25 de fevereiro de 2016

NEW HAT, NEW IDEAS


Muito feliz com a minha compra! É um prémio pelo meu esforço =) Ontem decidi acrescentar este chapéu ao closet. (Closet = a 4 gavetas + um varão com 6 cabides). Espero que me fique tão bem a mim como fica ao modelito. Quando era miúda coleccionava chapéus, depois, não sei porquê, desliguei-me desse hábito. Agora compro muito menos roupa, talvez por isso tenho mais vontade de ter outros acessórios. Este ano mantém-se o lema do ano passado, que é esvaziar mais do que encher, tirar tudo o que está no fundo das gavetas e libertar espaço, depois posso ir enchendo com chapéus e outras relíquias coleccionáveis. 
Mal posso esperar que isto chegue!


16 de fevereiro de 2016

MANDAMENTOS DO FREELANCER #10


E pronto - chegaram ao fim os mandamentos do freelancer. Com uma mensagem muito positiva, porque realmente, por vezes, é preciso ser muito resiliente para trabalhar por conta própria. Dedico as minhas ilustrações deste projecto a todos os freelancers, especialmente aos dos injustos recibos verdes.



12 de fevereiro de 2016

MANDAMENTOS DO FREELANCER #9


Hoje ficamos com o mandamento do freelancer nº 9, que incita à vaidade, e na segunda-feira encerramos a paródia com o nº10, que é o último. Bom fim-de-semana!


10 FOTOS DE CARNAVAL TRANSMONTANO

Queimada


Caretos a chocalhar uma miúda


Facanito, um careto criança (atenção, alguns chocalham as mulheres com a mesma energia dos adultos!)




Caretos a serem endiabrados, abanam os carapuços na queimada


Nasci numa zona do país onde o Carnaval se festeja com ânimo. Lembro-me de ser criança e a minha mãe me mascarar, do cheiro do creme que me punha na cara para as purpurinas colarem na pele, de construirmos os fatos e de fazer birras para não usar determinada peruca, sempre foi uma festa presente. 
Nas cidades à volta o Carnaval é genuíno, com os ensaiados na Nazaré, entrudo à mistura e alguns desfiles tradicionais (sem estrangeirismos). De vez em quando ainda me junto com amigas para fazer uma bela carnavalada: perdemos horas a fazer as máscaras e saímos à noite sem complexos com o figurino. Em Lisboa é diferente, a tradição não é forte e regra geral as pessoas não gostam de Carnaval porque está associado a ovos na cara, farinha e partidas do género.

Este ano fomos procurar as raízes desta festa pagã e ver pela primeira vez como é o Carnaval mais ancestral do país, em Podence, e adorei. De tudo o que vi até agora em matéria de Carnaval é o mais genuíno e é espectacular que a tradição se mantenha. Os fatos são autênticas obras de arte. 
Basicamente os caretos celebram num ritual pagão o fim do Inverno, dão as boas vindas ao sol e aos dias maiores que se aproximam e pedem boas colheitas agrícolas. Nestes dias os homens da aldeia assumem o personagem de careto, um diabrete folião, vestem fatos feitos de mantas, com franjas de lã e chocalhos e usam máscaras de lata. Escondidos atrás do anonimato tornam-se donos da aldeia, assaltando livremente adegas e fumeiros e chocalhando as raparigas num estranho (e ruidoso) ritual de fertilidade. Às vezes surgem inesperados, a correr de uma esquina qualquer e abanam todos os que estão no seu caminho.

Foi um Carnaval mesmo bem passado e 100% nacional. Seria bom que conseguissem manter a tradição tal como ela é, sem grandes artifícios ou desvios do que é original. Os caretos só têm piada quando estão a ser eles próprios, endiabrados, sem lei e cheios de energia. Conta quem sabe que esse é o verdadeiro espírito chocalheiro.


8 de fevereiro de 2016

MANDAMENTOS DO FREELANCER #5


5 de 10 - Acho que este é o meu preferido, esta sátira encaixa-se mesmo bem na época carnavalesca.


COMO APROVEITAR TARDES DE CHUVA

Capa do livro Ideias Despenteadas

Estamos em Fevereiro, não há volta a dar, chove a potes e faz frio, mas há maneiras de fazer uma gincana entre os pingos da chuva e aproveitar tardes que, de outra forma, estariam condenadas ao zapping: sábado fui à Casa Nic e Inês fazer um workshop (para despentear ideias) com a ilustradora Catarina Gomes. Já tinha falado da Catarina neste post, por causa do Livro (de actividades) Para Massajar a Imaginação e quando percebi que as inscrições estavam abertas, juntei o útil ao agradável e fui também conhecer o Nic e a Inês. Foram horas bem passadas, nestes encontros aprendem-se sempre coisas novas e partilham-se boas horas com pessoas que gostam de fazer o mesmo que nós. Uma coisa bem interessante que aprendi foi que a ilustração pode ser muito mais descontraída, não precisa de ser sempre perfeita e limpinha. Fizemos muitos exercícios com carvão, por isso fui mesmo obrigada a sair da zona de conforto (costumo desenhar com lapiseira de minas, com 0,7mm de espessura). O próximo workshop que vou fazer é já antes do fim do mês. Este retorno às aulas está a valer muito a pena e acima de tudo a saber extremamente bem. Boa semana!


5 de fevereiro de 2016

MANDAMENTOS DO FREELANCER #04


O mandamento #4 é o último desta semana. Na segunda continuarei a luta pró freelancista.

www.alauraescreve.pt // cargocollective.com/ritapereira

NOTA-SE MUITO?


Esta semana chegou na volta do correio uma embalagem com esta t-shirt lá dentro. Nota-se muito que não votámos no Prof. Marcelo? (ihihih)

4 de fevereiro de 2016

A PUNK ZOLA DIZ (MUITAS COISAS)

A punk Zola diz que está a saltar como um candegu co de gosa. Diz que não quer tomar banho na banheira, mas sim no chafariz (vulgo bidé) e diz à educadora da escola que sai do berço à noite, vai ao quarto dos pais, eles estão a dormir quentinhos e por isso volta para o berço novamente. Também diz à educadora que para fazer todo este complexo percurso nocturno usa uma "cadeirinha". Claro, que de outra forma poderia ela subir e descer do berço? (O mais assustador é que até hoje não sei se isto aconteceu ou não, porque a cadeirinha faz as vezes de mesinha de cabeceira).

Diz-me ainda que nas noites em que faz muita ventania o melhor é dormir na cama dos pais, porque o barulho é assustador e não deixa ninguém repousar em condições e que se eu quiser posso usar o colchão imaginário.

O que é o colchão imaginário? O colchão imaginário é uma tira de cerca de 20cm em redor de todo o colchão da cama dos pais que, como o nome indica, é imaginário. Isto significa que literalmente não existe.
Ainda assim eu tenho que pousar lá a cabeça, enquanto o resto do corpo fica no colchão real (o que significa cabeça suspensa).
Ou ao contrário, deitar o corpo todo no colchão imaginário, enquanto só a cabeça fica na almofada. Isto porque, como todos os pais que dormem com os filhos de vez em quando sabem, é comum sermos empurrados lentamente, ao longo da noite, cm a cm, até darmos por nós com metade do corpo no colchão imaginário.
Sim, significa que dormimos a flutuar ao lado do colchão real enquanto os nossos piratas ocupam o lugar verdadeiro na cama. Parece complicado mas na verdade é mesmo, mesmo, mesmo simples.

P.S.:(adoro a minha punk Zola por ser tão espertalhona e me passar a perna com tanta facilidade)

MANDAMENTOS DO FREELANCER #03


Ora bem, número 3, nada a acrescentar, amanhã há mais!

www.alauraescreve.pt // cargocollective.com/ritapereira


2 de fevereiro de 2016

#MANDAMENTOS DO FREELANCER, VOILÁ!


E eis que surgem finalmente os #mandamentosdofreelancer. A Laura Alves escreveu os mandamentos  e em conjunto decidimos aproveitar a desculpa para os transformar num projecto de cariz contestatário. =) Assim, à mistura com muita galhofa, nasceram os Mandamentos do Freelancer Ilustrados, e tenho a certeza de que todos os que trabalham por conta própria se vão identificar imediatamente com eles e se vão rir. E chorar. Rir e chorar ao mesmo tempo =). Na verdade, é como a Laura diz, o bom de ser freelancer é, precisamente, de vez em quando poder fazer coisas só porque nos apetece. Sem mais delongas, no Mexicola vou publicar um por dia (menos ao Sábado e ao Domingo), até chegar ao décimo. Sintam-se livres para partilhar! Agora, vou trabalhar! Um grande bem-haja! 


1 de fevereiro de 2016

TU BEBES ÁGUA, EU BEBO GASOLINA


Alguém reconhece? Às vezes trabalho também é diversão. Decidi ilustrar um dos meus músicos preferidos e como demorei mais do que devia, agora tenho pilhas e pilhas de trabalho atrasado.
Bem-vinda ao mundo real. Feche os programas de ilustração, abra todos os outros, agarre na pen e comece a trabalhar em 3, 2, 1, 0. Com as duas mãos!

SEGUNDOS INSTA

instagram @mexicolagirl

instagram @illustrated.doris

instagram @typefight

Ainda que muuuuito lentamente, dá-me gozo ir alimentando o instagram. É um exercício excelente para melhorar a nossa fotografia, a nossa visão do mundo, e na minha área de trabalho isso é excepcionalmente útil. De tempos a tempos consigo perder tempo à volta do ecrã do telemóvel a descobrir novas inspirações para seguir, e hoje ficam duas ideias: o feed da Typefight (tipografia) e o da sueca Illustrated.doris (ilustração). Este último, para quem gosta de ilustração é mesmo bonito. Sigam, é grátis.

OS PINCÉIS CONTINUAM


Ultimamente o trabalho tem sido tanto que mal sobra tempo para o blog. Mas também é importante sair da rede de vez em quando, é saudável e refresca as ideias. 
Consegui acabar trabalhos, fazer melhorias cá em casa, planear prateleiras, pôr candeeiros em falta, posters na parede, e até comprei almofadas gigantes para o quarto (a confecção das capas está por minha conta, mas tenho que ir aos tecidos primeiro). Até deu para pintar! Na foto está uma das últimas obras de arte (ehehe) mas tenho vários esboços começados e vontade de os continuar. Por vezes este ingrediente mágico, a vontade de continuar, é o único segredo para terminar projectos. Vamos ver o que reserva Fevereiro! Fingers crossed!