embora (este blog está a leste, aqui nem se contam visitantes. Mais difícil ainda.)

Depois penso nos momentos em que leio outros blogs, em que traço um perfil da pessoa que está a escrever. Mas racionalizo demasiado e começo a pensar que o autor não é o que mostra. É outra personagem completamente diferente. Só para se divertir. Na verdade as pessoas podem ser mesmo o que mostram. Eu não consigo fingir, mas consigo escolher o que mostro. Todas as opções são válidas. A nossa interpretação é que varia (ou se avaria da realidade).

A internet é complexa. Ou se calhar não, é muita simples. Toc, toc, toc, está aí alguém?

ACHEI, GOSTEI | O POST DOS DIAS CINZENTOS

Tinha aqui um post preparado para animar dias cinzentos. Et voilá! Chegou esse dia. Às vezes, enquanto navego pela internet vou coleccionando coisas que poderiam ter passaporte para entrar na minha colecção privada, coisas que poderiam transformar a Primavera numa estação ainda melhor, essas coisas que enchem os dois olhos. Não vale a pena trocar os vestidos e as botas todas, com os acessórios já ficava satisfeita, mas tinham que ser coisas assim:



Lenços da Scarf Shop (a América é aqui mesmo ao lado, por isso é fácil) (via SFGirlbay)




Anéis da AgJc, poderiam vir de Paris


Esta mala da Noise Goods que encontrei na Eu, mãe (mas não seria para usar como saco de fraldas)




 E estas peças ao estilo Helena de Tróia da Betsy & Iya.
Agora vou trabalhar para poder pôr isto no carrinho.


16 de março de 2015

CHÁ NO ZOO






Ainda não fomos ao Jardim Zoológico, mas como é dia de festa vieram os animais cá a casa, beber um chá de limão (e não um café, como ela teria preferido). A punk Zola soma dois anos e segue com a rebeldia que lhe é característica. Não é uma rebeldia muito espampanante, chamar-lhe-ia até subtil, é uma coisa muito cá de casa.
Por exemplo, este chá até estava a acontecer de uma forma muito tranquila, mas de repente deu ao tigre uma fúria súbita, o animal tresloucado subiu para a mesa, atirou com o bule, chávenas e pires a voar, e espantou todos os outros animais, que ficaram de pernas para o ar. É assim que me deixas a mim, de pernas para o ar. E são só dois anos. Parabéns miúda-bebé! (Bem, vou fazer bolos.)

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Não há fotos dos bolos. Correram bastante mal, principalmente o da escola, que era uma receita sem ovos (há meninos alérgicos), e ficou parecido com a sola de uma bota da I Guerra. Só não me senti pior porque era por uma boa causa...enfim.


14 de março de 2015

PLANTAR NA WEB


Plantei uma árvore com um clic e registei-a com o nome da punk Zola. Agora a Quercus e os CTT hão-de enviar uma fotografia do rebento durante 5 anos. Não sei se a campanha ainda está activa mas é uma boa ideia! Obrigada Maria!


13 de março de 2015

10 de março de 2015

MAIS FRESCA QUE A SARDINHA DA COSTA







Ainda a saltitar no quiosque, as mais frescas são para quem chegar primeiro. 

Fora de brincadeiras: a caneta com que desenho risca quilómetros para chegar até aqui, às vezes chega a deitar fumo. Cheira a gasolina no ar do atelier e desta vez até um bocado de terra da capa me veio parar ao teclado. Mas chegámos ao destino, sem correntes partidas, nem pneus furados, nem problemas mecânicos. Está gira que dói.

DIGA-ME QUE CHOCOLATE COME E DIR-LHE-EI QUEM É

Encontrada no Tumblr, mas já não sei onde

A. -  Sabes, há umas bolas de chocolate que gosto muito de comer.

M. - Ah, sim?

A. - Sim, têm amendoins por dentro.

M. - Pequeninas?

A. - Sim.

M. - M&M's?

A. - Não, não é esse o nome.

M. - Então?... Mas são às cores?

A. - Nãaaao! São de chocolate.

M. - Maltesers?

A. - Não!

M. - Com amendoins por dentro só podem ser Conguitos.

A. - Não, não. Não é esse o nome...Os teus primos andam sempre com isso.

M. - Os meus primos?.... Bombocas?

A. - (já irritado) Não! Por dentro são amendoins e há muita propaganda disso na televisão. Só que agora não me lembro do nome. São deste tamanho (e exemplifica o tamanho com os dedos, muito maior que um M&M. Mistério.)

M. -Não estou a ver. Vêm em saco ou numa caixa.

A. - Numa caixa! E há moreias muito grandes disso no supermercado.

M. -Ah, já sei! São os bombons da Garoto, aqueles brasileiros, que têm creme de amendoim por dentro.

A. - (agora está irritado e ri-se de impaciência) Não. Têm pedaços de amendoim que até se prendem nos dentes.

M. - Há montanhas no supermercado?

A. - Sim, onde eu vou há muito. E aquilo tem um sabor muita bom.

M. - No Natal há muito?

A. - Siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim (tipo criança).

M. - Huuum, com propaganda e com montanhas no supermercado só pode ser Ferrero Rocher!

A. - É issooooooo!


Quando o A. é nosso avô, temos que ter um doutoramento na indústria do snack.

(Este post é dedicado ao meu avô, que é tipo o avô da Heidi que vive sozinho na montanha.
Quando estamos juntos falamos das carreiras, da visita dele a Fátima quando os sinos gigantes da catedral ainda estavam no chão, das idas em criança à Nazaré (a cavalo) em que ao longe confundiu os barcos no mar com ovelhas a pastar, dos sulfíticos do vinho, do percurso antigo do comboio, dos pinhais, dos tipos de pássaros que havia (os miotos, os verdilhões que já não se vêem e os bico lacre que voltaram agora a andar por aí), dos gatos, da ida a Londres, das uvas morangueiras muita boas para fazer vinho, da maneira como a mãe dele mandava o almoço por um cesto preso a uma cordel para ele não ter que se levantar do sítio onde brincava, de como os garotos pegaram fogo ao carvalho grande, do pau de festa do pai, do dia em que a minha mãe miúda foi bater  com o tractor num poste de pedra que sustentava um barracão e teve muita sorte, das nascentes, dos javalis que atacaram o milharal e deixaram tudo destruído, da viagem à Polónia e da visita aos campos, dos produtos que põe nas batatas...... e pensar que era um homem calado. Agora até falamos de chocolates.)
Conta mais de 80 esta terça-feira. Parabéns avô!


9 de março de 2015

SOBRE ONTEM

Ilustração de Agustina Guerrero

Deste lado nunca há celebrações especiais, mas compreendo que as haja. Até à igualdade há um longo caminho a percorrer. Há em Portugal (e no mundo) mulheres que morrem vítimas de violência doméstica (entre outras coisas bárbaras), e enquanto isso acontecer haverá longos caminhos a percorrer, mas o primeiro passo para a grande mudança começa dentro das nossas cabeças, na forma de pensar das próprias mulheres. Pode ser uma re(vira)volta pacífica.


8 de março de 2015

BLOSSOM PRUNUS!




Prunus Pissardii, és espantoso, Primavera és espantosa! Estava carregadinho de abelhas, no meio da folhagem o som era bem curioso, uma nave orgânica prestes a levantar voo.

7 de março de 2015

MANHÃ NO CASAL




Viemos procurar gatos. O campo aqui é infinito e há casas desabitadas, boas para a caça ao tesouro.

4 de março de 2015

CONVERSAS CANSADAS

À 1h da manhã
Onde é que puseste a lata de leite que tinha um restinho de leite em pó?, Está aí., Nunca se deitam fora os restinhos de leite em pó., Ah sim? É uma regra que tens agora?, Sim. Pelo menos enquanto o leite em pó for ao preço da cocaína.
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Não podes falar para mim enquanto conto as colheres de coca para o leite da miúda. Já me enganei.

(ri-me e depois pensei que a PJ me podia vir buscar a casa só por ter um pensamento assim, quanto mais dizê-lo a brincar. Eu não sei o preço da cocaína, mas pelo menos o aspecto do leite em pó é parecido com o que vemos nos filmes. Mais próxima da loucura, eu sei.)




Hoje a minha avó faz anos outra vez. Ainda bem.


3 de março de 2015

5 COISAS QUE FARIA JÁ, SE TIVESSE CONTAS OFFSHORE


Ia ao Holi na Índia celebrar a Primavera, e depois aproveitava a viagem para procurar a minha folha Nadi e ficava por lá um mês a viajar de comboio ao melhor estilo The Darjeeling Limited.


Como não teria que trabalhar para estar sempre a pagar impostos, taxas e multas, podia ingressar numa escola superior de dança e ficar a dançar muitas horas por dia sem ter que me preocupar com pilhas de roupa para passar a ferro.


Poderia finalmente ir a Aitutaki, uma das ilhas Cook, que vi uma vez num desses programas do Travel e apontei logo o nome no telemóvel para nunca mais me esquecer. Provavelmente há aqui tubarões mas o mar é tão transparente que seria fácil detectá-los a 1km de distância e ainda dava tempo para sair da água nas calmas.


Tirava um curso de ilustração e punha-me a produzir em série e a organizar exposições que a partir de certa hora se transformavam em festas para os amigos com concertos no fim.


Realizava um filme em Bollywood (parecido com o videoclip de cima, em que os dançarinos dançam em Lisboa com camisolas do galo de Barcelos e também com o equipamento do Benfica), porque acho que eles têm a maneira de dançar mais divertida de sempre e fazer isto deve ser um dos melhores trabalhos do mundo. De certeza que me ia rir às gargalhadas e no fim ia sair de lá a dançar tão bem como eles. Aposto que não estão deprimidos, não têm dores nas costas nem rugas de sobrolho franzido. 
Só tenho pena de não ter o canal Bollywood em casa, se calhar essa era a sexta coisa, assinar o canal Bollywood.


(as ideias para juntar aqui continuam a saltitar na minha cabeça, devia ser to be continued)