20 de janeiro de 2016

MAIS UM PARA O PORTFÓLIO


No final do ano passado desenhei este logotipo para um cliente. Foi um trabalho que me deu imenso gozo fazer, desfrutei cada minuto. Comecei com ideias complexas, que envolviam malas de ferramentas, capacetes e handyman's, mas o desenho foi aparecendo cada vez mais simples e despido de acessórios. Este foi o resultado final, que adorei e decidi propor. Gosto muito destes logotipos descontraídos, com aspecto pouco polido.
Infelizmente não foi aceite, mas continuo a gostar dele e decidi que não podia ficar guardado. Aqui está, saiu da gaveta e foi parar ao meu portfólio online

CRESCER EM 2016



Ilustrações lindas de morrer do madrileño Adolfo Serra. Preciso deste livro!

Durante meses contei a história do Capuchinho Vermelho à punk Zola de uma forma muito suave. Afinal ela ainda não tem três anos, e histórias muito violentas antes de dormir podem perturbar os sonhos de um sono que já não é famoso.
Na hora em que o lobo engole a avó e o Capuchinho, o lobo aparece ilustrado com uma grande barriga redonda - eu digo sempre que o lobo engoliu de uma vez o bolo de chocolate que o Capuchinho levava no cesto e está com uma indigestão. Entretanto avó e Capuchinho fogem sem deixar rasto.
Estava convicta que esta versão era suficientemente boa até a punk Zola crescer mais um bocadinho, mas ela, com uma voz muito calma, tirou-me o livro da mão e disse:
"Eu conto! O lobo está com uma barriga grande, vês? Porque comeu a avó, o capuchinho, e o caçador!" Vitória, vitória, acabou-se a história. Afinal ela soube sempre! Nem o caçador escapa, o lobo rapou os ossinhos aos personagens todos. Eu tive mais medo da história que ela!
Além disso, ontem apontou para um soutien que estava no estendal e perguntou-me o que era. Eu expliquei e ela, sem mais delongas, disse-me que precisava de um em cor-de-laranja. Até escolheu a cor.


PRAZERES DE INVERNO



São tão poucos. Tenho que aprender a aceitar esta estação do ano com mais leveza. Afinal há vida além do frio e das nuvens carregadas de água, há vida além das botijas de água quente e das meias de lã com buraquinhos. Há pão de sementes feito em casa e tangerinas da árvore dos meus pais.

11 de janeiro de 2016

NA DÚVIDA, VER ESTE











Youth, do Paolo Sorrentino. É um dos melhores filmes que tenho visto e felizmente fui ao cinema. A crise negou o prazer do ecrã gigante a muitas pessoas, o preço dos bilhetes é proibitivo para a grande maioria das pessoas, e apesar de me custar pagar tanto para assistir a um filme, alguns valem cada cêntimo. É o caso deste. Havendo oportunidade é ir. É inesperado, é filosófico, é irónico, é tempo bem passado, põe as coisas em causa. Mas só para quem gosta de bons filmes lentos.

ZIGGY PÓ DE ESTRELAS

Ziggy Stardust

Aladin Sane

The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars / Rex Features


Rebel Rebel (Diamond Dogs )


Apesar de saber que há pessoas que não morrem nunca, hoje o dia começou triste. Há coisas que simplesmente não podiam acontecer. Quase me engasguei com as torradas quando ouvimos na rádio que o Major Tom tinha abandonado o planeta Terra, e ainda agora continuo pouco resignada.

Ouvi pelas primeiras vezes o David Bowie nos anos 80, mas foi só no início dos anos 2000 que decidi comprar uma catrefada de cd's dele, que estavam cheios de pó, numa loja escura em Carrer dels Tallers, em Barcelona. Foi nesta altura que conheci verdadeiramente a carreira de um dos fudadores do glam rock e vesti a t-shirt de fã (produzi uma, especialmente, que tinha impressa a capa da revista Rolling Stone). Desde então, o David Bowie tem sido para mim o ídolo intemporal. Existiu sempre, construiu a carreira mais criativa que conheço e borrifava-se literalmente nas convenções, era quem queria. No meio de estilos tão mutantes, eu gosto mesmo é da fase dos 70's.

É dele uma das músicas que costumo dançar semana sim, semana não, com a punk Zola - o Rebel Rebel (uma das minhas preferidas). "Mamã põe o Bébel Bébel" é uma frase engraçada que oiço com frequência. Na curta existência do Mexicola Girl, já publiquei várias vezes fotos do David Bowie, acho que por ele ser incrivelmente carismático, algumas estão aqui, num post de 2012 (caramba! O tempo voa à séria!). E fotos que valem muito a pena aqui também.

P.S. (acho que nunca tinha chorado por me morrer um ídolo, mas há sempre uma primeira vez).


7 de janeiro de 2016

UM CALENDÁRIO POR DIA, NEM SABE O BEM QUE LHE FARIA




Parece-me que até ao fim do mês o calendário Mexicola vai ficar pronto. Ás vezes dá-me vontade de o ilustrar e encher de desenhos, mas essa versão fica para 2017, porque a ideia original é haver espaço para gatafunhos pessoais. 
As frases de Abril e Maio são da autoria da Leididi (que infelizmente parou o blog, que era demais), porque acho que ela conseguiu imprimir o calendário de Janeiro antes de mim. Com um entusiasmo assim, o mínimo era pedir-lhe uma participação. Se não houver ideias e o mês estiver cinzentão, o melhor é encher o espaço branco com frases boas começadas por "e que tal se...?", e depois seguir à risca. Sem medo. =) Mas coisas boas, por favor.

WHAT HAPPENS IF YOU ARE HAPPY?


Este pensamento do filósofo inglês Bertrand Russel, parece-me uma boa dica para 2016 (apesar de já ter sido pensado em 1951).

5 de janeiro de 2016

BOM ANO SEM LAMÚRIAS e COM CALENDÁRIO FREEBIE






Olá 2016! De volta! 
Apesar de este ter sido dos regressos mais difíceis dos últimos tempos, hoje fui procurar motivação e encontrei alguma. Estava em pó. Misturei com água, bebi e estou à espera que actue. A saqueta dizia "efeito prolongado" por isso estou esperançosa que dure pelo menos até ao ano que vem. Agora é esperar que o vento de Janeiro afaste as nuvens de um começo menos cor de rosa e tentar, como sempre, construir o super-ano.  

Não me vou pôr aqui com filosofias, nem a dizer aquelas coisas, "fazer mais desporto", "poupar mais dinheiro", "viajar mais", "deixar de fumar", porque isso rapidamente se esfuma. O que vale mesmo a pena é ter entusiasmo quando nos levantamos de manhã. Mesmo que esteja a trovejar, mesmo que caiam raios e coriscos, mesmo que já seja meio-dia, mesmo que estejamos cansados e mesmo que estejamos tesos. Porque essa força é que nos vai ajudar a fazer tudo o resto (esta é a minha crença).  

Para pôr 2016 em movimento, e organizar o arquivo dentro da minha cabeça, decidi fazer um calendário. A ideia é ordenar o mundo. Gosto de ter as anotações do dia em tamanho XL, por isso costumo imprimir um calendário mensal em tamanho A4, para colar cada mês na parede (ou na secretária) e rabiscar. Fiz este layout com bastante espaço branco para fazer desenhos e expandir ideias à vontade. 
Coloquei um link para partilhar, assim ordenam-se vários mundos e esta coisa da organização torna-se viral. Quando o mês acabar, faz-se uma bolinha de papel, atira-se para a reciclagem e começa-se uma página nova em folha. 

Esta é a magia do ano novo. 12 meses para estrear com coisas que nem sequer imaginamos ainda. 
O meu desejo em 2016 para todos os que me vêm aqui visitar de vez em quando, é que sejam super-entusiastas e tenham paletes de boa sorte. Sem lamúrias   .
Vou tentar fazer o calendário todos os meses antecipadamente, mas sem garantias. Afinal isto não é um blog sério ☺.