12 de setembro de 2016

10 FOTOS DAS MINHAS FÉRIAS HIPPIES (I)

Olá! Já é Setembro outra vez. Já estamos todos aqui, com os dedos nos teclados e os olhos vidrados atrás dos monitores. Este Verão pareceu-me mais comprido do que o habitual, trabalhei bastante mas também fiz um bocadinho mais de férias, ainda que totalmente repartidas. Achei que o tema "fotos das férias" era um bom mote para regressar ao Mexicola Girl. Só para não começar logo a falar de trabalho. Portanto, apesar de ter feito alguns posts salpicados durante o Verão este é que conta como rentrée oficial. (E para acompanhar um momento desta importância, escrevi também uma página Sobre Mim.)

Ao mesmo tempo este post funciona como uma espécie de manual para quem tem os bolsos furados. Percebem? Para bom entendedor, meia palavra basta. Este ano redescobrimos a liberdade do campismo, que estava esquecida e que é a opção mais óbvia para quem não recebe o que devia. Afinal custa só 4 ou 5 euros por dia por pessoa e o mesmo pela tenda. Sempre gostei de acampar, sempre o fiz em família ou com amigos. Não só por ser mais barato, uma das grandes vantagens é conseguir chegar a praias mais isoladas e, muitas vezes, sem ter que usar o carro todos os dias. As praias escondidas ou de difícil acesso são normalmente mais bonitas porque estão mais protegidas das invasões humanas e normalmente o esforço de subir ou descer arribas compensa. Tristemente esta tinha muitas beatas na areia e alguns papeis de alumínio de sandes. Nem me vou estender muito sobre este tema porque não entendo como é que em pleno século XXI ainda há otários que deixam lixo na praia, (mas fiz uma sugestão na recepção do parque para fazerem uma campanha qualquer de sensibilização, uma vez que ainda é necessário), adiante.






Descobri esta praia por acaso, na companhia de uma amiga, há exactamente 15 anos. Quando regressei à realidade, após alguns dias de retiro a fazer malabarismos no meio do nada, era o dia 11 de Setembro de 2001. Vi na televisão do bar do parque de campismo, mesmo antes do checkout, dois aviões a embaterem nas Torres Gémeas em Nova Iorque. Impossível esquecer.

Desta vez a praia estava vazia por ser Setembro e portanto não havia aquele problema de ter que deixar o chapéu na areia durante a noite para marcar lugar (ihihih). Acima estou com o meu saco de praia universal (porque cabe o universo lá dentro), feito por mim uma semana antes da partida (depois publico algumas fotos). A arca para manter os frescos é essencial, especialmente para as coisas do pequeno-almoço, manteiga, queijos e iogurtes. Não, não tomávamos o pequeno-almoço na cafetaria do parque, era mesmo no meio das árvores, em cima da manta. E percebemos rapidamente que precisamos de uma arca maior.



Houve um dia em que fez mais vento e fomos dar umas voltas na vizinhança. Achámos bonito este letreiro e espectacular esta carrinha instalada com vista para o mar.


Como é lógico não houve pratos complicados, mas estas sardinhas picantes eram gourmet e há quem pague bastante para as comer assim, directas da lata, na capital. Eu já o fiz mais do que uma vez. Neste caso acompanharam uma salada de legumes e estavam deliciosas.





Vou terminar com uma vista da praia (que é um assombro), uma imagem das brincadeiras e outra do céu com palmeiras. Para poder vir aqui durante os dias frios e lembrar-me de como foi bom o desapego e a simplicidade destes dias. E vou deixar o resto das fotos, tiradas pelo Manel, para amanhã. 

3 comentários:

  1. Galé e Aberta Nova, não é? São mesmo as praias mais bonitas aqui das redondezas. E sim, é mesmo tão triste o lixo.

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    1. Sim! São essas mesmo. Falei na recepção do parque para porem cinzeiros ou cartazes a relembrar que as beatas não podem ficar na areia. Apesar de haver caixotes do lixo as pessoas parecem não entender que é preciso preservar as coisas e é uma pena. És felizarda por viver aí =)

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