24 de novembro de 2015

ÉVORA, QUE SEJA AGORA








"Nunca fui a Évora, que seja agora!" E já está! Évora simplesmente não podia continuar a faltar. 
Dias de Verão no Inverno, cromeleques e menires, muralhas, ruas imaginárias, festival de rock psicadélico, Monsaraz à luz das estrelas e cheiro a camarinhas. Isto é uma escapada que tem muito mais charme do que a ida a algumas cidade europeias, mais cinzentas, menos acolhedoras e sem aquela luz quentinha. Tirando aquela parte, (a parte burocrática), este país é de se viver nele.


23 de novembro de 2015

ESPÉCIE DE KIT PARA PAIS QUE NÃO DORMEM


A noite passada já sabia que não íamos dormir bem. Foi uma espécie de pressentimento, daqueles que nos dão na barriga ou na garganta ou até no dedo mindinho. Mas sem angústias. Afinal já estamos habituados a estas andanças, é só uma questão de aceitação: só mais uma noite, tudo passa.

Como me fui deitar com este pensamento decidi deixar tudo preparado. Temos que ser práticos e afinal o frio chegou pra valer. Para pais que descansam pouco, andar acordado pela noite traz constipações em três tempos. Preparei-me muito bem, como se fosse acampar na cordilheira dos Andes.

Era uma espécie de kit. Pijama polar: check, dois pares de meias (um de lã): check, pantufas de pêlo de ovelha: check, colchão tripartido: check, almofada suplente: check, edredão extra: check. Estava tudo. E fui para a minha cama. Às duas da manhã, o sinal. Esperei pela repetição e fui. Pensei para os meus botões, "para evitar o circuito quarto-dela-meu-quarto mais vale ficar logo lá". Montei o acampamento, muito confiante de ser a super mãe, achando que a minha presença no quarto do inimigo ia ser suficiente. E deitei-me no colchão com as pantufas calçadas, debaixo do edredão. Mas ela decidiu confirmar que eu estava no quarto de 2 em 2 minutos. Como uma sentinela profissional.

Vezes que disse mamã: 896
Vezes que eu disse "hum": 896

Vezes que pediu água e me obrigou a levantar do colchão: 2
Vezes que atirou a chucha para fora do berço para eu apanhar: 3

Vezes que lhe passei um raspanete: 1
Vezes que chamou o pai porque a minha companhia não era boa: 4
Vezes que me fui sentar numa cadeirinha ao frio, ao lado do berço, e ela me prometeu dormir:1

O que eu pensei depois destas cerca de...não sei se foram 3 ou 4 horas: "se calhar para a próxima é melhor trazer um gorro, uma lanterna e um pacote de bolachas."

E foi só isto. Tinha que partilhar com alguém.
Acho que esta técnica é mesmo boa, esta noite não resultou, não sei porquê, mas muitas vezes isto é o que nos salva de estar horas acordados ao luar. Tenho muito sono, mas estou a fazer tudo para ter um dia normal. Boa segunda =) E ânimo, muito ânimo!

ESTEFÂNIA QUE VIROU ESTRELA



Esta é a Estrela, a nova habitante cá de casa. Vi-a à venda nas redes sociais e decidi logo acolhê-la. É feita manualmente e tem este ar de bebé rockabilly, impossível não cair de amores por ela. Estava para chamar-se Estefânia mas a minha mãe baptizou-a antes de Estrela, e de prenda de Natal para a punk Zola rapidamente passou a prenda do momento, porque não deu para esperar. 
A Estrela nasceu na Batalha, e é feita e vendida pela associação Arte sem fim (da marca norueguesa Tilda, de arts & crafts). Tem 30cm, e a roupa dá para trocar, ou seja para quem tem jeito para confeccionar roupinhas de bonecas, pode ser um belo passatempo. É encantadora.


15 de novembro de 2015

NÓS SOMOS PELA LIBERDADE


Esta é a forma como costumo ilustrar a punk Zola. Sai sempre igual. Hoje desenhei-a numa homenagem à liberdade. Ela adora tocar guitarra, xilofone, maracas.
No dia 13 à noite fiquei muda, e pensei que não iria conseguir sequer manifestar-me em relação aos ataques sofridos na Europa. Mas afinal consegui, através de uma caneta. Porque neste blog somos pela liberdade. Liberdade para escrever, desenhar, fotografar, tocar música, sonhar, expressar opiniões. E não queremos que ninguém nos roube isso. Nem agora, nem nunca. Fiquei congelada quando vi o que tinha acontecido dentro do Bataclan. Quem lê este blog sabe que cá por casa respiramos música, gostamos dos Eagles of Death Metal, e estar na plateia do concerto deles seria (ou será) uma coisa perfeitamente normal.

Música é uma forma de diversão tão inocente, que ouvir dizer que as pessoas foram assassinadas por estarem num "local de perversidade" me deixou com uma úlcera gástrica. Perverso é chacinar os outros. Em Paris, em Beirute, no Congo ou na Nigéria. Em qualquer parte do mundo. Choca mais por ser dois quarteirões acima do nosso país, mas no lado oposto do mundo é igualmente injusto e cruel.

Muita tinta correrá sobre os atentados em Paris, muitas opiniões de destaque, mas neste cantinho pequeno não quis deixar de gritar a palavra LIBERDADE!
Nem calculo o quão difícil possa ser, mas espero que os sobreviventes dos atentados consigam limpar os destroços e tenham a coragem de se levantar. Coragem de beber café na esplanada e coragem de ir a concertos de rock. Porque ser livre é a essência do ocidente.

Post Scriptum/fiem-se em mim. A televisão acertou no facto de que os Eagles of Death Metal são uma banda americana que estava a tocar no Bataclan na altura dos atentados, a restante informação, infelizmente, tende a acertar ao lado.

São uma banda de garage rock, com algumas músicas que eu adoro dançar, neste momento com concerto marcado para Lisboa (esgotado). O vocalista é o Jesse Hughes, que tem uma forma de dançar extravagante e divertida, a condizer com o som que toca. Outro membro da banda é o Josh Homme, vocalista e guitarrista dos Queens of the Stone Age, fundador de outro projecto musical muito giro chamado Desert Sessions e também membro dos Them Crooked Vultures. Para além da música propriamente dita, isto é o pouco que sei e está longe do que a TV diz.

Não são uma banda satânica nem de death metal, não são uma banda de heavy metal que toca versões dos Eagles, e a tradução do nome não é Anjos da Morte. (Quanto a mim o nome da banda é bimbo, mas já percebi que é de propósito porque eles são uns gozões). Aconselho o pessoal a ouvir um ou outro tema antes de passar informação estrambólica.

Post Scriptum /oh não! A banda cancelou o concerto cá...bolas. Tinha bilhete. Snif, snif.

13 de novembro de 2015

DIREITOS À SEXTA





Foi dia de trabalho, mas tive direito a:

  • dar um passeio na minha bicicleta de infância, restaurada pelo meu pai (buzina e sorriso de orelha a orelha), acompanhada pelo triciclo da punk Zola
  • ver as folhas amarelas do ginkgo biloba
  • comer duas fatias do bolo típico do dia do bolinho, acabado de fazer. 
Direitos básicos de sexta-feira, que toda a gente devia ter. Bom fim-de-semana!

10 de novembro de 2015

MUITA FOME? HORA DE ALMOÇO!


O blog está ao abandono, mas fiz hambúrgueres vegetarianos e essas coisas da vida real levam o seu tempo =). (A verdade é que o trabalho me tem ocupado as horas todas.)
Este post não é uma provocação (depois das notícias sobre doenças vs carne é fácil pensar isso) é só para verem como ficaram queridos estes petiscos. Eu respeito todas as opções alimentares ,nada de coisas freaks, claro, mas cada um sabe de si.

A receita foi muito inventada, mas para quem quiser experimentar algumas alternativas vegetarianas para fugir à carne e ao peixe de tempos a tempos, não há como hambúrgueres vegetarianos com ovos estrelados e batatas fritas, ou mesmo salsichas vegetarianas na chapa (estas últimas de certeza nada saudáveis, mas relativamente boas). Parece-me que fazer pratos similares aos da nossa dieta habitual, substituindo a parte da carne e do peixe por legumes é a abordagem mais fácil para começar, e mesmo assim pode demorar alguns meses a tirar a carne por completo (se for esse o objectivo). Eu não como carne há 16 anos, demorei um ano e meio, fui tirando aos poucos, mas como algum peixe até hoje, não sou uma verdadeira vegetariana.

O método foi muito fácil porque nunca apreciei verdadeiramente os bifes, as fritadas, o rolo de carne, as morcelas, o cozido, a feijoada, o borrego, enfim, nada. Era uma chata e ficava horas à mesa a mastigar sem engolir a comida. Preferia sempre só o arroz ou só o ovo (também não apreciava vegetais, confesso).

Estes hambúrgueres foram feitos com uma base de salada-russa (zero glamour, mas o resultado é que conta):  batata, cenoura, milho e ervilhas e em cima queijo cheddar gratinado. O tempero dita o resto: mais pimenta, menos cominhos, mais queijo ralado, menos oregãos, o sucesso depende da mestria nessa área. Lembro-me de as minhas primeiras tentativas vegetarianas serem um verdadeiro flop e acho que um terror para os meus colegas de casa na faculdade, agora já afinei o método. Para ligar é preciso 1 ovo e de resto a internet está cheia de dicas para os aventureiros.

Estas dietas são maravilhosas para passar mais tempo na cozinha (risinho nervoso), e a verdade é que até já temos um rádio nessa divisão da casa, por lá passarmos tanto tempo. Mas segundo a filosofia do Dude (dudeismo, com base no filme The Great Lebowski, que eu tento seguir religiosamente) o segredo é mesmo transformar a limpeza e a culinária em formas de meditação. Bom almoço fellows! =) (embora Manel, vamos almoçar que hoje fazes anos).


2 de novembro de 2015

PACK MUSICAL PRECISA-SE


Bilhete para concerto dos Black Angels + t-shirt groupie + CD's (vários)

(se for em Austin preciso do bilhete de avião e estadia) 
É só isto. É uma conta simples até. =)

IDEIAS PARA AUMENTAR A BIBLIOTECA à SEGUNDA-FEIRA

Penso que esta é a capa da edição em português, mas não tenho a certeza =)


Adoro este livro. Acho que terei que o comprar. O Livro (de actividades) Para Massajar a Imaginação (da Catarina Gomes) ganhou o prémio Art Books Wanted, e pelo que já vi foi mesmo merecido.

Este é um livro para adultos que me parece uma excelente aquisição para quem quer começar a ilustrar e/ou para quem tem interesse em fazer uma auto-análise, ou precisa de se conhecer melhor. Penso que este exercício (uma viagem pelo interior de nós mesmos) pode ajudar a perceber muitas coisas na vida e mesmo nas nossas relações com os outros.
Ainda por cima através da arte, que é um bónus espectacular.
Massaja a imaginação: outro bónus.
Muito mais giro que os livros de pintar para adultos e tuga: bónus, bónus.

Ainda não o folheei, mas parecem ser uma série de exercícios para completar no próprio livro, ilustrando e escrevendo. É um misto de ir ao psicólogo e voltar a ser criança. Para quem trabalha na área da arte, design ou ilustração, pode mesmo ser uma ferramenta de trabalho. Eu, por exemplo, preciso de estimular a imaginação todos os dias. Definitivamente, está na wishlist.

Para comprar: aqui ou aqui.


Algumas imagens do site da Catarina Gomes (estilo de ilustração giro!)




 Páginas do interior do livro. Super cool.

Editora: EditionLidu