13 de setembro de 2016

MAIS 18 FOTOS DAS MINHAS FÉRIAS HIPPIES (II)

Este post é a segunda parte das minhas férias hippies (a acampar) em fotos (parte I aqui). Ao observá-las enquanto faço este post, lembro-me mais uma vez que vivemos num país privilegiado e que por norma subvalorizamos. Dou por mim muitas vezes a desejar férias noutros sítios do mundo, quando há tanto potencial a quilómetros da porta de casa. Durante a viagem pensei que vai ser preciso sabedoria para preservar as coisas assim bonitas e genuínas, como elas são, à medida que o tempo passa.

Apesar de durante as férias me ter mantido ligada à rede, houve um esforço para nos desligarmos dos gadgets. Um deles ficou ligado e outro ficou offline. Também fugimos da piscina do parque, do restaurante e da zona comercial que vendia revistas, livros e brinquedos. Com menos estímulos foi mais fácil dar um mergulho no descanso e viver bem com pouco dinheiro (que era o objectivo máximo).





O parque estava sossegado e pacífico mas o percurso até à praia era demasiado íngreme. Sem querer fizemos muito exercício e ainda meditámos, porque era difícil falar enquanto se subia ou descia. Especialmente quando tínhamos que carregar a punk Zola além do saco, chapéu, etc. (que era sempre).



Num dos dias passeámos por outras paragens e como bons roadtrippers comemos sandes feitas na hora, na parte de trás do carro. Entre nós e a praia não havia vidro nem esplanadas, era assim, como nos anúncios antigos de Nescafé, mas sem carocha. Depois seguimos viagem. Eu fiz uma sesta no percurso, com o vento quente a bater-me na cara.


Os pés da punk Zola pareciam os pés de uma ciganita. Queria andar sempre descalça no parque (quando se esquecia que havia aranhiços e grilos), mesmo por cima das carumas dos pinheiros, e como havia muito pó, ao fim do dia eram vários tons de negro e castanho. Numa das noites um grilo teimoso fez uma sinfonia ao pé da tenda e mal nos deixou dormir. Depois de o termos localizado com uma lanterna e levado para longe ele regressou e não deu hipótese nenhuma. Para este tipo de aventuras é essencial levar um anti-mosquitos, porque ao pôr-do-sol é sabido que devoram pessoas vivas. Felizmente antes de ir comprei um da Chicco para a família toda e resultou muito bem. Tudo isto me dá vontade de rir porque sei que há pessoas que não suportam a ideia de dormir rodeadas de insectos. Volta-se sempre para casa com uma ou outra picadela.


Havia feiras em vários sítios e estas toalhas eram o último grito da moda.



#needahaircut





Víamos o pôr-do-sol da tenda todos os dias.





E nem queríamos acreditar quando chegou a hora de regressar a casa. Passou demasiado rápido. 
Em relação a custos nem é preciso calcular de forma muito rigorosa. Para 7 dias gastei pouco menos de 100€ em mercearias, comprámos algum equipamento, como o camping gás, uma lanterna e um colchão insuflável, que não faço ideia quanto custaram, o parque foi menos de 120€. Basta juntar despesas de deslocação. É impossível gastar menos que isto em 7 dias, só mesmo fazendo campismo selvagem. Só que não há nada como um banho quente todos os dias. 

Resumindo, tivemos umas férias espartanas mas muito próximas da natureza, a alimentação foi simples mas sempre com fruta e legumes incluídos, não vimos televisão, ouvimos rádio ou lemos jornais, mas ouvíamos música. E estas fotos (do Manel) não têm preço. 
Soube bem divagar. A ideia é que poderíamos ter continuado sem o conforto de um sofá ou de viver num centro urbano durante mais tempo. Fazendo um balanço percebemos que deu para limpar a cabeça, sair da rotina, fugir da cidade e, cereja no topo do bolo aka factor inesperado: ser um bocadinho hippie. Decidimos que não voltaremos a estar tanto tempo sem rambling on.





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