28 de abril de 2015

TILL I GET MY MY WAY


Estou a precisar muito de ir ver um concerto bom. De uma banda que eu goste. Os Black Keys não podem ser porque estamos de relações cortadas, mas podem ser os Black Pistol Fire, o Jack White, ou os Alabama Shake, ou não sei, os Pixies, os Queens of the Stone Age. Them Crooked Vulture, qualquer coisa assim. Até pode ser num festival de Verão, não me importo.

A VER O LAGO


Se esta não é a miúda mais encantadora do cosmos, então não sei nada desta vida.

27 de abril de 2015

QUASE EXPERT




Estou a treinar a minha caligrafia todos os dias. Só uma ou duas frases pequenas para ensinar a mão. Já estive mais longe. Essa vai ser a próxima frase "já estive mais longe". 
Estas são dedicadas a quem me ofereceu as canetas, que está agora no meio das tempestades de pó do deserto. Oxalá chegues inteiro e rápido.

25 de abril de 2015

BEM TE DISSE ♥

Lx Factory

Não tive o cuidado de ver a assinatura deste mural, mas acho lindo, encantador. Aparecem mais e mais desenhos ao nível deste pelas paredes de Lisboa fora, e cada vez que me cruzo com um penso "ora aqui está uma parede bem aproveitada". Viva a arte livre.


OLD WORLD COOL





















A revista de motos Iron and Air publicou no nº 19 um artigo sobre a cena motociclista em Lisboa e Porto. Vai daí que as fotos justificam a compra do exemplar. O trabalho é da autoria da dupla sul africana Desmond & Antonia (fotos e texto) e está cheio de pormenores portugueses que não podiam ser mais genuínos. Adoro a moto com o capacete prateado no guiador que diz bigode e sardinha. Mais fotos aqui.

23 de abril de 2015

TREINAR TREMER ESCREVER




Novo desafio! Este aniversário recebi três canetas novas muito especiais. Gosto muito de caligrafia espectacular mas cada vez escrevo menos à mão. Em breve as canetas serão raras. A minha caligrafia que até era característica foi ficando cada vez pior, mais riscada, preguiçosa e difícil de ler. Para escrever à mão com uma letra bonita é preciso tempo, e esse sim é um bem escasso, por isso acho que  o mais natural é a caligrafia tornar-se uma forma de arte mais e mais adorada, porque vão ser poucos a dominar com mestria uma ferramenta tão simples como uma caneta.

Na fotografia está o meu primeiro abecedário, como se tivesse voltado à escola primária e aos cadernos de duas linhas. Pela tremedeira está visto que tenho muitas horas de treino pela frente, porque aquilo está longe de lindo, mas a ideia é aproveitar cada recado, cada morada num envelope, cada formulário das finanças, cada apontamento num post-it para praticar. Até acabar a tinta e me transformar numa expert.


22 de abril de 2015

ESTIVE OCUPADA A FAZER 34


E estava determinada a fazer um grandioso, inesquecível post de aniversário, a contar o que tinha descoberto em 34 anos, mas depois li o post dos 33 e perdi a coragem toda. Acho que o lema dos 34 é manter a coisa simples e genuína (não que o post dos 33 não seja genuíno, é, continuo a acreditar naquelas coisas, este ano só acrescento mais coisas).

Há duas ou três coisas novas que descobri, mas não têm importância absolutamente nenhuma:
uma é que mais vale lavar o biberão da miúda antecipadamente do que lavá-lo em cima da hora, outra é que quanto mais cremes ponho mais rugas aparecem, outra ainda é que as mães até podem gostar muito de unhas envernizadas, mas com bebés no pedaço tê-las cortadas já é uma sorte e para acabar, quanto mais leio, mais ignorante me sinto.

Nesta foto estou eu, num Verão qualquer da década de 80 com um vestido feito pela minha avó. Pelo sorriso devia ter acabado de comer um enorme corneto de morango, ou uma bolacha de baunilha com creme. A única preocupação que tinha era a que horas ia comer outro corneto ou quando é que ia apanhar amoras. E era tão bom.

Não me passava pela cabeça como as coisas iriam ser, o que iria fazer quando fosse grande, onde iria viver. Não me passava pela cabeça que se perdem amigos pelo caminho e que isso custa, mas que nos levantamos e seguimos em frente, que há grandes alegrias, que se conhecem mais amigos, que há grandes decepções, que há mudanças, pessoas que chegam e partem, viagens inesperadas, conquistas, derrotas, pó no ar... No processo ficamos todos arranhados mas continuamos porque os sonhos comandam a vida.

Agora a única preocupação não é a que horas vou comer um corneto, é só ser feliz e fazer 10 ou 20 coisas importantes antes de me esfumar do planeta Terra.
Essas 10 ou 20 coisas incluem o que é básico:
> ver a minha filha crescer forte e saudável que nem um embondeiro
> estar com quem gosto
> conhecer mais alguns países
> ler mais alguns livros
> pintar mais alguns quadros
> ver mais alguns concertos de bandas maravilhosas
> ir à Índia procurar a minha folha Nadi
> todas essas coisas enfadonhas e simples, mas que eu preciso

Se eu morresse hoje, agora, neste preciso momento, poderia dizer-se que fui feliz? Sim, sem dúvida alguma muito feliz, mas isso não pode acontecer. Porque eu tenho muita coisa para fazer ainda. Uma delas é pensar como vou aproveitar o tempo por aqui, e tenho que ser rápida porque se não não consigo fazer tudo o que está nos planos e desperdiçam-se dias preciosos.
Um grande bem haja a mim própria. =) (a isto chama-se ter uma grande lata)


16 de abril de 2015

FALTAVA O VÍDEO


Já tinha falado do tema aqui, mas este ano até há teaser. 
Os rapazes estão empenhados =)

WORK IN PROGRESS


Já há uns tempos que ando a querer muito fazer isto: uma imagem gráfica para mim própria. Não para a Mexicola Girl, uma identidade para mim. Já tinha feito uma pesquisa para me inspirar, já tinha começado a desenhar com a caneta, mas parei. Aconteceu uma coisa completamente inesperada: nunca um logotipo se me tinha afigurado tão difícil. Tudo parecia errado, imperfeito e desequilibrado.  
Na altura pensei que pelo andar da carruagem nem em 2017 teria logo por isso desisti temporariamente. 

Hoje pus a banda sonora do momento a tocar e começaram a sair novas imagens e manchas e finalmente a coisa começou a tornar-se mais real - vejo alguma luz no fundo do túnel. A imagem acima é o aspecto do meu ambiente de trabalho quando estou a desenvolver algum projecto: caaaos total! 
E eis que quando uma pessoa está mesmo, mesmo inspirada, chega a hora de ir buscar a punk Zola à escola. Será que acontece só comigo? Se algum dia conseguir terminar este projecto com êxito, publico aqui. Hasta mañana!

15 de abril de 2015

Via Merde Petit Maitre

Agora em vez de ir trabalhar apetecia-me calçar as rodas e patinar duas horas a ouvir música, com o ventinho a bater na cara. 

14 de abril de 2015

VERÃO, JÁ PODES VIR




Chegaram os pedidos especiais que fiz à minha avó. A sensação é melhor do que receber no correio uma encomenda que fizemos na internet. Ela ainda me surpreende mas desconfio que isto vai acontecer para sempre. Eu devia era ser mais esperta e aprender todos os segredos de costura que ela sabe, mas a rotina atropela-me, passa-me a ferro sem dó, por isso já me sinto afortunada quando consigo sentar-me à mesa com a minha querida avó a beber café e a comer uma fatia de pão de ló (mas o tema não é este). 
Temos tudo pronto para o Verão chegar. Tudo é o quê? Vestidos e creme factor 50, de resto somos auto-suficientes não precisamos de mais nada para viver o Verão.


12 de abril de 2015

ILUSTRAÇÃO DE ÚLTIMA HORA




(aqui está o video do ano passado, quando fiquei com vontade de surfar e conduzir motos ao mesmo tempo)

O Twins & Fins está aí outra vez, no fim de Maio acontece a segunda edição de surf revival e motorcycle coolness em Ribeira d'Ilhas. Este ano tive mais tempo para desenvolver a imagem do evento e estou contente com o resultado. Nos últimos meses tenho vindo a descobrir como é recompensador ilustrar, fazer design gráfico e misturar tudo. No dia 30 e 31 devo ir lá, à Ericeira. Para quem gosta de surf e motos acho que é um fim-de-semana bem passado, qualquer das formas, mesmo que não apeteça levantar o esqueleto do sofá eu depois venho para aqui dar com a língua nos dentes e dizer como foi muita cool e que deviam ter ido, etc. etc.


8 de abril de 2015

À PROCURA DE TATUADOR(A)?






  


Eu não estou. O meu corpo pequeno tem uma área muito reduzida de pele para tatuar e com duas tatuagens grandes fiquei com o espaço ocupado. Decidi parar de fazer tatuagens por agora. Não sei se alguma vez esta decisão vai mudar, mas continuo a gostar de tatuagens. 

E eis que há uns tempos choquei de frente com a página da Nouvelle Rita e fiquei encantada com o trabalho dela, e com a forma como ela soube não só reinventar os desenhos clássicos da tatuagem, como aparecer com ilustrações novas e diferentes. Por isso este link vai ficar aqui guardado, se algum dia desactivar o bloqueio já sei onde ir....se calhar uma raposa daquelas até me ficava bem... 

7 de abril de 2015

MENINAS KICKING ASS








Há cerca de um ano li um artigo brasileiro sobre a forma como a sociedade se comporta para com as meninas, as miúdas. O artigo encorajava quem o lia a parar de tratar as meninas como se elas fossem apenas lindas. Substituir o habitual "Olá boneca, hoje estás maravilhosa nesse vestido amarelo", ou "que belas trancinhas", com perguntas sobre que livros ela gosta, ou o que a interessa, ou reparar como ela é inteligente, era uma das estratégias apresentadas. Atitudes que mudassem o eterno paradigma meninas-princesas-lindas-bailarinas Vs meninos-cavaleiros-futebolistas-cientistas-escritores-bombeiros-médicos-o-que-quiseres-ser. Este artigo na altura deixou-me a pensar que este comportamento já está tão enraizado que uma pessoa nem se apercebe que o faz. Isso. Formatar meninas para serem apenas lindas.

Também há cerca de (não sei a quantas ando), talvez um ano, vi o vídeo Like a Girl, em que se pede a pessoas (rapazes e raparigas) que façam acções como uma menina. Corram, atirem, lutem. O resultado é sempre o mesmo: movimentos de uma ave encandeada por um holofote ou algo assim. Na cabeça das pessoas, até das próprias mulheres, correr como uma menina é correr à pato. Mas quando pedem às meninas (mesmo meninas pequenas) para correr como uma menina, elas correm à séria e mostram que correr como uma menina é correr o melhor e mais rápido que conseguem.

Hoje, através da Mama Miss, encontrei esta série de fotos geniais da fotógrafa Kate T. Parker que se chama "Strong is the New Pretty", que mostra o lado escondido das meninas: afinal elas são fortes mesmo quando ninguém suspeita. E gostei muito. Achei que se está a formar uma corrente de pensamento que vai contra outras crenças velhas e cheias de bolor, que fazem acreditar que as meninas são frágeis, cor de rosa e gostam de cozinhar queques. Com base nas quais se educam, sem alternativa, as meninas.

Finalmente começa-se a pensar de outra maneira, mais de acordo com aquilo em que acredito. Mais parecido com a forma que gostaria de educar a minha bebé. Não quero forçar um "tu não és cor-de-rosa", quero antes defender um "tu és como quiseres (desde que não desrespeites ninguém)". Porque elas podem escolher ser quem querem, ou ser naturalmente como são, e isso inclui os queques, mas também inclui coisas que antes lhes estariam vedadas à partida.

Força miúdas, se caírem levantem-se e sacudam o pó.